sexta-feira, junho 20, 2014

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A cidade colorida de Gdansk, Polónia

A visita da zona norte da Polónia deve começar obrigatoriamente em Trójmiasto (em português: Três Cidades), uma área urbana de mais de um milhão de habitantes que abrange Gdańsk, Gdynia e Sopot e se estende por 40 km ao longo do golfo de Gdansk.

A primeira e ao mesmo tempo a mais importante cidade de Trójmiasto é Gdansk, cidade portuária polaca, situada junto ao mar Báltico, na foz do rio Vístula. É uma cidade com mais de 1000 anos de história, cuja identidade se criou, ao longo dos séculos, sob influência de várias culturas. Além disso, Gdańsk é considerada não só a cidade onde simbolicamente começou a Segunda Guerra Mundial, mas também a que teve um dos papéis mais importantes na queda do comunismo na Europa Central.

As origens da cidade de Gdansk remontam ao século X, quando esta cidade era uma importante fortificação, porto de pesca e centro de comércio. O nome de Gdansk foi mencionado pela primeira vez numa biografia de São Adalberto da Praga, que visitou a cidade em 997. A cidade pertenceu aos Polacos e a seguir aos Cavaleiros Teutónicos, que, em 1308, a ocuparam. Os habitantes quiseram durante muitos anos libertar-se do controlo dos Cavaleiros Teutónicos, mas só o conseguiram fazer em 1466.

No século XVI, Gdansk tornou-se uma cidade multinacional e multicultural e a mais «internacional» de toda a Polónia. Com a chegada dos comerciantes estrangeiros, desenvolveu-se o comércio, e Gdansk foi uma das mais ricas cidades do país.
Depois da II Partilha da Polónia, Gdansk ficou sob o domínio da Prússia. Depois de ser libertada pelos franceses, Gdansk tornou-se a Cidade Livre de Gdansk. Durante os anos seguintes, podia-se observar a lenta queda económica da cidade. Em 1920, de acordo com o Tratado de Versalhes de 1919, a cidade de Gdansk tornou-se mais uma vez uma Cidade Livre, sob o domínio da Liga das Nações.

Em 1939, a ocupação do corredor de Danzig (nome alemão de Gdańsk) pelos nazis originou a Segunda Guerra Mundial. Durante a guerra, a Cidade Livre de Gdansk foi grandemente destruída pelos nazis, como também pelos soviéticos, em virtude dos bombardeamentos. Depois da Segunda Guerra Mundial, e de acordo com a Conferência de Potsdam, a Cidade Livre de Gdansk voltou a fazer parte da Polónia.

Nos anos 70 e 80 do século XX, os trabalhadores do estaleiro naval de Gdansk, insatisfeitos com o aumento do preço dos alimentos, decidiram fazer uma greve. A de 1970 foi brutalmente reprimida pela milícia e pelo exército. Houve mais de 40 mortos e centenas feridos. Hoje em dia, em frente ao estaleiro naval de Lenine em Gdansk, encontra-se um monumento que homenageia as vítimas daqueles acontecimentos. A seguir à greve de 1980 no Estaleiro Naval de Lenine, nasceu o único sindicato independente da antiga Europa de Leste socialista, o Solidariedade. No dia 31 de Agosto de 1980, assinou-se um acordo entre o governo e os grevistas que pôs fim aos protestos de trabalhadores. Os históricos consideram aqueles acontecimentos como os que deram início à queda do sistema comunista na Europa Central e Oriental. Por esta razão, a Cidade de Gdansk é chamada muitas vezes «a Cidade da Liberdade».

Hoje em dia, a cidade de Gdansk encontra-se sob domínio exclusivamente polaco. No território da cidade encontram-se inúmeros monumentos que depois da Segunda Guerra Mundial foram restaurados. Vale a pena passar pela Porta Dourada, aberta à rua do grande Mercado, e dar um passeio pela rua Dluga e Dlugi Targ, que são das mais bonitas de Gdansk. A seguir, pode-se admirar também a Câmara Municipal ou a Corte de Artús – um dos edifícios mais bonitos da cidade. À frente da Corte de Artús encontra-se a Fonte de Neptuno, que é o símbolo da cidade. Ao lado do Corte de Artús encontra-se um prédio onde todos os dias às 13:03 (e durante o Verão também às 15:03 e às 17:03) os turistas podem observar uma figura que olha para a cidade a partir da janela.

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