sexta-feira, fevereiro 28, 2014

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Santo Domingo de la Calzada, “onde cantou a galinha depois de assada”

Santo Domingo de la Calzada
Galináceos e monumentos religiosos é, à partida, uma combinação improvável, mas em Santo Domingo de la Calzada, na parte oeste da província de La Rioja, aparentemente tudo é possível. Na catedral da cidade, em frente ao túmulo do santo que lhe dá o nome, existe um galinheiro com um galo e uma galinha vivos, que se pavoneiam e cantam para os que por lá passam. Apesar de serem substituídos a cada 15 dias – quem sabe uma exigência dos defensores dos animais mais ávidos –, os galináceos são uma presença na catedral desta terriola do Caminho de Santiago pelo menos desde 1350 e devem-no a uma lenda que vale a pena ser contada…

terça-feira, fevereiro 25, 2014

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Palácio Real de Luang Prabang, Laos

Dos monumentos centrais da cidade, o Palácio Real de Luang Prabang foi construído já no início do século XX, mas o ex-líbris da sua colecção, um Buda de ouro que atrai milhares e milhares de locais e turistas, é bem mais antigo do que isso. Pha Bang, com os seus 83 centímetros de altura, foi, nalgumas histórias, fundido no século I no Sri Lanka, enquanto noutras é uma obra Khmer do século XIV. Seja qual for a versão correcta, o indiscutível é que foi esta peça, historicamente tão importante e emblemática, deu à capital laosiana o seu nome actual.

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

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Roça de São João dos Angolares, São Tomé, São Tomé e Príncipe: da televisão para a vida real

João Carlos Silva, S.Tomé e Princípe

João Carlos Silva gosta de se intitular um “cozinhador de sonhos e de sabores”. E, com efeito, a palavra “cozinheiro” seria insuficiente para descrever o seu talento para dinamizar a Roça de São João dos Angolares, a mais emblemática de todo o arquipélago de São Tomé e Príncipe, a nível turístico, artístico, gastronómico e cultural.

domingo, fevereiro 16, 2014

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Castelo de Peleş, Sinaia, Roménia


Com os seus planos para uma residência de Verão encomendada pelo rei Carlos I, os arquitectos Wilhelm Doderer e Johannes Schulz mal imaginavam que estavam a criar as bases de uma obra-prima do século XIX e de um dos mais belos castelos da Roménia e até, para alguns, da Europa. O castelo de Peleş, na cidade romena de Sinaia, teve várias fases de construção entre os anos de 1875 e 1914 e é uma das mais bem conseguidas obras do estilo renascentista alemão, patente não só no seu aspecto exterior, como também na vasta maioria das suas divisões.

sábado, fevereiro 15, 2014

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A missão impossível dos Cátaros do sul de França


É ou não possível alcançar a perfeição?

Quando a cruzada albigense se deparou, em Béziers, com uma massa de homens em que não se distinguiam os cristãos fiéis a Roma, dos cátaros, as instruções de Arnaud d’Amalric foram muito simples: “Matai-os a todos… Deus reconhecerá os seus”. Pouco terá importado o facto de terem assassinado 20 mil cristãos, quando lá existiam somente 222 hereges, protagonizando um dos maiores massacres da história da perseguição religiosa. Mas, afinal, quem eram os cátaros? Quem eram estes indivíduos “puros” e “perfeitos”, cujas crenças e atitudes radicais alimentaram tantos ódios e fizeram derramar tanto sangue?

terça-feira, fevereiro 11, 2014

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A Páscoa em Antigua, Guatemala: das mais peculiares versões da tradição católica

É na cidade de Antigua Guatemala, vulgarmente conhecida como Antigua e testemunho vivo da era colonial espanhola e das suas tradições, que tem lugar uma das comemorações religiosas mais belas e cativantes de toda a América. Este ano, a Semana Santa celebra-se de 11 a 20 de Abril e, mais uma vez, promete ser uma fusão de cor, música, incenso… e penitência.

domingo, fevereiro 09, 2014

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O Mercado de Ljubljana, Eslovénia


As cores vivas e a estonteante multiplicidade de aromas são atributos fundamentais de qualquer mercado que se preze e, em Ljubljana, não se foge à regra. Carne, fruta, legumes e peixe frescos, queijos, especiarias e doces dos mais variados sabores e feitios cativam o olhar (e a carteira) dos que escolhem ali passar as soalheiras manhãs de sábado. O mercado da capital eslovena possui, no entanto, uma característica que o distingue de outros em todo o mundo: está inserido numa colunata que se curva ligeiramente para acompanhar o curso do rio Ljubljanica.

sexta-feira, fevereiro 07, 2014

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A recolha de esmolas matinal dos monges budistas de Luang Prabang, Laos

Imagem: Shutterstock //Copyright: Peter Stuckings

O sol ainda mal raiou e as ruas da capital laosiana, Luang Prabang, enchem-se de monges com vestes cor de açafrão e de pessoas dispostas a doar-lhes a sua única refeição diária. Trata-se do Tak Bat, uma das mais sagradas cerimónias religiosas do Laos, com origens no século XIV, onde impera o silêncio, o respeito, a humildade e, sobretudo, a generosidade.

segunda-feira, fevereiro 03, 2014

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Delta do Okavango


O rio Okavango e o seu Delta constituem, no seu conjunto, um exemplo perfeito de um ciclo complexo de cheias que alimenta e suporta os sistemas ecológicos e sociais na região da África Austral. Em termos da contribuição para os caudais médios anuais que alimentam o sistema da bacia do Okavango, existem diferenças substanciais entre os três países, sendo Angola o país que, de longe, contribui mais para o caudal do rio. A Bacia é o local de origem de uma população de cerca de 600 000 habitantes e tem só três centros urbanos de importância: Menongue em Angola, Rundu na Namíbia e Maun no Botswana.

sábado, fevereiro 01, 2014

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As Viagens de Autor da PLV - Gonçalo Cadilhe, Escritor/Viajante

« Não sei, digo sempre quando me perguntam, como nasceu em mim o gosto pela viagem. Talvez pela infância na Figueira da Foz, uma cidade de horizontes abertos. Talvez pelos escuteiros, que deram alternativa melhor ao conforto do lar. Talvez pelo surf, que me abriu a uma nova dimensão do espaço, amniótico, infinito. Talvez pela primeira viagem, que obrigou a sonhar com a segunda. Não sei, digo sempre quando me perguntam. E acrescento: não é uma pergunta. O que merecia ser perguntado é, a quem não gosta de viajar: como é que não nasceu em si o gosto pela viagem? Quem não gosta de viajar? Viajar é alegria, é plenitude. E como todas as coisas boas da vida, essa alegria, essa plenitude, merecem ser partilhadas. Nesse sentido, cada reportagem que assino cada livro que escrevo, cada documentário que realizo, toda a minha actividade profissional é sentida como uma partilha. Essa coerência da minha actividade profissional mantêm-se com o meu novo projecto “Viagens de Autor”, em parceria com a PLV: é também este projecto uma partilha. Mas no terreno. Desta vez, faço-lhe o convite, a si, a ser cúmplice da viagem. Não apenas cúmplice de um itinerário, de um pasmo por um monumento ou por uma paisagem, de uma boa experiência com a gastronomia local, mas também cúmplice de uma sensibilidade de viajante-escritor, cúmplice de uma curiosidade insaciável sobre as terras e as gentes, cúmplice de uma filosofia de viagem que conjuga a vertente divertida e inconsequente de umas férias ao olhar culto e informado de uma pesquisa sobre o mundo. A experiência e o profissionalismo da PLV garantem o conforto, a segurança, a certeza que tudo corre bem. Eu junto-lhe a minha dose de desprendimento e jovialidade para usufruirmos de um conceito de “tour” inovador e genuíno, em que o itinerário, a prospecção e o acompanhamento são meus, a organização, a logística e a comercialização da viagem ficam a cargo da PLV. » Gonçalo Cadilhe 

Veja aqui os destinos absolutamente fantásticos que o Gonçalo Cadilhe lhe propõe!

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Grutas de Ellora, Aurangabad, Índia

De entre as fabulosas grutas de Aurangabad, é lícito dizer que as de Ellora, construídas entre os séculos VII e IX, foram as mais afortunadas. Isto porque a sua estratégica localização, numa rota comercial de grande prosperidade entre Ujjain, em Madhya Pradesh, e os limites ocidentais da Índia, permitiu que esta obra-prima se desenvolvesse ao longo de mais de 500 anos. Ao passo que Ajanta se encontrava já ao abandono, aqui os trabalhos prosseguiam afincadamente.

Património da Humanidade da UNESCO, as grutas de Ellora são consideradas um dos mais belos e impressionantes monumentos integralmente escavados na rocha de todo o país. A construção acompanhou o declínio das crenças budistas e um consequente reavivamento da religião hindu, verificado entre as dinastias Chalukya e Rashtrakuta. Reflexo disso é a divisão das 34 grutas em três grupos distintos: o budista, remontante ao período Chalukya (séculos VII e VIII); o hindu, esculpido entre os séculos VII e IX e símbolo da era áurea de Ellora; e o jainista, que, datado só do século IX, é o mais tardio.

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