quarta-feira, janeiro 14, 2015

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O mistério por resolver das Linhas de Nazca, Peru

Linhas de Nazca – são cerca de 500 quilómetros de linhas geométricas e traçadas na perfeição, ao longo das Pampas de San José, no Peru, que formam gigantescos desenhos de animais marinhos, aves, macacos e outros seres e objectos mais difíceis de identificar. Com os pés bem assentes no chão, é impossível vislumbrá-las correctamente. É preciso sobrevoá-las, a centenas de metros de altura, para termos alguma noção da dimensão e do encanto deste fenómeno.

As Linhas de Nazca foram descobertas em 1927 por Toribio Mija e desencadearam, ao longo de todo o século XX, inúmeros estudos, pelas mãos de Paul Kosok, Hans Horkheimer e da alemã Maria Reiche. Reiche, excelente matemática do seu tempo, chegou ao Peru como representante do cônsul da Alemanha e foi responsável pelos maiores avanços na investigação sobre o advento e o desenvolvimento das Linhas de Nazca, encarregando-se também da sua protecção. Faleceu a 8 de junho de 1998, aos 95 anos, nesse mesmo país.

Envolta em mistério, desde sempre esta região deu origem a inúmeras teorias de vária natureza – cosmológica, astronómica, antropológica, etnológica, demográfica, arqueológica, etc. Por alguns momentos, e muito por influência de Erich von Däniken, chegou-se até a pensar as linhas eram obra de extraterrestres, uma pista de estacionamento para as suas naves. A Däniken não se pode retirar o crédito de ter colocado as Linhas de Nazca na boca do mundo, mas a verdade é que tal não aconteceu pelas melhores razões.

Felizmente, as hipóteses que reúnem maior consenso nada têm a ver com extraterrestres, mas com factores astronómicos e antropológicos.

A primeira faz algum sentido, tendo em consideração que a pampa de Nazca é tida como um dos pontos de observação astronómica mais importantes do mundo, devido à elevada transparência atmosférica e à forte possibilidade que oferece de avistar fenómenos celestes. Muitos defendem, pois, que as linhas tenham servido, há dois mil anos atrás, para assinalar fenómenos desse tipo, como solstícios, equinócios e outros ligados às estações. Já a segunda associa as linhas a totens de clãs ou famílias que neles viam deuses da montanha, da água e da fertilidade.

Seja qual for a teoria correcta, o certo é que estas obras apenas se preservaram século após século graças à aridez daquela região, onde só chove 30 minutos de dois em dois anos.

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