quinta-feira, maio 01, 2014

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A vanguardista Ópera de Oslo, Noruega

Em 2003, após muitíssimos anos de luta, a Ópera Nacional da Noruega (Den Norske Opera) teve finalmente direito ao seu próprio espaço. E este não era um espaço qualquer. O formato angular do novo edifício, que aparenta flutuar nas águas do Fiorde de Oslo, tornou-se a sua imagem de marca e catapultou-o em pouco tempo para a fama mundial. Em diversos aspectos, a moderna Ópera de Oslo é inspirada em óperas um pouco de toda a Europa, mas possui uma característica que faz dela única: um telhado transformado num ponto de encontro de apreciadores de música e de arte em geral.

Desde a sua fundação em 1957 que a Ópera Nacional da Noruega, liderada primeiramente pela conhecida cantora de ópera Kirsten Flagstad, se via obrigada a encaminhar os ensaios das várias companhias de ópera e de ballet para o Folketeateret de Oslo. Esta situação só se alterou no ano 2000, quando o Parlamento aprovou a construção de um edifício dedicado a estas formas de arte, enquanto primeira parte de um projecto de reabilitação da velha área portuária de Bjørvika. Os trabalhos tiveram início em 2003 e ficaram concluídos no início de 2008.

A empresa de arquitectos por detrás do empreendimento, Snøhetta, quis criar um edifício ímpar no seu género. Para tal, situou-o junto ao Fiorde de Oslo, de forma a que fosse responsável pelo estabelecimento de uma relação harmoniosa entre a beleza natural deste e a paisagem citadina. E, a par disso, revolucionou o conceito da ópera como um espaço público em que as pessoas se reúnem para discutir gostos e arte, permitindo o acesso ao telhado e outorgando-lhe essa função. A Ópera de Oslo prima, de facto, pela originalidade da sua arquitectura, que, graças às enormes paredes e janelas envidraçadas, permite ao visitante ver até o que está a acontecer em diversas salas que, de outra forma, lhe estariam vedadas.

Neste edifício existem três salões principais destinados a actuações, sendo o mais emblemático o que foi projectado em forma de ferradura, à semelhança de auditórios nas óperas de Helsínquia, de Gotemburgo e de Glyndebourne, no sul de Inglaterra. Mas as suas salas são mais de mil, entre elas escritórios, oficinas e salas de audição e de ensaio. E, por esse motivo, é lícito afirmar que o processo criativo ou artístico pode, por fim, ser levado a cabo do início ao fim naquela ópera, sem serem necessários quaisquer intermediários.


Sabia que…

… as 35 mil lajes de mármore branco que cobrem a Ópera de Oslo foram trazidas directamente da região de Carrara, na Itália?
… o interior do edifício foi revestido a carvalho para favorecer a acústica?

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