quinta-feira, dezembro 18, 2014

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O lémure indri do Parque Nacional de Andasibe, Madagáscar



Já não é a primeira vez que esta criatura é descrita como “uma criança de cerca de quatro anos com uma fatiota de panda”. O lémure indri, o maior de Madagáscar e o mais caricato habitante do Parque Nacional de Andasibe, na parte este da ilha, tem a simpatia de nos cumprimentar com um uivo estridente logo pelas primeiras horas da manhã. Mas a verdade é que muitos viajantes se aventuram em Madagáscar, incitados ou não pelo filme, só pelo prazer de o ver a vegetar na copa de uma qualquer árvore.

quarta-feira, novembro 12, 2014

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Os Mercados de Natal germânicos, uma tradição com história

Mercado de Natal de Berlim
Weihnachtsmärkte – é assim que saem da boca dos locais. Mas, como a maioria de nós não fala alemão, o melhor será ficarmo-nos pela versão portuguesa: Mercados de Natal, Feiras de Natal, como lhes preferirmos chamar. Decerto já ouviu falar. E, se já visitou, sabe que, para sinalizar o início do Advento, a mais pequena cidade alemã (já para não falar das metrópoles) organiza um espectáculo de cor e de luz, onde decorações natalícias, presentes originais, especialidades locais, vinho quente e algodão doce se conjugam para criar um ambiente festivo.

quarta-feira, novembro 05, 2014

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Curiosidades sobre a Ponte Carlos, Praga, República Checa

A velha Ponte Carlos, que liga a Cidade Velha ao Bairro Pequeno, era, até 1741, a única forma que os habitantes de Praga tinham de atravessar o Vltava, por isso aproveite bem o momento em que pisa este monumento histórico. Deixe-se cativar pela energia dos artistas de rua e renda-se às peças de artesanato e bugigangas à venda ao longo dos seus 520 metros de comprimento. Esta ponte, construída em 1357 a mando de Carlos IV, tornou-se provavelmente o mais emblemático monumento da capital checa, marcando presença em todas as promoções da cidade. O que sabe sobre ela? Muito, pouco, quase nada? Descubra agora.

domingo, novembro 02, 2014

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O Palácio Yusúpov e a misteriosa morte de Rasputin, São Petersburgo, Rússia

Ainda que tenha adoptado o nome dos Yusúpov, a família que o passou a ocupar em 1830, este palácio de São Petersburgo deve a sua fama a uma outra personalidade, Rasputin, o místico russo que ali terá sido brutalmente assassinado pelo dono da casa. Sobre o modo como tudo aconteceu, na fatídica noite de 17 de Dezembro de 1916, é que não existem grandes certezas, o que levou a que a história do confronto entre Félix Yusúpov e Rasputin permanecesse mais no domínio das lendas do que nas páginas dos livros de História.

sábado, novembro 01, 2014

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Flatiron Building, Nova Iorque, EUA: para quando a cidade precisa de uma engomadela

Há várias histórias engraçadas em torno do peculiar edifício voltado para Madison Square, que marca o cruzamento da 5th Avenue com a 2nd Street. A começar pelo seu nome. Já alguma vez se questionou o porquê de “Flatiron”? É fácil: separe as palavras flat + iron e tem a sua resposta. O nome significa “ferro de engomar”, porque é que o edifício, com a sua forma angular, parece.

segunda-feira, outubro 20, 2014

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Paper Dome, Puli, Taiwan: “milagre” é sobreviver a um terramoto e fazer uma igreja de papel

A Paper Dome, uma igreja feita integralmente de papel e de cartão, foi originalmente construída em Kobe, em homenagem às vítimas e aos sobreviventes do sismo de magnitude 6.8 que assolou essa cidade japonesa em 1995. Obra do arquitecto Shigeru Ban, que trabalhou nela pro bono, a Paper Dome ficou concluída em apenas nove meses. Mas, uma década depois, em 2005, chegou-se à conclusão de que ela já não era suficientemente grande para servir o seu propósito. Taiwan, que recebeu as peças, não as desperdiçou.

sexta-feira, outubro 10, 2014

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Palácio Bahia, Marrakech, Marrocos: porque os vizires também têm direito ao seu harém

Para não ficar atrás dos sultões que servia, o vizir Bou Ahmed decidiu erguer, no final do século XIX, um palácio digno das suas quatro mulheres legítimas e das suas 24 concubinas. Intitulou-o “Bahía”, que significa “a Bela” ou “a Brilhante”, dedicando-o à sua primeira esposa, e fê-lo cheio salões, pátios e jardins, para que nada faltasse às numerosas donas do seu amor.

domingo, outubro 05, 2014

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Mesquita de Sheikh Zayed, Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos

 

Quando se entra em Abu Dhabi, é-se majestosamente recebido. Uma das maiores mesquitas do mundo, que eleva a arquitectura árabe a um outro nível, dá-nos as boas-vindas com os seus altos minaretes, as suas dezenas de cúpulas adornadas com ouro de 24 quilates e uma fina decoração à base de flores e outros elementos naturais, que rasgam a brancura do seu mármore.

quarta-feira, outubro 01, 2014

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Igreja Negra, Brasov, Roménia: escura, porque teve uma vida dura

Consta que é a maior igreja entre Viena e Istambul. Sobranceira à praça principal, Piața Sfatului, e ao centro histórico de Brasov, a Igreja Negra é um verdadeiro ícone da cidade e é, pelo menos, a maior igreja gótica da Roménia. Foi construída entre os anos de 1385 e 1477 e o seu percurso não foi nada fácil: só o facto de o actual nome ser derivado de um incêndio brutal, que afectou uma grande parte de Brasov e escureceu as paredes do monumento, já o torna evidente.

terça-feira, setembro 30, 2014

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Colina Gellért, Budapeste, Hungria: um ex-líbris com um passado sombrio


A Colina Gellért, em Budapeste, nem sempre teve essa designação e a estátua de um velho bispo que ali se encontra é símbolo dessa transição. No século XI, era chamada de Colina Velha, para além de ser o assento dos Eravi Celtas, um povo anterior aos romanos. Nessa altura, em 1046, o príncipe Vata conseguiu convencer os pagãos a revoltarem-se contra o bispo Gellért, que estava a tentar cristianizá-los, acabando por provocar o seu assassinato. O bispo foi fechado num barril e atirado abaixo da colina, sendo a actual estátua uma homenagem ao seu martírio.

sábado, setembro 27, 2014

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Santuário do Cobre, Cuba: um recôndito mas inigualável centro de peregrinação do país

Não é ao acaso que El Cobre, cujas minas causaram até ao início do século XIX tanto sofrimento a um considerável número de escravos, é salientado nos mapas turísticos de Cuba. Esta cidade da parte oriental da ilha tem tanto de pitoresco como de culturalmente importante. Ali está situado o templo mais famoso de Cuba, que, por sua vez, alberga a figura mais venerada pelos cubanos, pertençam estes a que região pertencerem.

sábado, setembro 20, 2014

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Ilha Magdalena, Estreito de Magalhães, Chile: pinguins a perder de vista (e a aumentar)


Se o pinguim é o seu animal favorito e sempre teve a curiosidade de os ver “em acção”, com os seus smokings, o seu andar desajeitado e os seus velozes mergulhos na água, então a Patagónia é o seu destino de férias. Lá, na parte chilena, existe uma ilha em que se refugia a maior colónia de pinguins a nível nacional. É a Ilha Magdalena, que, juntamente com a Ilha Marta, igualmente no famoso Estreito de Magalhães, forma o chamado Monumento Natural Los Pingüinos.

terça-feira, setembro 16, 2014

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Café Tortoni, Buenos Aires, Argentina



“A pesar de la lluvia yo he salido
a tomar un café. Estoy sentado
bajo el toldo tirante y empapado
de este viejo Tortoni conocido.”

          Viejo Café Tortoni, de Baldomero Fernández Moreno (1925)

Em Buenos Aires, é possível regressar ao século XIX, bastando, para tal, transpor a porta do n.º 826 da Rivadaria. O seu nome é Tortoni e é o mais antigo café do país, um verdadeiro símbolo porteño, onde se reuniam, outrora, os mais célebres pintores, músicos, escritores e políticos da capital argentina, tanto para confraternizarem como para trocarem ideias sobre as suas artes.

O Tortoni foi fundado em 1858 por um imigrante francês que pretendia reproduzir, em Buenos Aires, um café do Boulevard des Italiens parisiense, conhecido por ali terem lugar as mais acesas discussões sobre arte e cultura entre figuras proeminentes nessas áreas. O novo estabelecimento recebeu até o mesmo nome daquele, Tortoni, e depressa seguiu os seus passos ao fascinar e atrair a elite cultural porteña.

Os seus frequentadores formavam a Agrupación de Gente de Artes y Letras, mas, em meados de 1926, decidiram alterar o nome do grupo para La Peña. Em simultâneo, pediram ao então dono do Café Tortoni, Dom Celestino Curutchet, um homem franzino mas extremamente sábio, para se começarem a reunir na adega subterrânea. Este aceitou-o de bom grado, com o argumento de que “os artistas gastam pouco, mas dão brilho e fama ao café”.

Ouça aqui o consagrado tango de Eladia Blázquez dedicado ao Café Tortoni, Viejo Tortoni.


segunda-feira, setembro 15, 2014

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Castelo de Praga, República Checa: uma cidade dentro da cidade

É sabido que, em Praga, está situado o terceiro maior castelo do mundo, com quase 70 mil m2 de extensão. Mas, se formos totalmente honestos, teremos de admitir que o Castelo de Praga não é, nem de perto, um único edifício, sendo constituído pelo Palácio Real, pela emblemática Catedral de S. Vito, por outras tantas igrejas, torres e até um convento. Com tanta riqueza monumental, que, apesar dos inúmeros atentados à sua integridade, se manteve ao longo de todos os séculos de existência do castelo, este é um dos símbolos mais importantes da capital checa.

terça-feira, setembro 09, 2014

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Mesquita-Catedral de Córdoba, Espanha: árabe, mas de inestimável valor para a península


A imagem que cada um de nós tem da Mesquita-Catedral de Córdoba, uma das maiores regalias arquitectónicas da região andaluza, é sensivelmente a mesma: centenas e centenas de colunas e arcos às riscas, feitos de mármore, granito e jaspe, que suportam o imenso monumento há mais de 12 séculos. Os níveis de conhecimento sobre a sua história e a evolução da sua construção, no entanto, já costumam variar. Vamos descobri-las?

quinta-feira, setembro 04, 2014

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The High Line, Nova Iorque, EUA: obrigatório, na sua visita a NYC!


Passear pelo parque High Line, dez metros acima do chão do comum dos mortais, pode ser uma alternativa aos tradicionais city tours de New York City (NYC). Imagine a sensação de caminhar calmamente, praticar um desporto ou até estar sentado a ler um livro e, mesmo a seu lado, ver pessoas no ritmo frenético do dia-a-dia, num andar elevado de um qualquer edifício…

segunda-feira, setembro 01, 2014

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Palais de l’Isle (Palácio da Ilha), Annecy, França

A designação não poderia ser mais clara: o Palais de l’Isle, ou Palácio da Ilha, símbolo da cidade francesa de Annecy, foi construído precisamente sobre uma ilha no canal Thiou. É uma atracção incomparável, apesar da sua modesta dimensão, cuja fachada triangular, austera e rudimentar se reflecte nas calmas águas desse rio e permite alguns dos melhores momentos fotográficos de uma passagem turística pela França.

O Palais de l’Isle foi erguido em 1132 com o propósito de servir de residência oficial ao Senhor de Annecy. E, durante o século XII, foi essa a sua função. Contudo, nos séculos seguintes, a sua utilização não poderia ter sido mais diversa: começou por ser residência dos condes de Genebra, acolheu a Fábrica da Moeda, foi Palácio da Justiça e converteu-se até numa prisão entre a Idade Média e o ano de 1865, voltando a sê-lo durante a Ocupação, na Segunda Guerra Mundial.

Em 1900, o Palais de l’Isle adquiriu o estatuto de Monumento Histórico e, actualmente, é a sede do Centro de Interpretação da Arquitectura e do Património.

quarta-feira, agosto 20, 2014

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Casa-museu Karl Marx, Trier, Alemanha


Cartas de amor a Jenni von Westphalen, versões originais de livros e documentos com vincada tendência socialista e o detalhado relato de uma infância judaica e de um exílio em Londres que durou décadas são exemplos do que encontramos no n.º 10 da Brückenstraße, na cidade alemã de Trier. Consegue adivinhar que personalidade histórica nasceu ali?

sexta-feira, agosto 15, 2014

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O Bairro de Montmartre, Paris, França

Montmartre nem sempre foi um bairro boémio, ligado à vida artística, ao divertimento e à falta de regras. Na verdade, no ano 250 d.C., esta colina assistiu ao martírio de Saint Denis, bispo de Paris, que foi decapitado no cimo dos seus 130 metros. Foi precisamente a série de mártires que foram torturados e mortos no local que deu origem ao seu nome: mons martyrium, que evoluiu mais tarde para Montmartre.

Embora seja tão antiga quanto isso e possua monumentos do século VI – a igreja Saint-Pierre de Montmartre, uma das mais antigas de Paris, tem origens nesse século –, Montmartre só começou a surgir no mapa no século XIX. Como Napoleão III tinha cedido uma grande parte da cidade aos seus amigos mais ricos, que estavam encarregues de a desenvolver, os habitantes iniciais de Paris foram forçados a mudar-se para a periferia, onde a vantagem era viverem livres das regulações e do constante controlo que caracterizavam o centro. No decorrer desse século, o bairro tornou-se não só uma das áreas mais populares no que ao álcool diz respeito, mas também um lugar repleto de estabelecimentos de entretenimento com má reputação, como era o caso do Moulin Rouge ou Le Chat Noir (O Gato Preto).

Felizmente, não é essa a vertente de Montmartre que mais persiste no imaginário geral, mas sim a vertente artística. O bairro está conotado com arte e personalidades da área há 200 anos, desde que, no século XIX, ali escolheram viver (apenas a título de exemplo) Toulouse-Lautrec, Edgar Degas, Henri Matisse, Pierre-August Renoir, Pablo Picasso e até o compositor Erik Satie. Ainda hoje, o seu ambiente pitoresco, as suas ruelas, escadarias e as muitas telas trabalhadas por artistas mais comuns nos transportam para essa época.

Sabia que…

… em Montmartre está situado o último vinhedo de Paris, cuja colheita é celebrada no primeiro sábado de Outubro?



quinta-feira, agosto 14, 2014

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Koppelpoort, Amersfoort, Holanda: um sobrevivente do cerco de 1427


Poucos adivinhariam que na modesta e desconhecida cidade de Amersfoort se encontra algo que é único na Holanda: uma estrutura defensiva do tempo medieval, que incorpora portões de terra e portões de água e se intitula Koppelpoort. Cruzando o rio Eem à entrada da cidade, o portão foi construído em inícios do século XV, sendo que, nessa altura, era possível fazer descer uma porta de madeira gigante que travava a entrada naquela terra.

quarta-feira, agosto 13, 2014

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Varsóvia, Polónia


Visitar a Polónia sem ir a Varsóvia, a capital e a maior cidade do país, não faz sentido. A cidade de Varsóvia, localizada no centro-leste do país, é um centro científico, cultural, económico e político da Polónia. É aqui que se encontram as sedes do Presidente da República, da Câmara de Deputados, do Senado, do Conselho de Ministros e do Banco Nacional Polaco.

sábado, agosto 09, 2014

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A Casa da Virgem Maria em Éfeso, Turquia

Quando, em 1812, a freira alemã Anna Catarina Emmerich, que nunca tinha saído da sua terra, teve uma clara visão da casa em Éfeso em que a Virgem Maria teria vivido os seus últimos anos, não houve quem lhe prestasse muita atenção. E quando, algum tempo depois, o clérigo francês Gouyet encontrou uma casa que correspondia com exactidão à descrição da freira, teve a mesma reacção nula da parte dos bispos de Paris e de Roma. Só quando, em 1891, dois lazaristas e dois oficiais católicos descobriram, nas redondezas dessa casa, as ruínas de uma modesta capela em cujo interior se reconhecia uma estátua da Virgem… é que a causa começou a obter uma cada vez maior consideração de padres, especialistas e personalidades da Igreja.

quinta-feira, agosto 07, 2014

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Abadia de Melk, Áustria


É difícil dizer o que Melk e a sua abadia têm de melhor: se a sua história de resistência, se os seus frescos e pinturas de incalculável valor artístico, se as maravilhosas vistas do Danúbio e da zona envolvente. A Abadia de Melk, um dos mais famosos e importantes monumentos barrocos de toda a Áustria, é um desmedido edifício de tons dourados que se eleva numa escarpa sobre o rio, a cerca de 60 km de Viena.

As origens da abadia remontam ao século XI, altura em que Melk era sede e se encontrava sob o domínio da Casa de Babenberg, a família nobre que antecedeu os Habsburgos. Leopoldo II, a ela pertencente, decidiu chamar a Melk os Beneditinos de Lambach e oferecer-lhes diversas terras e o castelo onde residia, que estes não tardaram a converter numa abadia fortificada.

segunda-feira, agosto 04, 2014

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Forte de Agra, Índia: entre a prosperidade e a tragédia, é um poço de contradição

Embora a sua construção, entre 1565 e 1573, seja atribuída ao imperador Akbar, o Forte de Agra é um daqueles monumentos que se pode gabar de ter o toque de diversos soberanos e, por isso, de diversos estilos e personalidades. Esta imensa fortificação de tom avermelhado, situada junto ao rio Yamuna, esconde uma impressionante variedade de edifícios que testemunhou diferentes épocas, gostos e temperamentos, oscilando entre a indecisão estilística de Akbar e as requintadas escolhas do xá Jahan.

A intervenção do imperador Akbar é, por exemplo, visível em Jahangiri Mahal, o maior e mais emblemático palácio de todo o forte, que, no seu tempo, era a zenana… ou o harém principal. É composto por um incrível conjunto de pátios, salões e divisões subterrâneas. Já a passagem do xá Jahan pelo Forte de Agra não foi tão feliz, pelo menos no final. O soberano foi feito prisioneiro pelo seu próprio filho, Aurangzeb, na Musamman Burj (a torre do complexo), tendo morrido ali mesmo. Hoje em dia, esta torre octogonal, de dois andares, não é um lugar assim tão aterrador: encontra-se, aliás, coberta de belíssimos mosaicos e oferece panorâmicas do Taj Mahal.

Igualmente interessantes são a Mina Masjid (Mesquita da Gema), muito provavelmente a menor mesquita do mundo, e a vasta piscina em mármore junto ao Jahangiri Mahal, onde, reza a lenda, a imperatriz costumava descontrair num perfumado banho de pétalas de rosa.

sábado, agosto 02, 2014

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Burg Eltz, Vale do Mosela, Alemanha: ser medieval no século XXI



Uma das questões que vai persistir na mente de quem visita o belo Burg Eltz, um castelo situado num promontório sobre o rio Mosela, é a razão do seu incrível estado de preservação. A verdade é que, embora não pareça, esta é uma construção medieval, da qual se ouviu falar pela primeira vez em 1157. Desde então, sofreu pouquíssimas alterações e manteve-se imune às guerras e aos conflitos que se travaram na zona, devido, em certa medida, ao facto de ter pertencido sempre à mesma família. Vamos então ver porquê…

sexta-feira, agosto 01, 2014

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Palácio de Buckingham, Londres, Inglaterra: um dos edifícios mais feios do mundo?

É até concebível que o monumento a Pedro o Grande, em Moscovo, seja intitulado um dos dez monumentos mais feios do mundo (leia acerca do tema aqui). Já o mesmo acontecer com a sede da monarquia britânica, residência da rainha e do duque de Edimburgo em Londres, cenário de cerimónias oficiais, tantas vezes de cariz internacional, e do tão simbólico Render da Guarda… é um pouco mais preocupante. Mas é verdade: o Palácio de Buckingham ocupa o 7.º lugar da lista dos dez edifícios mais feios de todo o mundo, publicada pela CNN em 2008, e a sua arquitectura também não parece recolher muitos aplausos junto do comum londrino.

terça-feira, julho 29, 2014

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Castelo de Cochem, Vale do Mosela, Alemanha

Quando se avista o Castelo de Cochem, a imponente coroa de uma colina vinhateira do Vale do Mosela, é interessante ter em mente que os responsáveis pela sua decadência e pela recuperação da sua glória tinham exactamente o mesmo nome. O primeiro era um rei absolutista e com ânsia de vitória. O segundo não deixava de ser um homem rico, mas estava mais interessado em dar à sua família uma bela casa de veraneio.

sexta-feira, julho 25, 2014

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Castelo de Malbork, Polónia

Fazer uma viagem à Polónia e não ver o Castelo da Ordem dos Cavaleiros Teutónicos, Património da Humanidade pela UNESCO, é quase como ir a Roma e não ver o papa. Situado em Malbork, na margem do Rio Nogat, é o maior castelo medieval de tijolo em toda a Europa e encontra-se protegido por pontes levadiças, fossos e elevações. É composto por três partes: o castelo alto, médio e baixo.

A edificação do Castelo de Malbork teve início no século XIII, quando em 1270 os Cavaleiros Teutónicos se instalaram na Polónia. Inicialmente, queriam construir um convento, mas em 1309, depois de terem conquistado Gdansk (Dantzig), decidiram transferir a sede principal da Ordem de Veneza para Malbork. Assim, construiu-se o castelo-sede do Grão-Mestre da Ordem Teutónica no Estado da Prússia Oriental. O mestre da Ordem Teutónica decidiu criar uma fortaleza. A óptima localização do castelo fez que este se tornasse uma importante sede de cada vez mais poderosos Cavaleiros Teutónicos.

quinta-feira, julho 24, 2014

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Jahangir Mahal, : a lealdade por detrás da arquitectura



Do século XVII, Jahangir Mahal é a pérola arquitectónica de Orcha, na Índia, e um dos melhores exemplos da arte indo-islâmica. É um palácio construído em arenito vermelho, com três andares (um deles subterrâneo) e quase três centenas de divisões. Mas o que é realmente impressionante neste edifício é a história que lhe deu origem, uma história trágica de desavenças familiares e de guerra, mas também de profunda amizade.

Posteriormente conhecido como Jahangir, o príncipe Salem era o filho mais velho do imperador mongol Akbar, com quem não mantinha uma boa relação. Consciente disso, Abu'l-Fazl, uma das nove jóias (ou navaratnas) da corte de Akbar, aconselhou e convenceu o imperador a renunciar a Salem como filho e a retirar-lhe qualquer possibilidade de ascender ao trono. Evidentemente, Salem descobriu-o e decidiu declarar guerra ao pai.

Estávamos no ano de 1602. Akbar enviou Abu’l-Fazl e os seus restantes homens a Agra, com o objectivo de acalmarem a rebelião. O problema é que o caminho se fazia através do império de Vir Singh Deo, rei Bundela e destemido aliado do príncipe. Fiel ao seu amigo, Vir Singh reuniu o exército, derrotou rapidamente os mongóis e ainda decapitou Abu'l-Fazl, entregando a cabeça a Salem como prova de amizade.

Três anos mais tarde, Akbar morreu e o príncipe Salem tornou-se imperador, adoptando o nome de Jahangir. Nessa mesma altura, decidiu ceder toda a região de Bundelkhand a Vir Singh, numa tentativa de agradecer o grande risco corrido pelos seus homens. A troca de favores parecia não ter fim, uma vez que, como consequência, Vir Singh mandou erigir Jahangir Mahal, destinando-o a acolher o imperador Jahangir sempre que este o visitasse. Tal aconteceu somente uma vez, mas o palácio perpetuou-se como um dos mais elogiados monumentos indianos.


Sabia que…

… os sinos pendurados nos dois elefantes de pedra à entrada do palácio costumavam assinalar a entrada do rei?

quarta-feira, julho 23, 2014

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Ilha Kampa, Praga, República Checa: Veneza, Lennon e o Diabo, juntos num só lugar

Escapar à agitação da vibrante Praga é possível… e fácil. Basta seguir o Vltava até à Ilha Kampa, um lugar encantador, calmo e romântico, considerado pelo Virtual Tourist a segunda mais bela ilha urbana de todo o mundo e apenas ultrapassado, nesta categoria, pela ilha de Saint-Louis em Paris. Kampa é a “Veneza de Praga”, mas os seus habitantes não são gôndolas. São, sim, canoas e crianças que vêem no parque da ilha o melhor sítio da cidade para a brincadeira.

Kampa é uma ilha artificial desenhada pelo ribeiro do Diabo (Čertovka), um afluente do Vltava cujo sugestivo nome provém do suposto muito mau humor de uma senhora que vivia, no século XIX, junto à Praça Maltesa. Durante muito tempo, esse ribeiro foi utilizado como um açude que fornecia água e energia à cidade, daí que, da ilha, se avistem as ruínas de três moinhos antigos, em processo de restauro.

terça-feira, julho 22, 2014

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A Torre do Relógio de Banská Bystrica, Eslováquia: inclinada, mas firme em história

Há uma figura que se destaca no centro histórico da cidade eslovaca de Banská Bystrica, não só pela sua considerável dimensão, como também pela sua “ligeira” inclinação de 68 centímetros, que nem aos mais distraídos passa despercebida. A Torre do Relógio de Banská Bystrica, situada na praça principal desta cidade, foi construída em 1552 e, desde então, foi alvo de remodelações diversas, derivadas principalmente de incêndios. A inclinação só existe desde o início do século passado, mas reza uma lenda antiga que foi causada por um grupo de anjos que, ao sobrevoarem a torre à noite, embatiam nela e contribuíam assim para o seu desvio.

domingo, julho 20, 2014

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A Mesquita e a Torre de Hassan, Rabat, Marrocos


Sabia que a Giralda de Sevilha, a Mesquita de Koutoubia e a Torre de Hassan foram, todas elas, construídas pela mesma pessoa? É verdade. Foram obra do califa almóada Ya'qub al-Mansur, que terminou as duas primeiras e tinha grandes planos para a Torre de Hassan, em Rabat. Segundo as previsões, este deveria ser o maior minarete do mundo e integrar a também maior mesquita do mundo, mas, infelizmente, o califa faleceu antes de alcançar o seu objectivo e o seu sucessor não se preocupou em dar continuidade à obra.

Ainda que inacabada (ou talvez por isso mesmo), a Torre de Hassan é, com os seus 44 metros de altura, um dos grandes símbolos da cidade marroquina de Rabat. A par da mesquita de que fazia parte, foi principiada em 1195, mas a sua construção foi interrompida quatro anos depois, com a morte de Ya'qub al-Mansur, e nunca mais retomada. Em 1755, um violento terramoto reduziu o que existia da Mesquita de Hassan a ruínas, mas a Torre manteve-se, apesar de alguns estragos, firme para eternizar o legado do califa.

Hoje, a Torre de Hassan continua a ser o orgulho de Rabat, erguendo-se por entre cerca de 200 colunas numa esplanada sobre o rio Bou Regreg. As vistas da torre são altamente elogiadas.

sábado, julho 19, 2014

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Fortaleza de Pedro e Paulo, São Petersburgo, Rússia

Ao meio-dia em ponto, ressoa o disparo de um canhão do bastião Naryshkin. A tradição, apenas interrompida entre a Revolução e o ano de 1957, é cumprida religiosamente na famosa Fortaleza de Pedro e Paulo, em São Petersburgo. Mas comecemos pelo início, por 1703, ano em que Pedro o Grande fundava a fortaleza e, com esta, a própria cidade. O monumento, feito originalmente em madeira, só foi reconstruído em pedra alguns anos mais tarde, por Domenico Trezzini.

A criação de Pedro que desgraçou o seu filho

A Fortaleza de Pedro e Paulo está inevitavelmente ligada a histórias de sofrimento, por um par principal de motivos: em primeiro lugar, porque, durante a sua construção, morreram centenas de homens; e, em segundo, porque a fortaleza funcionou durante quase 200 anos (entre 1720 e 1917) como uma prisão política, onde ficaram encarceradas inúmeras personalidades, tais como Alexis, filho de Pedro. A Casa do Comandante, belo exemplar barroco que é, hoje, um museu de história local, serviu neste período para interrogar e julgar os prisioneiros.

quarta-feira, julho 16, 2014

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Catedral de S. João “O Divino”, Nova Iorque, EUA: futuramente, a maior do mundo

Ao que parece, as obras inacabadas têm tendência para se tornarem autênticos ícones das cidades em que estão instaladas: vejamos o caso da Sagrada Família, em Barcelona, ou da nova-iorquina Catedral de S. João “O Divino”, que, depois de mais algumas décadas de trabalho e de recolha de fundos, será a maior catedral do mundo. Sim, o seu interior possui 180 metros de comprimento (por 45 metros de largura), ultrapassando até a Catedral de Liverpool, com “apenas” 150.

domingo, julho 13, 2014

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Nestinarstvo, a dança do fogo búlgara

Esta é uma tradição meia búlgara, meia grega, que permanece viva na sua forma mais autêntica numa aldeia dos montes Strandzha, de seu nome Balgari. É aparentemente inconcebível que um grupo de dançarinos consiga andar sobre uma plataforma de carvão a arder sem sair magoado, queimado ou, pelo menos, um pouco dorido. Mas é isso mesmo que acontece, não se sabe se por magia, ou se pelo fervor com que esta dança é executada, que se sobrepõe à dor.

Esta é, também, uma das maiores provas da profunda riqueza do folclore búlgaro, com uma forte componente religiosa. Na região de Strandzha, são realizadas actuações Nestinarstvo sobretudo na noite de São Constantino e no dia de Santa Helena. Três adolescentes carregam os respectivos ícones até uma nascente de água que supostamente os santifica e a procissão que os acompanha, liderada pelos dançarinos de fogo, percorre depois a aldeia. Sozinhos, os dançarinos dirigem-se para uma capela, onde permanecem até anoitecer e são expostos ao ritmo acertado de tambores que os deixa num estado de transe. Enquanto isso, é aceso o fogo na praça.

Quando chega a hora de dançar, devem entrar primeiramente na plataforma os mais velhos, que executam movimentos pré-definidos em direcções, também elas, pré-definidas. Só de seguida se misturam todos os dançarinos, segurando estátuas de São Constantino e Santa Helena decoradas com flores. Os gemidos de dor iniciais são esquecidos perante a grande beleza do ritual.

quinta-feira, julho 10, 2014

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Grande Mesquita de Bursa ou Ulu Camii, Turquia


Em Bursa, na Turquia, encontramos uma mesquita com uma arquitectura muito sui generis, que lhe valeu fama a nível mundial. Igualmente conhecida como Ulu Camii, a Grande Mesquita de Bursa não possui uma, nem duas, nem mesmo três, mas um total de vinte cúpulas, que cobrem os quase 4 mil m2 da sua sala de orações. Estas cúpulas são suportadas por 12 colunas apenas.

A Grande Mesquita de Bursa foi edificada entre os anos de 1379 e 1421 e, apesar dos numerosos danos e restauros de que viria a ser alvo ao longo dos anos, conseguiu manter, até à actualidade, uma significativa parte dos seus traços originais. Da sua fisionomia destaca-se, além das faustosas cúpulas, um minbar (púlpito) produzido no ano 802 da era muçulmana, que corresponde mais ou menos à viragem do século XIV para o século XV. Sobre o minbar, ergue-se um baldaquino profusamente decorado.

sexta-feira, julho 04, 2014

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As Minas de Sal de Wieliczka, Polónia

Depois de ter visitado Cracóvia – uma das mais lindas cidades polacas – vale a pena ir um pouco para sul até à cidade de Wieliczka, onde se encontram as minas de sal mais antigas da Europa.Pouca gente sabe que as minas de sal de Wieliczka (junto às de Bochnia, também situadas na Polónia) são os únicos objectos mineiros que funcionam sem interrupção desde a Idade Média até aos tempos modernos.

A exploração do sal nas minas de Wieliczka foi só interrompida no dia 30 de Junho de 1996. As minas de sal de Wieliczka foram inscritas no registo nacional dos monumentos da Polónia. Dois anos mais tarde (em 1976), foram consideradas pela UNESCO Património da Humanidade. Passear pelo mágico mundo dos túneis, lagos e capelas com esculturas de sal é uma coisa fantástica. As minas de sal de Wieliczka têm nove níveis.

O primeiro desce até 64 metros sob a terra, o mais baixo desce até 327 metros. Habitualmente, os visitantes descem sempre até 135 metros. Durante o percurso têm que percorrer 800 escadas e quase três quilómetros a pé pelos corredores estreitos.

A visita às minas de sal faz-se sempre com guia, que, durante o percurso, contará a história das minas e revelará alguns segredos do sítio. Os visitantes poderão também conhecer a lenda da Santa Kinga, que trouxe a riqueza do sal para a Polónia. De resto, os visitantes poderão admirar a beleza das esculturas de sal feitas manualmente pelos homens. A visita às minas de sal de Wieliczka é uma daquelas que não se pode perder…

domingo, junho 22, 2014

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A Estação Central dos Correios de Ho Chi Minh, Vietname



Quando pensamos na obra de Gustave Eiffel, pensamos na Torre Eiffel, na Estátua da Liberdade e, às vezes, até na Ponte de D. Maria Pia, no Porto. Uma estação de correios vietnamita é, muito provavelmente, a última a invadir a nossa mente. Mas a verdade é que o toque do génio francês da arquitectura também chegou à Ásia, mais concretamente ao Vietname e a Ho Chi Minh, que viu construída pela sua mão, entre 1886 e 1891, a Estação Central dos Correios.
Buu Dien Trung Tam é outro nome, decerto menos perceptível no mundo ocidental, para este edifício de tom coral que, por dentro, se assemelha muito mais a uma estação de comboio do que de correios. Será esta uma metáfora para a velocidade com que a correspondência diária precisa de ser entregue ao destinatário? Tal não pode ser afirmado com certeza, apenas que cada aspecto deste edifício foi tão pormenorizadamente estudado que acabaria por dar origem a um dos mais belos monumentos da cidade de Ho Chi Minh.

No seu exterior, um friso bege apresenta rostos de filósofos e cientistas famosos, cuidadosamente esculpidos, com algumas inscrições a servir de legenda. No seu interior, a par da típica estrutura de uma estação ferroviária, encontramos, no chão, sucessões de azulejos que dão forma a mapas antigos da cidade e da região.

sexta-feira, junho 20, 2014

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A cidade colorida de Gdansk, Polónia

A visita da zona norte da Polónia deve começar obrigatoriamente em Trójmiasto (em português: Três Cidades), uma área urbana de mais de um milhão de habitantes que abrange Gdańsk, Gdynia e Sopot e se estende por 40 km ao longo do golfo de Gdansk.

A primeira e ao mesmo tempo a mais importante cidade de Trójmiasto é Gdansk, cidade portuária polaca, situada junto ao mar Báltico, na foz do rio Vístula. É uma cidade com mais de 1000 anos de história, cuja identidade se criou, ao longo dos séculos, sob influência de várias culturas. Além disso, Gdańsk é considerada não só a cidade onde simbolicamente começou a Segunda Guerra Mundial, mas também a que teve um dos papéis mais importantes na queda do comunismo na Europa Central.

quinta-feira, junho 19, 2014

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Grutas Pak Ou, Laos: um cemitério de Budas pouco queridos

 

O cruzamento dos rios Mekong e Nam Ou esconde um tesouro budista, muito apetecido aos que viajam em barco de cauda longa desde Luang Prabang. Distribuídas por duas grutas, cavadas em encostas calcárias, estão centenas e centenas de imagens de Buda dos mais diversificados estilos e dimensões. Este local é muitas vezes descrito como um “cemitério” de estátuas, por ser ali que se abandonam estátuas que já não se querem.

Tal como referido anteriormente, Pak Ou é formado por dois níveis de grutas, sendo que a visita à primeira é bem mais agradável do que a visita à segunda. A escassos metros da linha do rio, a primeira gruta, a inferior, alberga um conjunto de Budas que, de uma determinada perspectiva, esboçam silhuetas perfeitas no azul do rio. Já para ficar a conhecer a segunda, é necessário subir um considerável e cansativo número de degraus e levar uma tocha ou lanterna para ver algo no meio de tamanha escuridão.

É justo afirmar que, normalmente, os turistas ficam mais entusiasmados com a viagem pelo rio Mekong do que com a visita às grutas Pak Ou em si. E a razão principal é simples: é que uma das paragens mais comuns é a aldeia Ban Xang Hai, que, devido à abundância de lào-láo (whiskey de arroz), é até conhecida como a “aldeia do whiskey” entre os condutores dos barcos.

domingo, junho 15, 2014

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Bahia, um estado subversivo


Que a Bahia, no nordeste do Brasil, é um gigantesco estado com uma área e uma população bem mais vastas do que as portuguesas, todos sabemos. Mas qual é o seu passado? E que papel é que os colonos portugueses desempenharam neste?

quarta-feira, junho 11, 2014

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Muro das Lamentações, Jerusalém, Israel


De onde vem, afinal, o muro a que os judeus se deslocam e junto ao qual fazem as suas orações e choram as desgraças da sua pátria?

O actual Muro das Lamentações não é nada mais, nada menos do que a remanescência do muro que cercava o templo de Herodes, na cidade velha de Jerusalém, sobre o vale de Tiropeon. A sua construção tem características herodianas e salomónicas. O facto de ser considerado a “Morada de Deus na Terra” em tempos mais antigos é a prova de que o muro sempre foi, e não o é apenas no presente, um dos locais mais sagrados do judaísmo, procurado por crentes um pouco de todo o mundo. Fez parte do território jordano entre 1948 e 1967, a par da ocupação da cidade pelos exércitos israelitas, pertencendo actualmente ao Estado de Israel.

segunda-feira, junho 09, 2014

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Alhambra, Granada, Espanha


A cidade espanhola de Granada é mundialmente famosa em virtude do Alhambra, um conjunto monumental datado do século XIII e constituído por uma fortaleza e vários palácios árabes. Das construções árabes de todo o mundo, o Alhambra é, sem dúvida, uma das mais importantes, já que reflecte fielmente a essência da arte islâmica.

sábado, junho 07, 2014

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Crónicas da Coreia - A literacia de Kim Il-sung


Não chegava estar situado na praça homónima do “presidente eterno”. Logo à entrada do Grande Palácio Popular de Estudos, uma estátua de respeitável dimensão de Kim Il-Sung, com o monte Paekdu como pano de fundo, cumprimenta os visitantes.

quinta-feira, junho 05, 2014

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Salar de Uyuni, Bolívia: onde as maravilhas são a dobrar

Quando o mote é Bolívia, “natureza intocada” é uma das principais associações que nos vêm de imediato à mente. E, se fôssemos a elaborar um top dos fenómenos naturais mais espectaculares e invulgares deste país, o Salar de Uyuni ocuparia sem dúvida a primeira posição. É que este não só é o maior deserto de sal do mundo, com mais de 12 mil km2, como também se transforma, por acção da precipitação, num imenso espelho que reflecte o céu, as nuvens e tudo quanto passe na sua superfície branca e cristalina, pondo termo à “prescindível” linha do horizonte.

quarta-feira, junho 04, 2014

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Comboio “Nariz do Diabo”, Equador: a ferrovia mais difícil do mundo

Não se pode negar que Nariz del Diablo é um nome sugestivo para quem gosta de emoções fortes e experiências aterradoras. Compreensivelmente, foi atribuído a uma via ferroviária do Equador, praticamente a única do país, que desce desde Alausí até Sibambe numa multiplicidade de altos, baixos e ziguezagues como se de uma montanha russa autêntica se tratasse. A adrenalina máxima era dantes atingida pelos homens corajosos que faziam a viagem no tejadilho no comboio, com a cabeça a escassos centímetros da rocha dos túneis por que passavam.

segunda-feira, junho 02, 2014

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Crónicas da Coreia - A dinastia Koryo


Afirmar que foi graças à dinastia Koryo que a Coreia existiu, alguma vez, como um Estado uno, com uma identidade cultural homogénea nos seus vários territórios, mas claramente distinta da dos restantes países da Ásia, seria suficiente para atestar a sua importância na história coreana. Mas esta não foi só política, foi também cultural: foram os Koryo que criaram a Tripitaka Goryeo ou Koreana, uma colecção completa dos cânones budistas gravados em blocos de madeira, para impressão em papel. Precursores da imprensa? Sem dúvida.

Do ano 50 a.C. a 935, a Coreia encontrava-se dividida em três reinos: o Baekje, Goguryeo e Silla. Somente no ano de 918, quando o General Wang Kon derrubou Goguryeo, é que o novo Estado de Koryo foi fundado e a história tomou um outro curso. Em 935 e em 936 seria a vez de Baejke e Silla se renderem, respectivamente, o que fez com que a península se unificasse sob o domínio dos Koryo. A capital estava estabelecida em Songdo, actual Kaesong, na Coreia do Norte.

domingo, junho 01, 2014

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A Ponte Velha de Mostar, Bósnia Herzegovina

 
A Ponte Velha de Mostar forma, juntamente com a sua magnífica envolvência, o postal turístico da Bósnia Herzegovina e a mais bela paisagem de toda a região do rio Neretva, desde a nascente até ao mar Adriático. Mas a sua importância é igualmente política: é um símbolo da resistência da cidade, graças ao facto de se ter mantido firme em face de quatro investidas dos venezianos. Simplicidade, harmonia, história e mestria arquitectónica conjugam-se neste monumento para o tornar famoso na Europa e no mundo.
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