domingo, janeiro 12, 2014

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As ruínas maias de Copan, Honduras

Ocupado muito provavelmente desde o ano 1400 a.C., o vale de Copan, nas Honduras, alberga uma das heranças mais preciosas da civilização maia, que não fica atrás de Tikal ou Chichén Itzá: uma cidade com 135 km2 e 4.509 construções, onde, no seu período mais próspero, chegaram a viver 27.500 pessoas. É, pura e simplesmente, uma paragem obrigatória em qualquer incursão no universo maia.

Caso fosse necessário eleger os três reis que maior influência exerceram no desenvolvimento de Copan, a escolha seria fácil. Em primeiro lugar viria, claro, Mah K’ina Yax K’uk’ Mo’ (426-435), que sempre foi tido como o fundador semidivino de Copan e cujos descendentes governaram a cidade até 900 d.C., sendo os protagonistas da sua época áurea. Logo de seguida, teríamos Humo Imix (628-695), que transformou Copan numa verdadeira potência económica e militar. E, por último, Humo Caracol (749-763), cujo papel foi mais visível na área da arquitectura. Foi este rei que mandou construir a Escadaria dos Hieróglifos, que, exibindo as grandes façanhas da dinastia, é a maior inscrição alguma vez descoberta em território maia.

O crescimento exponencial que, a certa altura, experimentou foi a sentença de morte de Copan. Com o aumento populacional e a consequente necessidade de importar alimentos, os complexos urbanos começaram a invadir as plantações do vale, retirando-lhes dimensão e “empurrando-as” para escarpas acentuadas. A deflorestação viria a estar na origem de frequentes inundações e o que restou dos últimos habitantes de Copan demonstrava sérios indícios de subnutrição, doenças infecciosas e uma esperança média de vida muitíssimo pouco alargada. Foi por volta do ano 1200 que os últimos camponeses abandonaram Copan e esta outrora esplendorosa cidade foi engolida pela natureza, que tão bem tinha sabido explorar.

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