terça-feira, julho 29, 2014

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Castelo de Cochem, Vale do Mosela, Alemanha

Quando se avista o Castelo de Cochem, a imponente coroa de uma colina vinhateira do Vale do Mosela, é interessante ter em mente que os responsáveis pela sua decadência e pela recuperação da sua glória tinham exactamente o mesmo nome. O primeiro era um rei absolutista e com ânsia de vitória. O segundo não deixava de ser um homem rico, mas estava mais interessado em dar à sua família uma bela casa de veraneio.
Pois é: a grande maioria das torres e dos pináculos que hoje se vislumbram num passeio pelo rio nem sempre lá estiveram. Não estavam quando o castelo foi quase totalmente devastado pelo rei Luís XIV e tropas francesas, em 1689, deixando apenas a base das suas outrora vistosas muralhas. Assim permaneceu, em ruína, durante 180 anos, até que o empresário berlinense Louis Ravené se interessou pela causa e decidiu iniciar a sua reconstrução.

No entanto, Ravené não tinha o objectivo de refazer o castelo no seu estilo original, mas sim o de lhe atribuir um estilo neogótico que resultasse numa agradável residência de Verão para ele e para a sua família. Dos poucos elementos góticos e romanescos que se mantiveram são exemplo a Torre Octogonal e a Hexenturm (ou Torre das Bruxas), cujo nome provém de uma lenda sobre mulheres que eram atiradas da janela mais alta, numa espécie de preparação para a feitiçaria.

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