segunda-feira, junho 22, 2015

0

As roças de São Tomé e Príncipe

As roças de São Tomé e Príncipe assumiram-se como as bases da economia das ilhas até à sua independência, em 1975.

A palavra “roça” é usada para referir a estrutura de exploração do cacau e do café mas, não só; é também símbolo do modelo de expansão e penetração no território dessa estrutura.

Cacau


Roça Porto Alegre, um lugar enigmático

A sul da ilha de São Tomé, a 84 quilómetros da capital, no distrito de Caué, encontramos uma vila que, outrora, era uma empresa agrícola denominada Porto Alegre. Os Angolares são o povo que habita nesta região e constituem o maior aglomerado populacional do distrito de Caué.

É neste lugar que encontramos dois grandes enigmas da Natureza, quase sempre encobertos pelo nevoeiro e pela cerrada vegetação tropical: o Pico Cão Grande e o Pico Cão Pequeno.

Uma confiante torre vulcânica espreita no horizonte como um desafiador cenário de fantasia. Essa torre é o Pico Cão Grande, que nos observa dos seus 663 metros de altura e é rodeado por uma atraente floresta. Não menos intimidante, podemos igualmente observar o Pico Cão Pequeno que, por sua vez, tem 271 metros.


Roça de S. João, de todas a mais saborosa

Conheça esta inigualável roça.


Roça Água-Izé, uma passagem na rota do cacau

Composta por nove dependências, foi fundada nos finais do século XVIII e assume-se como a primeira a implantar a cultura do cacau. A planta do cacau veio do Brasil pela mão de José Ferreira Gomes, inicialmente como uma planta meramente decorativa; contudo, com o passar do tempo, o cultivo desta planta intensificou-se e a cultura do cacau prosperou. O arquipélago conquistou o domínio mundial da produção de cacau e adquiriu a designação de "ilha chocolate". Hoje em dia, a qualidade do cacau de São Tomé e Príncipe é reconhecida internacionalmente.

A Roça Água-Izé destaca-se pela sua extraordinária beleza ecológica, isto é, pela existência de uma grande variedade de plantas e flores, como, por exemplo, coqueiros, rosas-de-porcelana, bicos de papagaio, rosas vermelhas e girassóis. 

Roça Água-Izé


Roça Agostinho Neto, lembranças da arquitectura portuguesa

Na época colonial, esta roça detinha o sistema ferroviário do arquipélago, através do qual se estabelecia a ligação e o abastecimento com o porto na roça Fernão Dias. Foi assim apelidada em homenagem ao primeiro Presidente de Angola. Fundada em 1865 pelo Dr. Gabriel de Bustamante e explorada a partir de 1877 pelo Marquês de Vale Flor, é uma das mais belas e simbólicas estruturas de São Tomé e Príncipe pelo seu património histórico e arquitectónico. 

Roça Agostinho Neto
Fonte: Paraíso de São Tomé


Roça Monte Café, uma passagem na rota do café

Esta roça é símbolo do passado histórico da vida nas roças e uma das mais antigas do país. Fundada em 1858 por Manuel da Costa Pedreira, ocupa uma posição distintiva enquanto produtora de café. A sua localização em terrenos propícios à cultura de café arábico faz com que seja a única onde encontramos a variedade arábica da ilha. Além disso, nesta roça podemos observar todas as etapas de produção do café, desde o início até à embalagem.


Roça Bombaim, centro da serenidade

Além da Cascata de S. Nicolau, escondida no meio de uma frondosa floresta, em Mé-Zóchi, encontramos um espaço único onde somos abraçados por um ambiente de calma e paz: a Roça Bombaim. Esta roça constitui uma unidade hoteleira com o objectivo de incitar o turismo rural. Ao entrar na roça somos recebidos por uma amostra da decoração típica local: móveis em bambu, flores tropicais e corredores de palmeira.

Cascata de S. Nicolau

Em volta deste lugar, inúmeros riachos e cascatas criam um quadro magnífico e único, e o som das suas águas tornam este local ideal para relaxar, ler um bom livro e desfrutar, em serenidade, da Natureza.


Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixe aqui o seu comentário!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...