quinta-feira, março 19, 2015

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O Palácio Real de Budapeste, Hungria




Perto de um portão ornamental datado de 1903, que liga a escadaria dos Habsburgos ao Palácio Real de Budapeste, existe uma escultura de bronze do mítico pássaro turul, guardião do palácio. A sua protecção não foi, contudo, suficiente para impedir que o monumento fosse destruído e reerguido numerosas vezes. As alterações foram tantas e tão profundas que, hoje em dia, não se sabe sequer o sítio exacto do início da construção. Só se sabe que foi perto da Igreja Mátyás e que o seu mentor foi o rei Béla IV (1235-1270).

Já no século XV, o imperador Segismundo do Luxemburgo mandou construir, no seu lugar, um palácio gótico. Este seria mais tarde (1458) convertido ao estilo renascentista pelo rei Mátyás. A constante remodelação de pouco valeu, uma vez que a ocupação turca do século XVI o destruiu por completo. Nessa altura, a sua função transitou para a de um armazém em que se guardavam cavalos e pólvora. A sua reconstrução, numa escala bem menor, deu-se apenas em 1719, segundo desenhos de Hölbling e Fortunato de Prati.

Mais uma vez liquidado pela violência da Segunda Guerra Mundial, o Palácio Real foi objecto da atenção de Maria Teresa, que o reconstruiu e ampliou. A base utilizada foi a implementada pelos Habsburgos nos séculos XVIII e XIX. Durante este trabalho de reconstrução, apareceram ruínas do palácio gótico, do qual os arqueólogos decidiram colocar a descoberto as muralhas defensivas e os aposentos reais.

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