sábado, maio 03, 2014

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Corte de Artús, Gdansk, Polónia

Corte de Artús, Gdansk, Polónia
Apesar do preponderante papel que ainda assume actualmente, acolhendo muitos e importantes eventos da cidade de Gdansk, foi nos séculos XVI e XVII que a Corte de Artús esteve no auge. Além de paragem de ilustres homens da arte e da ciência, era o local onde reuniam os mais ricos comerciantes da região, figuras incontornáveis da Liga Hanseática. Era e é, sem dúvida, símbolo do poder de Gdansk nesse tempo. Mas foi, ao invés do estatuto, a requintada beleza da fachada e dos seus interiores que lhe valeu a fama em todo o mundo.

Consta que a Corte de Artús foi construída em meados do século XIV e que o seu nome deriva da história do Rei Artur. Ela apresenta, contudo, um estilo gótico tardio, uma vez que a fachada que hoje conhecemos e que arrasta tantas multidões só foi acrescentada na década de 1610, por Abraham van den Blocke. Posteriormente, em 1841, um incêndio forçou a sua remodelação, que obedeceu a princípios mais góticos. Foram-lhe adicionadas sumptuosas esculturas, assim como pinturas que retratam a natureza humana, no que esta tem de bom e de mau.


No interior, encontramos barcos em grande escala pendurados no tecto, que são até dotados de mastros. Mas a mais impressionante peça da Corte é a enorme fornalha num dos cantos do salão principal, que, com os seus quase 11 metros, se aproxima muito do tecto e é considerada a mais alta da Europa no seu género. Foi produzida por George Stelzener em 1546, exibindo um estilo renascentista e um conjunto de 520 azulejos, 437 dos quais originais. Na sua decoração contam-se representações de líderes, brasões de armas e um considerável número de figuras alegóricas. Imediatamente à esquerda, existe uma superfície de estanho que é frequentemente referenciada como a mais antiga mesa da Polónia.

A Corte de Artús não escapou à violência da Segunda Guerra Mundial, que destruiu uma grande parte do centro de Gdansk. Felizmente, um conjunto de velhas fotografias e registos históricos permitiu restaurá-la fielmente e recuperar a sua formosura de outrora. O mesmo aconteceu com a fornalha do seu interior, que, desmantelada em 1943 por conservadores locais e escondida bem longe dos olhares do povo, foi objecto de uma demorada operação de restauro. O público acabou por lhe ter acesso somente no ano de 1995.


Sabia que…

… à entrada da Corte de Artús, está patente uma colecção de fotografias dos vultos mais famosos que por ali passaram, desde o rei Henrique IV de Inglaterra até presidentes contemporâneos?

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