terça-feira, outubro 15, 2013

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Holstentor, Lübeck, Alemanha: para uma entrada monumental na capital hanseática

Holstentor, Lübeck, Alemanha
O facto de ter sido erigido antes da muralha que circundava a cidade mostra bem a natureza e o propósito do Holstentor, mais conhecido, em português, por Porta de Holsten. A verdade é que com este imponente monumento, à entrada de Lübeck, não se pretendia defender a metrópole, mas antes pôr em evidência a autoridade desta enquanto capital da Liga Hanseática e principal controladora do comércio com os países do norte da Europa.

Entre 1464 e 1478, o mestre construtor da câmara de Lübeck, H. Helmstede, ficou incumbido de construir o monumento que celebraria a rigor um percurso medieval tão glorioso. O Holstentor acabou, no entanto, por se tornar um motivo de orgulho em si mesmo, bem como das melhores explicações para a notoriedade de Lübeck em todo o mundo. Tudo indica que seja, com efeito, a mais relevante porta de cidade medieval que a Alemanha conserva.

Este enorme portão, desenhado no estilo gótico tardio, costumava alojar três dezenas de canhões que não foram, porém, disparados em nenhuma altura. Actualmente, por detrás das suas paredes com uns incríveis 3,5 metros de espessura, esconde-se em vez deles o “Museum Holstentor”, que é mais um tributo à notável história de Lübeck, a cidade hanseática, livre e impulsionadora do comércio além-fronteiras.

No arco da entrada ainda é possível distinguir a gravação, em tons dourados, da frase Concordia Domi Foris Pax, que significa algo como “unidade em casa e paz no exterior”. E, um pouco mais na dianteira, encontramos as estátuas de dois temíveis leões, cuja função era, nos primórdios de Lübeck e do Holstentor, guardar a cidade e protegê-la contra possíveis agressores.

O Holstentor manteve-se intacto perante a violência da Segunda Guerra Mundial, ao contrário de importantes monumentos como a Catedral, algumas igrejas e o Gründungsviertel, o histórico bairro onde viviam os mais ricos mercadores. Lübeck foi, efectivamente, uma das cidades mais afectadas pelo conflito, tendo o nível de destruição atingido os 20%.

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