quarta-feira, janeiro 08, 2014

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Arco de Santa Catarina, Antigua, Guatemala: para atravessar a rua clandestinamente

 
As suas origens remontam ao século XVII. E, apesar da sua simplicidade e de ter sido uma vítima constante dos terramotos que assolaram Antigua, transformou-se no maior e mais reconhecível símbolo desta cidade colonial, muitas vezes utilizado na pintura. Até a rua em que se encontra foi baptizada, em sua honra, como a “rua do arco”.


O Arco de Santa Catarina começou a ser construído em Julho de 1693, contíguo ao Convento de Santa Catarina Virgem e Mártir, datado de 1613. E a sua finalidade estava directamente ligada à natureza desta instituição de reclusão: permitia aos seus membros atravessar a rua, até à restante parte do convento, sem terem qualquer contacto com os transeuntes nem nunca serem vistos. O crescimento que o convento tinha experimentado ao longo dos seus 80 anos de existência tornou premente essa necessidade.

O convento deixou de o ser e encerra, actualmente, o Hotel Convento de Santa Catalina Mártir. O relógio do arco, que tão bem o representa, também só está em pleno funcionamento desde o ano de 1991. É que, para além de lá ter sido colocado apenas durante o governo do general Jorge Ubico (1931-1944), foi seriamente danificado no terramoto de 1976.

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