terça-feira, novembro 19, 2013

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Mausoléu Shah Cheraq, Shiraz, Irão: um dos mais sagrados centros do xiismo

Mausoléu Shah Cheraq, Shiraz, Irão

Pouquíssimos monumentos no Irão são tão opulentos e radiosos como o Mausoléu Shah Cheraq, em Shiraz. A sua magnífica cúpula bulbosa coberta de azulejos azuis, em aliança com um par de minaretes de topo dourado, é uma mera introdução a um interior repleto de pequenos espelhos que reflectem o fervor das preces muçulmanas. Uma arquitectura rica, que adquire um encanto ainda maior ao início da noite, com todos os seus elementos iluminados.

Mausoléu Shah Cheraq, Shiraz, Irão

O Mausoléu Shah Cheraq (que, traduzido, significa Mausoléu do Rei da Luz) está intimamente ligado à causa xiita, por naquele lugar ter sido morto Sayyed Mir Ahmad, no ano de 835. Sendo um dos 17 irmãos do 8.º imã, o Imã Reza, este foi vítima da perseguição do califado, que acabaria por o assassinar, e os seus restos mortais fizeram deste mausoléu um dos mais procurados centros de peregrinação já desde o século XII.

Mausoléu Shah Cheraq, Shiraz, Irão

Mas a verdade é que, nessa altura, os devotos não encontravam lá o imponente monumento hoje em dia existente. Encontravam, sim, um mausoléu de características mais humildes, visto que só desde o século XIX e principalmente a partir da instituição da República Islâmica do Irão é que os arquitectos se lhe dedicaram verdadeiramente. Os trabalhos prosseguem na actualidade e não está previsto que sejam interrompidos ou terminados nos próximos tempos…
Mausoléu Shah Cheraq, Shiraz, Irão
Teoricamente, a entrada no Mausoléu Shah Cheraq não é permitida a não muçulmanos. Porém, o controlo é um tanto ou quanto dúbio, na medida em que um grupo pequeno de pessoas que se mostrem recatadas tem facilmente a sorte de visitar o interior do monumento. Depois de verem o túmulo do santo, num panteão de prata, os viajantes têm à sua espera outras atracções no pátio do mausoléu, um dos maiores em todo o país: no canto noroeste, existe um museu de Alcorões antigos que, ali depositados há séculos, assumem um valor incalculável; e, no canto sudeste, está o pequeno edifício que abriga os túmulos de dois irmãos de Mir Ahmad, por muitos considerado ainda mais belo do que o próprio Mausoléu Shah Cheraq.

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