sexta-feira, maio 30, 2014

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Crónicas da Coreia - Voar com a Air Koryo 1 estrela





A Air Koryo não é apenas a única companhia aérea da Coreia do Norte. É também a única a ter o “privilégio” de receber 1 estrela na classificação mundialmente reconhecida da SkyTrax.

Se está a ponderar viajar até à Coreia do Norte e não gosta de correr riscos, então o melhor será prevenir-se, ainda que muitos passageiros considerem esta classificação profundamente injusta e uma grande variedade de relatos online dê conta de um serviço bastante similar ao encontrado na Europa. Até há bem poucos anos, a Air Koryo era a única companhia do mundo que operava entre Pequim e Pyongyang, mas agora o caso é diferente: há outras, tais como a Air China, que fazem esse trajecto.

domingo, maio 25, 2014

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Crónicas da Coreia: Ser mais do que Paris

A última coisa que Pyongyang queria era ficar atrás – ou até ao nível – de Paris. Por esse motivo, fez questão de construir um Arco do Triunfo à imagem do parisiense, mas, evidentemente, três metros mais alto do que este. Uma diferença mínima, sem importância, diriam muitos. Mas, na verdade, esses três metros fizeram com o que o Arco do Triunfo de Pyongyang, com os seus 60 metros de altura e 52,5 de largura, arrecadasse o título de maior do mundo e satisfizesse muito o líder Kim Il-Sung no seu 70º aniversário, em 1982.

sexta-feira, maio 23, 2014

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Hotel Marquês de Riscal, El Ciego, Espanha

É praticamente certo que já tenha ouvido falar de Frank Gehry, o famoso e inovador arquitecto, criador de obras tão relevantes como o Museu Guggenheim de Bilbao. O que talvez não saiba é que Gehry é também o responsável por um outro edifício em terras espanholas, o peculiar hotel Marquês de Riscal, em El Ciego. Marquês de Riscal foi fundado em 2006 e produz uma perfeita conjugação entre as vinhas e as adegas, representativas da tradição desta cidade vinícola, e linhas vanguardistas muito próprias do século XXI.

terça-feira, maio 20, 2014

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Deutsches Eck, Koblenz, Alemanha: a “cauda de cão” que precisou de um nome mais credível




Integrada no amplo Vale do Alto Médio Reno, Património da Humanidade da UNESCO desde 2002, a confluência dos rios Reno e Mosela deteve um papel preponderante no desenvolvimento histórico da cidade de Koblenz. Em primeiro lugar, esteve na origem da sua actual designação: “Koblenz” deriva da expressão latina “castellum apud confluentes”, que quer dizer “castelo junto à confluência”. E, do mesmo modo, foi ali que os Cavaleiros da Ordem Teutónica se decidiram estabelecer no ano de 1216.

segunda-feira, maio 19, 2014

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Palácio Sponza, Dubrovnik, Croácia: de comercial a literário, sempre centro da cidade

Felizmente, o Palácio Sponza (antiga Ragusa, actual Dubrovnik) sobreviveu intacto ao terramoto do século XVII para contar uma história: uma história de comércio, de cultura, de luxo, beleza e sumptuosidade. Enfim, de tudo o que muitos não acreditariam que Ragusa era antes da tragédia, se não fosse esta e algumas outras provas vivas, que se contam pelos dedos da mão.

sábado, maio 17, 2014

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Porta da Índia, Deli: “fechada” à perda de mais vidas

Se a estátua do monarca Jorge V, actualmente localizada no Coronation Park, permanecesse na plataforma que lhe estava destinada sob a Porta da Índia, provavelmente teria um muito maior destaque na cena pública. É que este imponente arco, de 42 metros de altura, está incrivelmente bem situado na extremidade oriental do Caminho Real (ou Rajpath, para quem preferir o nome oficial), uma avenida com três quilómetros de extensão. E é, para além disso, o local eleito por um sem-número de indianos para os seus passeios de fim-de-semana e de serão.

quinta-feira, maio 15, 2014

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Museu do Vasa, Estocolmo, Suécia: a história de um navio que morreu à nascença

Na capital sueca, existe um museu dedicado a um episódio que não é propriamente o orgulho da nação. Lá encontramos, quase completamente restaurado, o famoso Vasa, o navio de guerra do século XVII que naufragou logo na sua viagem inaugural, levando aproximadamente 50 dos seus tripulantes à morte. O acidente deu-se contra todas as expectativas, uma vez que, mesmo antes de lhe ser dado uso, o Vasa já era considerado a preciosidade da marinha sueca e quiçá mundial. Talvez seja esse o motivo de o seu museu ser hoje o mais popular da cidade.

terça-feira, maio 13, 2014

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Os Beatles e o Cavern Club, Liverpool, Inglaterra

“In those old Cavern days, half the thing was just ad lib, what you’d call comedy. We just used to mess about, jump into the audience, do anything.”
- John Lennon

Pois é. A imagem de quatro rapazes certinhos transmitida pelos Beatles ao longo da sua gloriosa carreira internacional nem sempre existiu. No n.º 10 da Mathew Street, em Liverpool, o grupo actuou sensivelmente 300 vezes com uma atitude que os fãs menos informados iriam estranhar: a comer e a beber, a fumar, a praguejar e até mesmo a parar as canções a meio. Loucura? Talvez não. Afinal foi aqui, no Cavern Club, que os Beatles conquistaram Brian Epstein, o homem que viria a ser o seu manager, e que teve início o seu reinado na música pop.

domingo, maio 11, 2014

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Castelo Vajdahunyad, Budapeste, Hungria: uma invulgar mas incrível fusão de estilos

Castelo Vajdahunyad, Budapeste, Hungria
O que torna o Castelo Vajdahunyad, no Parque da Cidade de Budapeste, um edifício tão singular é o facto de não se tratar de edifício nenhum. Este é, por outro lado, um conjunto de edifícios que, apesar de se encontrarem ligados entre si e formarem um corpo coeso, pertencem a estilos tão distintos como o românico, o gótico, o renascentista e o barroco. Se avistarmos o castelo de um lado específico, temos a sensação de que ele é gótico; se o contornarmos, passamos a crer que ele é barroco; e, de um determinado ângulo, é possível captar todos os estilos de uma só vez, sendo aí que reside o verdadeiro encanto de Vajdahunyad.

Para quem observa o castelo, adorno da margem do lago Városliget, é difícil acreditar que este começou por ser uma estrutura de madeira e cartão. O desenho era de Ignác Alpár e a finalidade era a de albergar uma mera exposição temporária sobre os principais acontecimentos da história húngara, durante a comemoração do seu primeiro milénio, em 1896. Contudo, e em virtude da popularidade que foi adquirindo junto dos locais e dos turistas, o castelo foi (re)construído em tijolo entre os anos de 1904 e 1906, seguindo quase à risca os planos originais de Alpár.

Os variados estilos que encontramos em Vajdahunyad pretendem ser um reflexo da evolução da arquitectura na Hungria, sendo que a ordem dos pavilhões respeita a cronologia. O primeiro é o românico, que incorpora a cópia de um portal de uma capela em Ják. Segue-se o pavilhão gótico, cujos detalhes se inspiram nos de alguns castelos romenos, como os de Vajdahunyad e Segesvár. Por último, temos os pavilhões renascentista e barroco, concebidos pelo arquitecto Fischer von Erlach, com uma fachada feita à imagem da capela Bakócz, da catedral de Esztergom. No total, o Castelo Vajdahunyad integra características e pormenores dos 20 mais emblemáticos edifícios da Hungria, assim como redefinições de estilos históricos ou próprios de arquitectos famosos. Esta não foi, no entanto, uma selecção inocente, visto que a Idade Média, período em que a Hungria singrou, é muito mais realçada do que, por exemplo, a era dos Habsburgos.

O nome do castelo deriva do facto de uma das suas alas – por sinal, a mais pitoresca – ter sido projectada com base no Castelo Hunyad, na Transilvânia. No interior, uma das salas mais belas consiste precisamente numa reconstrução do Salão dos Cavaleiros da obra romena. No entanto, a maior atracção do Castelo Vajdahunyad é o Museu de Agricultura, situado no complexo barroco. Inaugurado em 1897, antes mesmo de o castelo estar definitivamente concluído, o museu está permanentemente a promover exposições, concertos e até festivais.

quinta-feira, maio 08, 2014

quarta-feira, maio 07, 2014

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Parque Güell, Barcelona, Espanha: o fiasco que foi um sucesso


Parque Güell, Barcelona, Espanha

Quando o grande projecto de Gaudí para o mecenas Eusebi Güell não cumpriu o seu objectivo, incorporando apenas duas das 60 casas inicialmente planeadas, ninguém adivinharia que ele se viria a converter num dos mais originais e emblemáticos espaços públicos de sempre. O Parque Güell, na capital catalã, acabou por não ser uma urbanização, mas é um total de 17,18 hectares ajardinados ao estilo inglês, com pequenos segredos e grandiosas obras de arte para descobrir em cada recanto.

segunda-feira, maio 05, 2014

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O bairro de Nyhavn, Copenhaga, Dinamarca: um misto de virtude e libertinagem


Não é apenas junto da estátua da Pequena Sereia, símbolo de Copenhaga, que se sente o espírito imaginativo de Hans Christian Andersen. Este persiste também no elegante bairro de Nyhavn, onde o autor de contos infantis viveu entre 1834 e 1875, respectivamente nos números 20, 67 e 18, balançando entre o lado solarengo e o lado sombrio deste canal de 300 metros. A questão é que, nessa altura, ele não era tão elegante assim. Era, por outro lado, uma zona de meretrício em que se concentravam bêbados, prostitutas e, de um modo geral, a população de mais baixo nível da capital dinamarquesa.

sábado, maio 03, 2014

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Corte de Artús, Gdansk, Polónia

Corte de Artús, Gdansk, Polónia
Apesar do preponderante papel que ainda assume actualmente, acolhendo muitos e importantes eventos da cidade de Gdansk, foi nos séculos XVI e XVII que a Corte de Artús esteve no auge. Além de paragem de ilustres homens da arte e da ciência, era o local onde reuniam os mais ricos comerciantes da região, figuras incontornáveis da Liga Hanseática. Era e é, sem dúvida, símbolo do poder de Gdansk nesse tempo. Mas foi, ao invés do estatuto, a requintada beleza da fachada e dos seus interiores que lhe valeu a fama em todo o mundo.

Consta que a Corte de Artús foi construída em meados do século XIV e que o seu nome deriva da história do Rei Artur. Ela apresenta, contudo, um estilo gótico tardio, uma vez que a fachada que hoje conhecemos e que arrasta tantas multidões só foi acrescentada na década de 1610, por Abraham van den Blocke. Posteriormente, em 1841, um incêndio forçou a sua remodelação, que obedeceu a princípios mais góticos. Foram-lhe adicionadas sumptuosas esculturas, assim como pinturas que retratam a natureza humana, no que esta tem de bom e de mau.

quinta-feira, maio 01, 2014

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A vanguardista Ópera de Oslo, Noruega

Em 2003, após muitíssimos anos de luta, a Ópera Nacional da Noruega (Den Norske Opera) teve finalmente direito ao seu próprio espaço. E este não era um espaço qualquer. O formato angular do novo edifício, que aparenta flutuar nas águas do Fiorde de Oslo, tornou-se a sua imagem de marca e catapultou-o em pouco tempo para a fama mundial. Em diversos aspectos, a moderna Ópera de Oslo é inspirada em óperas um pouco de toda a Europa, mas possui uma característica que faz dela única: um telhado transformado num ponto de encontro de apreciadores de música e de arte em geral.

Desde a sua fundação em 1957 que a Ópera Nacional da Noruega, liderada primeiramente pela conhecida cantora de ópera Kirsten Flagstad, se via obrigada a encaminhar os ensaios das várias companhias de ópera e de ballet para o Folketeateret de Oslo. Esta situação só se alterou no ano 2000, quando o Parlamento aprovou a construção de um edifício dedicado a estas formas de arte, enquanto primeira parte de um projecto de reabilitação da velha área portuária de Bjørvika. Os trabalhos tiveram início em 2003 e ficaram concluídos no início de 2008.

A empresa de arquitectos por detrás do empreendimento, Snøhetta, quis criar um edifício ímpar no seu género. Para tal, situou-o junto ao Fiorde de Oslo, de forma a que fosse responsável pelo estabelecimento de uma relação harmoniosa entre a beleza natural deste e a paisagem citadina. E, a par disso, revolucionou o conceito da ópera como um espaço público em que as pessoas se reúnem para discutir gostos e arte, permitindo o acesso ao telhado e outorgando-lhe essa função. A Ópera de Oslo prima, de facto, pela originalidade da sua arquitectura, que, graças às enormes paredes e janelas envidraçadas, permite ao visitante ver até o que está a acontecer em diversas salas que, de outra forma, lhe estariam vedadas.

Neste edifício existem três salões principais destinados a actuações, sendo o mais emblemático o que foi projectado em forma de ferradura, à semelhança de auditórios nas óperas de Helsínquia, de Gotemburgo e de Glyndebourne, no sul de Inglaterra. Mas as suas salas são mais de mil, entre elas escritórios, oficinas e salas de audição e de ensaio. E, por esse motivo, é lícito afirmar que o processo criativo ou artístico pode, por fim, ser levado a cabo do início ao fim naquela ópera, sem serem necessários quaisquer intermediários.


Sabia que…

… as 35 mil lajes de mármore branco que cobrem a Ópera de Oslo foram trazidas directamente da região de Carrara, na Itália?
… o interior do edifício foi revestido a carvalho para favorecer a acústica?
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