sexta-feira, agosto 15, 2014

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O Bairro de Montmartre, Paris, França

Montmartre nem sempre foi um bairro boémio, ligado à vida artística, ao divertimento e à falta de regras. Na verdade, no ano 250 d.C., esta colina assistiu ao martírio de Saint Denis, bispo de Paris, que foi decapitado no cimo dos seus 130 metros. Foi precisamente a série de mártires que foram torturados e mortos no local que deu origem ao seu nome: mons martyrium, que evoluiu mais tarde para Montmartre.

Embora seja tão antiga quanto isso e possua monumentos do século VI – a igreja Saint-Pierre de Montmartre, uma das mais antigas de Paris, tem origens nesse século –, Montmartre só começou a surgir no mapa no século XIX. Como Napoleão III tinha cedido uma grande parte da cidade aos seus amigos mais ricos, que estavam encarregues de a desenvolver, os habitantes iniciais de Paris foram forçados a mudar-se para a periferia, onde a vantagem era viverem livres das regulações e do constante controlo que caracterizavam o centro. No decorrer desse século, o bairro tornou-se não só uma das áreas mais populares no que ao álcool diz respeito, mas também um lugar repleto de estabelecimentos de entretenimento com má reputação, como era o caso do Moulin Rouge ou Le Chat Noir (O Gato Preto).

Felizmente, não é essa a vertente de Montmartre que mais persiste no imaginário geral, mas sim a vertente artística. O bairro está conotado com arte e personalidades da área há 200 anos, desde que, no século XIX, ali escolheram viver (apenas a título de exemplo) Toulouse-Lautrec, Edgar Degas, Henri Matisse, Pierre-August Renoir, Pablo Picasso e até o compositor Erik Satie. Ainda hoje, o seu ambiente pitoresco, as suas ruelas, escadarias e as muitas telas trabalhadas por artistas mais comuns nos transportam para essa época.

Sabia que…

… em Montmartre está situado o último vinhedo de Paris, cuja colheita é celebrada no primeiro sábado de Outubro?



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