sábado, fevereiro 14, 2015

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Évzones ou os guardiões do Túmulo do Soldado Desconhecido, Atenas, Grécia


Antes de servir de sede ao Parlamento Grego, o edifício Voulí era um palácio real da autoria do arquitecto bávaro Von Gartner. E o Túmulo do Soldado Desconhecido, inaugurado em 1932, no Dia da Independência Nacional, é uma homenagem a todos os homens que morreram ao serviço do seu país. Tais preciosidades da Praça Sýntagma, em Atenas, merecem pois ser guardadas por um corpo de soldados altamente treinado, escolhidos a dedo no exército grego.


Esses homens são chamados de évzones, o que, em grego, quer dizer “de bela cintura” e é desde logo indicativo de que não são seleccionados só com base nas suas apetências militares. São altos e envergam um traje muito característico, constituído por um kilt branco (a fustanélla), chapéu preto e vermelho e sapatos da mesma cor, com pompons (os tsaroúhias). São, também, o orgulho dos seus pais por terem sido escolhidos, de entre tamanha multidão, para fazer parte da Guarda Presidencial ou Proedriki Froura, uma elite fundada em 1868, e usufruir de melhores condições do que o típico soldado grego.

De vez em quando, vemos os évzones sair dos seus compartimentos de madeira para executar um número que, embora se assemelhe ao ballet, tem um cariz militar. Mas é ao domingo, às 11 horas da manhã em ponto, que tem lugar o verdadeiro espectáculo do render da guarda, ao qual se juntam outros elementos militares com uniformes diferentes. Para evitar que a performance corra mal, os évzones trabalham sempre em pares, funcionando um para o outro como “espelho” e incentivando-se mutuamente a melhorar cada vez mais os seus movimentos.

Hoje em dia, os évzones têm deveres puramente cerimoniais e são instruídos para não reagirem a absolutamente nada – nem às provocações inocentes dos turistas, dos quais são vítimas como os guardas reais londrinos.

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