segunda-feira, junho 08, 2015

0

Aung San Suu Kyi

Fonte: Tibet Sun

Os viajantes que se atrevem a escolher a República de Myanmar, antiga Birmânia, como destino da sua viagem, certamente conhecem a história de Aung San Suu Kyi, a ativista birmanesa que se opôs ao governo do seu país e sofreu largos anos de prisão e exílio.

Tudo começou quando San Suu Kyi regressou a Myanmar para cuidar da sua mãe, em 1988, anos depois de ter saído do país para estudar, e se deparou com uma revolta popular contra o governo ditador de U Ne Win.

U Ne Win liderou o golpe de Estado de 1962 que derrubou o governo democrático do então primeiro-ministro birmanês e instaurou um governo extremamente repressivo que isolou a Birmânia dos restantes países. O país viu-se obrigado a viver da auto-suficiência e, no ano de 1988, quando U Ne Win deixou o poder, a Birmânia era, inevitavelmente, uma das nações mais pobres do mundo.

Revoltada com a situação, sobretudo depois de o governo birmanês ordenar o assassinato dos protestantes e de milhares de civis, San Suu Kyi levou a cabo um movimento não violento para alcançar a democracia e instaurar os direitos humanos. Assim, criou a Liga Nacional para a Democracia (LND) e discursou perante grandes audiências por todo o país.

Após a vitória esmagadora da LND nas eleições de 1990, Suu Kyi foi obrigada, pela junta militar que governava o país, a escolher entre permanecer em prisão domiciliária ou abandonar a Birmânia. Suu Kyi recusou deixar o seu país e viveu afastada do seu marido, um inglês com quem casou enquanto vivia em Inglaterra, e dos seus filhos.

O seu movimento não foi, contudo, esquecido e foi ganhando cada vez mais apoiantes e visibilidade internacional. Em 1990, Aung San Suu Kyi foi galardoada com o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento e em 1991 com o Prémio Nobel da Paz. Em 2000, a banda irlandesa U2 compôs a música "Walk On", em homenagem à ativista e à sua luta.

Em 1995, o governo birmanês decidiu suspender a pena de prisão domiciliária como sinal de abertura democrática dirigida à comunidade internacional; no entanto, a liberdade de Suu Kyi não durou e, nos 10 anos seguintes, a ativista saiu e retornou à prisão domiciliária várias vezes. Suu Kyi não chegou sequer a estar presente na morte do seu marido, em 1999, vítima de cancro.

Em Novembro de 2010, seis dias passados das primeiras eleições parlamentares realizadas desde 1990 na Birmânia, Aung San Suu Kyi foi libertada da prisão domiciliária e passou a poder circular livremente. Em 2012, após uma campanha extenuante, alcançou um lugar no parlamento.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixe aqui o seu comentário!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...