sábado, agosto 09, 2014

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A Casa da Virgem Maria em Éfeso, Turquia

Quando, em 1812, a freira alemã Anna Catarina Emmerich, que nunca tinha saído da sua terra, teve uma clara visão da casa em Éfeso em que a Virgem Maria teria vivido os seus últimos anos, não houve quem lhe prestasse muita atenção. E quando, algum tempo depois, o clérigo francês Gouyet encontrou uma casa que correspondia com exactidão à descrição da freira, teve a mesma reacção nula da parte dos bispos de Paris e de Roma. Só quando, em 1891, dois lazaristas e dois oficiais católicos descobriram, nas redondezas dessa casa, as ruínas de uma modesta capela em cujo interior se reconhecia uma estátua da Virgem… é que a causa começou a obter uma cada vez maior consideração de padres, especialistas e personalidades da Igreja.
Está escrito na Bíblia que, ao ser crucificado, Jesus Cristo entregou a sua mãe Virgem Maria aos cuidados de S. João. O apóstolo viajou com a Virgem até à cidade de Éfeso, onde lhe preparou e a instalou numa casa de pedra. Mas, ao que tudo indica, a Igreja precisava de mais provas. Por esse motivo, em finais do século XIX, foram recolhidas cinzas nas ruínas da casa encontrada no topo do monte Coresus, a 8 km do centro de Éfeso, que foram analisadas de acordo com o método do “Carbono 14”. Este estudo revelou que a casa datava do século I d.C. e fez o mundo acreditar um pouco mais na tese de que a Virgem tinha vivido ali.

A casa foi entretanto convertida numa capela e tornou-se o destino de numerosas peregrinações cristãs. Foi, ao longo dos últimos anos, visitada por diversos papas, nomeadamente por Paulo VI, em 1967, por João Paulo II, em 1979, e por Bento XVI, em 2006. É também uma localização de elevada importância para os muçulmanos.

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