sábado, janeiro 25, 2014

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Teatro Bolshoi, Moscovo, Rússia

O Teatro Bolshoi, (em russo: Большой театр - O Grande Teatro) é uma das principais e mais antigas companhias de bailado e ópera do mundo. Considerado património cultural da humanidade pela ONU e pela UNESCO, é também um dos marcos de Moscovo, capital da Rússia (a sua icónica fachada neoclássica é representada na nota de 100 rublos).
O primeiro Teatro Bolshoi abriu em 1780 e apresentava bailes de máscaras, comédias e óperas cómicas. Ardeu em 1805, mas o seu sucessor foi terminado em 1825 com um projeto de Osip Bove e Andrey Mikhaylov. Este edifício foi também destruído pelo fogo em 1853, mas o essencial do seu elogiado design foi conservado na reconstrução de 1856, a cargo de Albert Kavos.

Nos primeiros anos de atividade da companhia, a maioria dos seus integrantes eram estrangeiros (sobretudo franceses e italianos). Com o passar do tempo, a escola nacional começou a desenvolver-se. No começo do século XX com “Saisons Russes” (a primeira grande tournée dos russos em Paris), organizada por Dyagilev, a arte russa foi reconhecida e expandiu-se pelo mundo.
Grandes nomes como Tchaikovsky, Rachmaninov, Gorsky, Prokofiev, Grigorovich, Vasiliev projetaram o Teatro Bolshoi internacionalmente.

Entre julho de 2005 e outubro de 2011 o teatro esteve fechado para restauro, sendo os espetáculos efetuados no Teatro Pequeno de Bolshoi  No início das obras, os técnicos descobriram que a instabilidade do edifício era maior que o esperado, o que fez as obras se prologassem por seis anos a um custo de cerca de 500 milhões de euros

Em 28 de outubro de 2011, seis anos e mais de 500 milhões de euros depois, o Teatro Bolshoi de Moscovo reabre com toda a pompa e esplendor, após uma obra de restauro considerada a mais cara de sempre de um teatro de ópera.
Hoje, com cerca de 1000 funcionários diretos, o Teatro Bolshoi de Moscovo realiza 300 espetáculos por ano em diversos países, sendo referência na qualidade artística e na produção cultural.
Os problemas e os escândalos que marcaram os últimos anos - desde a falta de dinheiro para as produções até às acusações de corrupção e desvio de fundos destinados às obras - não parecem ter abalado a histórica sala de ópera fundada em 1776 pela imperatriz Catarina, a Grande para "decorar a cidade e servir de local para as festas de máscaras, as comédias e as óperas cómicas.

Algumas curiosidades sobre este edifício histórico:
 Frontão Neoclássico:

O relevo no frontão neoclássico foi acrescentado por Albert Kavos durante a reconstrução do teatro. Representa um par de anjos erguendo a lira de Apolo, o Deus grego da música e da luz.

Apolo no Carro do Sol:


Esta escultura de Pyotr Klodt, parte do edifício original  de 1825, foi conservada por Albert Kavos. Representa Apolo a conduzir o carro onde levava o Sol através do céu.

Camarote Real:


Situado no centro da galeria, o camarote com reposteiros de veludo é um dos mais de 120 camarotes. A coroa imperial no frontão foi retirada no período soviético, mas foi agora reposta.

Apolo e as Musas:


Os dez painéis pintados que decoram o tecto do auditório são de Pyotr Titov e ilustram Apolo a dançar com as nove musas da mitologia grega, vada uma ligada a um ramo diferente das artes ou das ciências.

Sala Beethoven:


Esta sala decorada era conhecida por Foyer Imperial. Hoje é usada para concertos de câmara e conferências ocasionais. A decoração de estuque no tecto inclui cerca de 3000 rosetas e as paredes estão decoradas com painéis de seda carmesim delicadamente bordados.

Fonte:  Atlas do Viajante, Guia American Express
Fotografias: Shutterstock

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