sábado, março 01, 2014

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Sigiriya, o refúgio de um príncipe com sangue nas mãos?

Sigiriya, Sri Lanka
Quem não gosta de uma boa lenda? Em Sigiriya, no Sri Lanka, ouvirá muitas e talvez imagine até outras tantas, ou não fosse esta cidade um misterioso rochedo de 370 metros de altura, cheio de caminhos, cavernas, saliências e ruínas do que foi outrora a fortaleza de um rei criminoso… ou um “aborrecido” mosteiro budista. É verdade: quem chega ao topo do rochedo, depois de uma escalada no mínimo cansativa, nem o prazer tem de saber se a plataforma de pedra em que se senta foi um trono real ou o local de meditação de um qualquer monge.

Sigiriya, Sri Lanka
Mas é precisamente esta incerteza que outorga a Sigiriya todo o seu encanto. Geologicamente falando, esta cidadela é fruto de um vulcão já extinto, tendo sido formada pelo magma por este libertado. Também se comprova facilmente a suposta existência de um mosteiro budista naquele local até meados do século XIV. No entanto, as povoações das redondezas têm teorias bem mais romantizadas sobre Sigiriya, como a do rei Kassapa, que, após ter destronado e assassinado o seu próprio pai, se viu obrigado a construir uma fortaleza inacessível que o protegesse contra toda a retaliação. Defendem que Kassapa erigiu um palácio com jardins no cume do rochedo e que as ruínas lá existentes são disso testemunho.
Sigiriya, Sri Lanka
As ruínas de Sigiriya foram descobertas em 1898 pelo arqueólogo britânico HCP Bell, que trouxe à luz do dia também duas gigantescas patas de leão, do lado norte do rochedo. E a conclusão a que se chegou foi a de que, no século V (período em que viveu e reinou Kassapa), um leão em tijolo de enormes dimensões se encontrava ali “sentado”, sendo que o caminho até ao cimo da cidade se fazia por uma escada que ascendia por entre as duas patas até à sua boca. Mas porquê um leão? Simples: para relembrar os crentes que Buda era Sakya-Simha, ou o leão do clã Sakya, e que as verdades por ele proferidas eram mais poderosas do que o rugido deste animal. Hoje, de toda essa estrutura, só restam as patas e os primeiros degraus.
Sigiriya, Sri Lanka
As escavações foram retomadas pelo explorador britânico John Still em 1907 e, em 1982, quando Sigiriya já tinha revelado (quase) todos os seus segredos, a cidade foi declarada Património da Humanidade pela UNESCO.

 Sri Lanka | 25 de abril a 3 de maio 2014 | Consulte aqui o itinerário desta viagem

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