domingo, junho 14, 2015

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As Maravilhas de Isfahan, Irão


O Maydan-e Shah 

Praça Maydan-e Shah com vista para a Mesquita do Imam

A Praça Real de Isfahan é um monumento representativo da vida sociocultural da Pérsia do período safávido (até 1722).

O Shah da dinastia iraniana dos Safávidos, Abbas, que reinou desde 1587 até 1628, escolheu Isfahan como a sua capital e decidiu remodelá-la e embelezá-la a rigor. No centro da cidade foi construída uma Praça Real (conhecida como Maydan-e Shah) que foi considerada tão majestosa que foi apelidada de “A Imagem do Mundo”. 

Todos os edifícios, todas as arcadas e qualquer elemento de arquitectura do Meidan-e Shah, são adornados com azulejos de cerâmica com pinturas pormenorizadas, com destaque para os adornos florais.

O Maydan-e Shah era o coração da capital safávida; era onde tinham lugar os mais variados eventos e onde se comemoravam as mais variadas celebrações.


O Palácio de Ali Qapu

Edificado no final do século XVI para ser a residência de Shah Abbas I, foi construído para criar uma impressão, para ser notado, e os seus 38 metros de altura e seis andares alcançam certamente esse objectivo.

Ali Qapu significa “Portão de Ali” e foi-lhe atribuído esse nome em homenagem ao ídolo de Abbas, Imam Ali.

O monumental terraço, na frente do edifício, é a zona fulcral. Rodeado por dezoito colunas, oferece uma vista magnífica do Maydan-e Shah.

Cinquenta e dois pequenos quartos, corredores e escadas eram decorados com mosaicos típicos e pinturas até que foram destruídos durante o período da dinastia Qajar e, principalmente, depois da revolução de 1979. Felizmente, foi possível recuperar alguns, que estão agora guardados no quarto do trono.

A sala da música é uma das divisões mais distintivas do Palácio. O tecto de estuque é feito de forma a melhorar a qualidade do som, habilidade essa que se estende às paredes da divisão e é considerada uma das mais belas e inesquecíveis da arte pérsica. 

Sala da Música do Palácio de Ali Qapu


A Mesquita do Imam

Também conhecida como Mesquita de Shah, é considerada a maior obra-prima da arquitectura iraniana. Por um lado, pela técnica necessária para a ornamentação, que revestiu as suas paredes de belíssimos azulejos com um elevado número de detalhes e nuances e exigiu muito tempo de construção, e, por outro lado, pelos sentimentos e emoções que gera em quem lá entra para rezar ou simplesmente para conhecer. Há quem diga que é possível sentir a presença das pessoas que lá rezaram, que se sentaram naquelas pedras onde estamos sentados e disseram as suas preces. Sente-se como que uma conexão com o passado e o futuro.


A Mesquita Lotfollah

Cúpula da Mesquita Lotfollah

A Mesquita Lotfollah tem uma interessante particularidade: não possui pátio nem minaretes, pelo que se considera que foi construída para uso exclusivo da corte.

A sua construção tomou menos tempo do que a Mesquita de Shah, mas nem por isso carece de detalhes semelhantes e de azulejos pormenorizados. De facto, este excepcional monumento está repleto de delicados azulejos que vão desde o chão, passando pelas paredes, até ao tecto.


O bazar

Bazar Qeyssariyeh

Um lugar que evoca a antiga Pérsia e que nos transporta de volta a um outro século. Seja de dia ou de noite, é impossível sentirmo-nos indiferentes ao ambiente criado pela junção das arcadas, das abóbadas e das janelas em treliça, que permitem a entrada de pequenos raios de luz no intenso mercado que se realiza numa rua de dois quilómetros de extensão e que liga a parte antiga com a zona nova da cidade.

O termo "bazar" deriva da palavra persa para "mercado", e muitos acreditam que o bazar é um dos pontos geográficos mais importantes da civilização persa.

O artesanato vendido é riquíssimo e possui as tradicionais peças de Isfahan em metal e porcelana.


O Palácio Chehel Soton

Existem referências históricas deste palácio que datam de 1614; no entanto, documentos encontrados em 1949 relatam a construção do monumento e afirmam que foi terminado em 1647, no reinado de Shah Abbas II. De qualquer das formas, aquilo que hoje em dia contemplamos é uma reconstrução feita após um incêndio em 1706.

As 20 colunas finas de madeira do Palácio suportam um tecto bastante ornamentado. Chehel Soton significa, na verdade, “40 pilares” – que são o reflexo dessas 20 colunas, na piscina que se encontra na frente do palácio.

20 colunas do Palácio Chehel Soton
Fonte: Unesco

O jardim do palácio, o Bagh-e Chehel Sotun, é um excelente exemplo do típico modelo pérsico de jardim.


A Igreja Vank

A Igreja Vank é uma catedral que encontramos em Isfahan, no Irão, e cujo nome significa "mosteiro" ou "convento" na língua arménia.

Este majestoso edifício foi construído no reinado de Shah Abbas I e representa na perfeição o estilo da arquitetura iraniana. O seu interior é decorado com pinturas e miniaturas que representam tradições bíblicas e imagens de anjos e apóstolos, uma junção dos estilos iraniano e italiano.

Interior da Igreja Vank
Fonte: nuran zorlu photograhy

A biblioteca da igreja contém mais de 700 livros escritos à mão e muitos recursos inestimáveis ​​e originais. Além disso, a igreja inclui também um museu exibe inúmeros artefactos da história da catedral e da comunidade.


A Ponte Si-O-Se Pol

Uma das onze pontes da cidade de Isfahan, a Si-o-se Pol (também conhecida como a Ponte dos 33 Arcos ou ponte “Allah-Verdi Kahn”) é um dos elementos mais ilustres da arquitetura iraniana. Construída com tijolos e pedras, esta obra-prima atravessa o rio Zayandeh e foi edificada no ano de 1602 por Shah Abbas I.

Inicialmente, a ponte era formada por 40 arcos, mas este número foi regredindo até 33. Existe um espaço vazio, mais largo, no início da ponte, que é ocupado por uma casa de chá típica.

Ponte Si-O-Se Pol

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