domingo, abril 27, 2014

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O castelo insular de Trakai, Lituânia

A escassos quilómetros da capital Vilnius ergue-se, literalmente sobre o lago Galvè, uma jóia da Lituânia. O Castelo de Trakai, datado dos séculos XIV e XV, tem a particularidade de ser o único da Europa de Leste construído numa ilha e é responsável por uma idílica imagem que lhe vale, não raras vezes, a designação de “Pequeno Marienburg”, numa alusão ao castelo da Ordem dos Cavaleiros Teutónicos em Malbork. Foi ponto estratégico, residência real, conjunto em ruínas e é, hoje, uma das grandes atracções turísticas do país.
O castelo insular de Trakai, Lituânia
Na época medieval, à qual remonta, o Castelo de Trakai foi a sede do Grão-Ducado da Lituânia, assumindo funções estratégicas e de defesa. De estilo gótico, começou a ser construído em finais do século XIV pelo Grão-Duque Kęstutis, mas só foi terminado no início do século XV pelo seu filho e sucessor, Vytautas. Com a batalha de Grunwald, em 1410, o Castelo de Trakai acabaria por perder a sua importância defensiva e, em 1430, testemunhou a morte de Vytautas, que ainda aguardava, pacientemente, ser um dia coroado.

sexta-feira, abril 25, 2014

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Lagoa Azul (Blue Lagoon), Islândia


Lagoa azul - Blue Lagoon - Islândia - Iceland

Uma viagem à Islândia não ficaria completa sem uma paragem para relaxamento na Lagoa Azul, o famoso spa geotermal a uns meros 30 minutos da capital Reykjavík. Não se iluda a pensar que as fotografias que vê nos guias turísticos são enganadoras: as suas águas são mesmo daquele azul claro e brilhante, tão irreal que parece saído de uma outra dimensão. E, uma vez nelas, as opções são infinitas: poderá nadar, deixar-se ficar sob uma das muitas quedas de água, entregar-se a um tratamento facial de lama branca, apreciar a paisagem envolvente, tão tipicamente islandesa, ou simplesmente aproveitar-se de todo aquele conforto para… conviver.

Para os que ainda não a conhecem, aqui ficam algumas curiosidades sobre a mais emblemática lagoa da Islândia:

1. A Lagoa Azul está localizada na península de Reykjanes, no sudoeste da Islândia, uma área de intensa actividade geotérmica que possibilita o aquecimento das suas águas.

2. Esta lagoa é alimentada pela central geotérmica de Svartsengi, fundada nas redondezas no ano de 1976, e renova-se a cada dois dias.

3. A temperatura da água difere de sítio para sítio, cabendo a cada um encontrar o spot que mais lhe agrada na imensidão da lagoa, mas a sua média na zona de banhos e de natação oscila sensivelmente entre os 37 e os 40 °C.

4. As águas da Lagoa Azul são ricas em minerais como a sílica e o enxofre, dos quais derivam os seus poderes curativos no que toca a enfermidades dermatológicas.

domingo, abril 20, 2014

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Crónicas da Coreia - A história de uma divisão


Evidentemente, não é possível compreender o contexto social e cultural de um determinado país sem que nos debrucemos também um pouco sobre a sua história e o caminho que percorreu até chegar à actualidade. Essa necessidade é especialmente flagrante no caso da Coreia (ou, devemos dizer, Coreias?), uma vez que esta nem sempre foi constituída por duas facções de realidades e convicções tão distintas, sendo até lícito afirmar que, até 1945, formavam desde há milhares de anos uma nação homogénea. Afinal, o que esteve na origem e como se desenrolou o processo de divisão da Coreia? E – mais importante – quem foi o responsável?

sexta-feira, abril 18, 2014

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Procissões de Antiqua, Semana Santa, Guatemala

Ao vivo e a cores a Plv presencia as procissões de Antiqua Guatemala na Semana Santa!

Procissões de Antiqua, Semana Santa, Guatemala

terça-feira, abril 15, 2014

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Crónicas da Coreia - O maldito cabeleireiro inglês

Bad hair day, Kim Jong
A notícia tornou-se viral: mesmo longe da Coreia, na parte mais democrática da Europa, o líder Kim Jong-un consegue exercer a sua influência. Soube-se esta terça-feira que o proprietário de um cabeleireiro londrino, assediado por dois representantes da embaixada da Coreia do Norte, retirou da montra a publicidade em que associava o estilo do dirigente a um “mau dia de cabelo”. O cartaz já tinha arrancado muitos sorrisos aos transeuntes, mas não obteve, decididamente, a mesma reacção junto do país mais autoritário do mundo.

quinta-feira, abril 10, 2014

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A cidade de Lodz, Polónia


Uma viagem à Polónia não ficaria completa sem uma visita a Lodz (em polaco: barco), a terceira maior cidade da Polónia, que se localiza mesmo no centro do país.

A primeira informação sobre a vila de Lodz encontra-se em documentos de 1332. Quase um século mais tarde, em 1423, a pequena, quase desconhecida vila recebe os direitos de cidade. Com o tempo, a cidade de Lodz vai-se desenvolvendo até atingir o seu auge económico no fim do século XIX, sob o domínio do Império Russo. Naquela altura, Lodz tornou-se um importante centro da indústria têxtil graças aos ricos fabricantes (na maior parte judeus) que se instalaram na cidade e nas suas fábricas. Tratava-se principalmente de Israel Poznanski, Ludwik Geyer, Ludwik Grohman ou Karol Scheibler. Todos estes fabricantes tiveram na cidade não só as suas fábricas, mas também as suas residências e os seus palácios, qua ainda hoje se podem admirar em Lodz.

Durante a II Guerra Mundial, Lodz foi ocupada pela Alemanha nazi. Nos primeiros dias da ocupação (durante a «Acção Inteligência»), os nazis assassinaram uma elite intelectual de Lodz (quase 500 pessoas). Dado que na cidade moravam muitos judeus, a administração nazi decidiu criar, no bairro mais pobre da cidade (Baluty), o Gueto de Lodz (denominado Litzmanstadt Ghetto). Foi o primeiro gueto completamente isolado do mundo, instalado no território da Polónia, e o último gueto da Polónia a ser liquidado (todos os judeus foram transportados para Auschwitz e aí morreram nas câmaras de gás). Ainda hoje, é possível ver os traços da ocupação nazi em Lodz. Podem-se ver, entre outros, a antiga prisão localizada no bairro Radogoszcz ou a antiga estação de comboios (Radegast), de onde partiam os transportes de judeus para Auschwitz. Em Lodz, encontra-se também o maior cemitério judeu da Europa.
Depois da Guerra, a cidade de Lodz começou a desenvolver-se de novo. Criaram-se as universidades (Universidade de Lodz e Universidade Politécnica de Lodz) e também foi criada a Escola Estatal de Filme, de Televisão e de Teatro, de onde saíram, entre outros, Andrzej Wajda e Roman Polanski. As fábricas continuaram a trabalhar até a queda do governo comunista e a privatização delas. Durante muitos anos, as fábricas ficaram desocupadas, caindo em ruína. Muitas delas foram restauradas e transformadas. A fábrica de Poznanski (uma das maiores da cidade) foi transformada no centro comercial Manufaktura, um dos maiores da Europa. A Fábrica de Geyer (mais conhecida como a “fábrica branca”) é actualmente sede do Museu Central da Indústria Têxtil. As antigas residências e os antigos palácios dos fabricantes judeus servem agora como sede da Câmara Municipal, sede do museu da cidade de Lodz e sede do Museu Cinematográfico.

terça-feira, abril 08, 2014

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Igreja Temppeliaukio, Helsínquia, Finlândia: um templo luterano dentro de uma rocha


Temppeliaukio é mais do que um nome complexo escolhido ao acaso: é a palavra finlandesa para “igreja de pedra”. E, no entanto, o edifício a que se refere nem sequer é feito de pedra. Foi, pelo contrário, construído no interior desta, que apenas deixa antever a vasta cúpula de 24 metros de diâmetro àqueles que passeiam pelo coração de Helsínquia. A igreja Temppeliaukio, de 1969, é um dos mais notáveis e originais exemplares da arquitectura moderna na Finlândia e atrai, muito possivelmente, tantos visitantes quanto a própria catedral.

domingo, abril 06, 2014

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Rua do Ouro, morada temporária de Kafka em Praga

Reza a lenda que numa pequena rua de Praga, precisamente encostada às muralhas do Castelo, se concentravam os alquimistas da corte, trabalhando dia e noite nas suas poções para produzir ouro para o imperador Rodolfo II. Daí teria nascido não apenas a denominação “Rua do Ouro”, como também todo o misticismo que gira em torno da capital checa. Na verdade, os laboratórios alquímicos situavam-se na travessa de Vikárská, a alguns metros de distância, e a Rua do Ouro parece ter tido mais sucesso no que toca a inspirar génios da literatura. O nome e fama, contudo, esses já ninguém lhe tira.

sábado, abril 05, 2014

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Encontros Literários da PLV - Tiago Salazar [ 5 de Abril 2014]

"Três Viagens Literárias" - Praga|Veneza|Bahia

Juntar grandes viagens e grandes autores universais foi a proposta da Pinto Lopes Viagens para que viajar seja também um prazer da leitura. As três propostas do escritor e viajante Tiago Salazar, Praga de Kafka, Veneza de Thomas Mann e a Bahia de Jorge Amado, entre outros escritores de primeira linha, vão levá-lo a percorrer a geografia dos lugares como quem folheia um livro.


sexta-feira, abril 04, 2014

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A Praça do Mercado da Cidade Velha de Varsóvia, Polónia

De um lado, um político activista com queda para a literatura; do outro, um ávido defensor dos direitos dos cidadãos. Em frente, um célebre comerciante determinado a elevar a categoria da burguesia. E, atrás, um presidente que assiste à revolta do seu povo. Respectivamente, Kollataj, Barss, Dekert e Zakrzewski foram – graças à sua reconhecida contribuição e importância para a história polaca – as personalidades do século XVIII seleccionadas para dar nome a cada um dos flancos da Praça do Mercado da Cidade Velha de Varsóvia.

quinta-feira, abril 03, 2014

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A casa-museu de Ernest Hemingway, Key West (Flórida), Estados Unidos


Muitos provavelmente não acreditariam que é possível ver a máquina de escrever em que Ernest Hemingway digitou cada palavra de Por Quem os Sinos Dobram e a cadeira em que o escritor estava sentado quando isso aconteceu. Mas é. No n.º 907 de Whitehead Street em Key West, na Flórida. Hemingway apaixonou-se por esta pequena ilha e ali viveu com a sua esposa Pauline entre 1931 e 1940, numa casa de estilo colonial espanhol que é, actualmente, o grande trunfo da cidade no que ao turismo diz respeito.

quarta-feira, abril 02, 2014

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Os mosteiros suspensos de Meteora, Grécia

Em grego, “meteora” significa “suspenso no ar”. Por isso, se tem medo de alturas, o melhor será parar a leitura por aqui.
À medida que nos aproximamos do extremo noroeste da planície grega de Tessália, começamos a avistar uma paisagem quase irreal: mosteiros alcandorados no topo de formações rochosas com centenas e centenas de metros de altura. Datam do período medieval e, muito embora restem só seis mosteiros dos 24 originais, continuam a servir de refúgio a monges e freiras que prezam e não abdicam do isolamento, dos momentos de calma e das vistas infindáveis proporcionadas por aquela localização.

terça-feira, abril 01, 2014

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Em Guamá, Cuba, é possível vestir a pele de um indígena

Experimentar viver como um indígena taíno, numa cabana feita de madeira e com um telhado de folha de palmeira, é algo que o cativa? E se juntarmos a isso um sistema de ar condicionado e outras regalias? Se esta é a sua noção de umas férias perfeitas, então é em Guamá, Cuba, que as deve passar. Guamá é um complexo turístico que se estende por 12 pequenas ilhas da Lagoa do Tesouro, oito quilómetros a este da Boca de Guamá, e pretende retratar (tão fielmente quanto possível) a antiga povoação taína existente naquele local.
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