terça-feira, novembro 12, 2013

0

Vulcão Bromo, Surabaya, Indonésia


Vulcão Bromo, Surabaya, Indonésia

É um ritual a que aderem tanto turistas como locais. De madrugada, atravessam a cavalo o “mar de areia” que rodeia o Monte Bromo, desde a aldeia de Ngadisari até à base do vulcão. Depois, sobem os 50 degraus que levam à borda e a recompensa é maravilhosa: uma vista privilegiada do nascer do sol nesta região, um dos mais belos em todo o mundo.


Localizado na parte oriental de Java, o vulcão Bromo é um dos mais famosos vulcões activos da Indonésia. Com 2392 metros, não arrecada o título de mais alto vulcão do arquipélago, mas é, sem dúvida, o que atrai mais turistas, graças às estonteantes paisagens que proporciona. O nascer do sol é sua especialidade. Porém, o vulcão não é menos magnífico durante o dia, com os seus anéis de fumo conhecidos dos postais de viagem e do imaginário de todos aqueles que sonham um dia visitar a Indonésia.

Turistas, preparam-se para atravessar o mar de areia que rodeia o monte Bromo

Fruto de uma trágica história de amor… ou puro acaso da natureza?

Se bem que o Monte Bromo tenha surgido com uma explosão vulcânica, a versão relatada pelos nativos é bem mais romântica. De acordo com as suas lendas, há muito, muito tempo existia um jovem apaixonado por uma princesa, que, infelizmente, não era correspondido. A única forma de conquistar o amor daquela mulher, foi-lhe dito, era cavar, numa única noite, um lago na boca do vulcão. Não obstante a dificuldade do desafio, o jovem aceitou-o sem hesitar e estava quase, quase a terminá-lo quando a inveja de um rival o tramou. Este levou um galo a anunciar o início do dia mais cedo e o jovem, ao ver lograda qualquer hipótese de casar com a princesa, acabaria por morrer de pena.

Na área mais próxima erguem-se dois vulcões: o Bromo, cuja cratera os nativos alegam ter sido obra do jovem da lenda, e o Batok, um vulcão extinto que, formando um cone perfeito, dizem ser resultado da acumulação da areia que o jovem atirava para trás de si.

Para os pequenos povoados das redondezas, o vulcão não é apenas uma atracção turística, mas um local sagrado onde os crentes têm a possibilidade de estar em contacto com os deuses e de os presentear com as suas humildes posses. Uma vez por ano, num evento denominado Kasada (que é também, no calendário dos Tenggerese, o nome do mês em que ocorre), os locais ascendem ao cume do vulcão e arremessam vegetais, galinhas e dinheiro para dentro da cratera, na esperança de que os deuses os abençoem por mais um ano.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Deixe aqui o seu comentário!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...