sexta-feira, outubro 10, 2014

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Palácio Bahia, Marrakech, Marrocos: porque os vizires também têm direito ao seu harém

Para não ficar atrás dos sultões que servia, o vizir Bou Ahmed decidiu erguer, no final do século XIX, um palácio digno das suas quatro mulheres legítimas e das suas 24 concubinas. Intitulou-o “Bahía”, que significa “a Bela” ou “a Brilhante”, dedicando-o à sua primeira esposa, e fê-lo cheio salões, pátios e jardins, para que nada faltasse às numerosas donas do seu amor.

Ali, a liberdade era, no entanto, bastante ténue. As concubinas tinham e cumpriam a obrigação de sair de casa de manhã e voltar antes de a noite cair, enquanto as esposas estavam estritamente proibidas de ir à rua. O dono da casa não queria que fossem, de modo nenhum, alvo de olhares indiscretos, o que ficava especialmente claro quando se organizavam festas no palácio e só eram contratados músicos cegos.

O Palácio Bahia faz jus ao nome, extenso e com uma decoração que junta elementos dos estilos árabe, turco e europeu. A partir do pátio traseiro, é possível visitar as mais importantes divisões da residência: as habitações das quatro mulheres legítimas, das quais a de Bahía é, sem dúvida, a mais bela. Os tectos merecem igualmente a nossa atenção, por terem sido pintados com recurso a produtos da natureza, como gemas e claras de ovo, açafrão e romãs.


Sabia que…
… o general Lyautey fazia do Palácio Bahia sua residência durante as estadias em Marrakech?

1 comentário:

  1. "Olá! Adorei o seu blog e vou partilhar com meus amigos e clientes. Super interessante, super focado e uma visão diferentes sobre viagens.
    Como sei que gosta muito de viagens e ajudar gostaria de aproveitar para o convidar a conhecer o site do meu projecto em Marrocos (http://www.viagens-em-marrocos.com) e quem sabe ainda viajamos juntos.
    Obrigado.
    Omar"

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