segunda-feira, maio 19, 2014

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Palácio Sponza, Dubrovnik, Croácia: de comercial a literário, sempre centro da cidade

Felizmente, o Palácio Sponza (antiga Ragusa, actual Dubrovnik) sobreviveu intacto ao terramoto do século XVII para contar uma história: uma história de comércio, de cultura, de luxo, beleza e sumptuosidade. Enfim, de tudo o que muitos não acreditariam que Ragusa era antes da tragédia, se não fosse esta e algumas outras provas vivas, que se contam pelos dedos da mão.


A finalidade inicial do Palácio Sponza era servir de sede alfandegária, onde se cobrariam as taxas de produtos oriundos um pouco de todo o mundo. Como tal, no momento em que se deu início à construção (1516), era um dado adquirido que esta deveria fazer jus à importância comercial que a República de Ragusa assumia no século XVI. O resultado foi simplesmente um dos mais belos e elogiados edifícios da cidade, construído num estilo entre o gótico tardio e o renascentista, que se tornou um ponto privilegiado das rotas comerciais da época e uma paragem obrigatória para os homens que as protagonizavam. A Casa da Moeda funcionava numa das alas.

Já na recta final do século XVI, a relevância do Palácio Sponza transitou do plano comercial para o plano cultural. Ponto de encontro da “Academia dos Cultos”, uma espécie de associação a que pertenciam os indivíduos eruditos de Dubrovnik, começou a escutar discussões sobre literatura, arte e ciência, em que, não raras vezes, a crítica era a palavra de ordem. Hoje, o ambiente é bem mais tranquilo: o Palácio Sponza “limita-se” a albergar o arquivo histórico da cidade e da região, composto por materiais que datam de todos os séculos das suas existências.

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