quarta-feira, agosto 13, 2014

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Varsóvia, Polónia


Visitar a Polónia sem ir a Varsóvia, a capital e a maior cidade do país, não faz sentido. A cidade de Varsóvia, localizada no centro-leste do país, é um centro científico, cultural, económico e político da Polónia. É aqui que se encontram as sedes do Presidente da República, da Câmara de Deputados, do Senado, do Conselho de Ministros e do Banco Nacional Polaco.
Varsóvia é uma cidade fantástica. A sua história é cheia de lendas populares que, sem dúvida nenhuma, vale a pena conhecer. Segundo uma lenda popular, o nome da cidade (em polaco: Warszawa) provém do nome do pescador Wars e da sua esposa Sawa, que deram abrigo ao duque de Mazóvia quando aquele se perdeu do caminho enquanto caçava na floresta. O duque, muito grato pela hospitalidade, ofereceu-lhes um território onde se fundou a cidade de Varsóvia.

Outra lenda diz que uma sereia veio pelo rio Vístula até Varsóvia e gostou tanto de aí estar que decidiu ficar. Um dia, um ávido pescador, encantado com a sua voz, raptou-a e prendeu-a na casa dele. O pescador queria mostrá-la em público para ganhar dinheiro. Felizmente, um filho de outro pescador libertou-a. A sereia, grata pela libertação, decidiu ficar em Varsóvia para defender a cidade contra os inimigos. A partir daquele momento, a sereia passou a estar armada, tendo nas mãos um escudo e uma espada para defender a cidade. A sereia é o símbolo da cidade de Varsóvia.

As origens da cidade da Varsóvia remontam ao século X, mas o crescimento económico mais importante da cidade data do século XIV, com a ascensão dos duques de Mazóvia.

No século XVI, Varsóvia foi incorporada na Coroa do Reino da Polónia. Em 1596, o rei Segismundo III da Polónia mudou a capital de Cracóvia para Varsóvia. Assim, Varsóvia, elevada a capital do reino, começou a desenvolver-se. Construiu-se o castelo real com a coluna do rei Segismundo III Waza. O período histórico mais conhecido como «Dilúvio» pôs fim à prosperidade da cidade.
Durante os séculos seguintes, Varsóvia continuou a desenvolver-se do ponto de vista cultural e artístico. Criaram-se palácios, escolas, bibliotecas e teatros. Foi aprovada também a Constituição de 3 de Maio de 1791 (a terceira Constituição do Mundo). Em 1815, Varsóvia foi capital do Grão-ducado de Varsóvia.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os nazis criaram no território de Varsóvia um gueto para os judeus, que depois foram transferidos para os campos de concentração. Em 1943, no território do gueto judeu, houve uma revolta antinazi. Um ano mais tarde, no dia 1 de Agosto de 1944, a resistência polaca decidiu fazer a Revolta de Varsóvia, durante a qual o exército clandestino polaco (Armia Krajowa) tentou libertar a cidade do controlo da Alemanha nazi, esperando o Exército Vermelho. Infelizmente, os resistentes polacos renderam-se depois de 63 dias de luta heróica. Depois da II Guerra Mundial, Varsóvia foi destruída em 85%. Durante os anos seguintes, começou-se o lento processo de reconstrução da cidade.

Hoje em dia, Varsóvia em nada parece o que foi durante a Segunda Guerra Mundial. Conseguiu-se reconstruir os mais importantes monumentos da cultura polaca, que actualmente constituem a maior atracção da cidade. Passear pela velha cidade – Património da Humanidade pela UNESCO – será a melhor lição de história de todos os tempos. Entre os mais importantes monumentos da cidade destacam-se: Praça do Castelo com o Castelo Real e a coluna do rei Segismundo III Waza, Praça do Mercado, Catedral de S. João Batista onde se encontram túmulos dos duques de Mazóvia, dos reis (Stanislaw August Poniatowski), dos Presidentes da Polónia (Gabriel Narutowicz) e também dos grandes polacos (Henryk Sienkiewicz, Ignacy Jan Paderewski, Stefan Wyszynski), o Palácio de Wilanow, o Parque Lazienki – residência do verão do rei Stanislaw August Poniatowski, onde se encontra o monumento de F. Chopin. Vale a pena também ver o Monumento da Revolta de Varsóvia e ir ao Museu da Revolta da Varsóvia.

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