segunda-feira, agosto 04, 2014

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Forte de Agra, Índia: entre a prosperidade e a tragédia, é um poço de contradição

Embora a sua construção, entre 1565 e 1573, seja atribuída ao imperador Akbar, o Forte de Agra é um daqueles monumentos que se pode gabar de ter o toque de diversos soberanos e, por isso, de diversos estilos e personalidades. Esta imensa fortificação de tom avermelhado, situada junto ao rio Yamuna, esconde uma impressionante variedade de edifícios que testemunhou diferentes épocas, gostos e temperamentos, oscilando entre a indecisão estilística de Akbar e as requintadas escolhas do xá Jahan.

A intervenção do imperador Akbar é, por exemplo, visível em Jahangiri Mahal, o maior e mais emblemático palácio de todo o forte, que, no seu tempo, era a zenana… ou o harém principal. É composto por um incrível conjunto de pátios, salões e divisões subterrâneas. Já a passagem do xá Jahan pelo Forte de Agra não foi tão feliz, pelo menos no final. O soberano foi feito prisioneiro pelo seu próprio filho, Aurangzeb, na Musamman Burj (a torre do complexo), tendo morrido ali mesmo. Hoje em dia, esta torre octogonal, de dois andares, não é um lugar assim tão aterrador: encontra-se, aliás, coberta de belíssimos mosaicos e oferece panorâmicas do Taj Mahal.

Igualmente interessantes são a Mina Masjid (Mesquita da Gema), muito provavelmente a menor mesquita do mundo, e a vasta piscina em mármore junto ao Jahangiri Mahal, onde, reza a lenda, a imperatriz costumava descontrair num perfumado banho de pétalas de rosa.

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