sexta-feira, janeiro 31, 2014

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As ruínas da Catedral de Santo André e da igreja de São Regulus, St. Andrews, Escócia

Ruínas da Catedral de St. Andrews
Ainda que esteja reduzida a ruínas, a Catedral de St. Andrews continua a ser visível da maioria dos pontos da cidade… e até do mar. É que, além de antigo epicentro da Igreja Escocesa e actual ex-líbris de St. Andrews, esta foi simplesmente a maior igreja alguma vez construída no país. A monumentalidade do edifício não demoveu, no entanto, os protestantes de a depredarem, nem as tempestades tantas vezes violentas de completarem a sua devastação.

Tudo o que existia inicialmente era a igreja de São Regulus com a sua torre de 33 metros, que, muito provavelmente, tinha o objectivo de auxiliar os peregrinos a encontrar o caminho até às relíquias de Santo André, santo padroeiro da Escócia. Estas relíquias estavam guardadas no local supostamente já desde o século VIII, fazendo dele um importante centro de veneração religiosa. A catedral propriamente dita só começou a ser construída em 1160 pela mão do bispo Arnold, sucessor de Robert na diocese de St. Andrews.

Apesar de ter sido consagrada apenas em 1318 por Lamberton, a futura catedral substituiu desde logo a igreja de São Regulus como lugar de culto privilegiado. Nos seus mais de 150 anos de construção, os trabalhos foram interrompidos por duas vezes: a primeira em 1272, em virtude de uma tempestade que destruiu a frente oeste do edifício, e a segunda entre 1296 e 1307, durante a primeira guerra de independência contra a Inglaterra. Mas, não obstante um ou outro percalço, a notoriedade da catedral foi crescendo até St. Andrews se tornar capital eclesiástica da Escócia, assento dos bispos mais importantes do país e de 1472 arcebispos.

O golpe fatal do protestantismo

A reviravolta deu-se no ano de 1559, quando um aceso sermão de John Knox na igreja paroquial de St. Andrews desencadeou o saque da catedral. Depressa o monumento ficaria abandonado e o seu estado de ruína agravar-se-ia nos séculos seguintes, até só restar a extremidade oriental, do século XII, o frontão oeste, de finais do século XIII, e a parede sul da nave. São estes elementos que hoje temos a possibilidade de observar em St. Andrews e que, embora isolados do conjunto original, permitem perfeitamente imaginar a magnitude da catedral de outrora.

Existe um cemitério adjacente às ruínas, rodeadas por uma muralha monástica do século XVI que é considerada a mais completa de toda a Escócia. É do cimo da torre de São Regulus que se desfruta de uma espectacular vista panorâmica sobre todos estes monumentos.

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