segunda-feira, setembro 30, 2013

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A criação de abelhas da Ópera Garnier de Paris


A Ópera Garnier de Paris esconde mais do que um fantasma nos seus labirintos subterrâneos. Lá em cima, no telhado, esconde-se também um apiário, que, lá por não estar acessível aos turistas, produz o mel que é vendido por uma quantia exorbitante na loja de souvenirs. Quem é que se lembraria de criar abelhas no topo de um dos monumentos mais visitados da cidade de Paris? E o mais importante de tudo: porquê?

A resposta à primeira pergunta é fácil. O seu nome é Jean Paucton, tem actualmente 80 anos de idade e, antes de se dedicar por completo à apicultura, era o responsável pelos adereços naquela ópera. E a resposta à segunda também. No telhado do edifício, Paucton encontrou as condições ideais para manter o seu apiário: inexistência de pesticidas, que destroem o habitat natural das abelhas; o clima ameno de uma zona em que a temperatura média anual é de 13 °C; e as extensas áreas verdes que rodeiam o local. O apicultor até admite, aliás, que as colmeias que ali cria são mais saudáveis do que aquelas que cria no campo.

Jean Paucton instalou ali o seu “negócio” há mais de 30 anos e fê-lo crescer de tal maneira que, hoje, é dono de mais de 75 mil abelhas e produz cerca de 450 quilos de mel anualmente. Iniciou uma moda que se propagou pelo resto de Paris, onde se encontram apiários até mesmo no cimo do Grand Palais e do aeroporto Charles de Gaulle, e por outras cidades europeias.

Saiba mais sobre a Ópera Garnier

 

Quando, em 1858, Napoleão III decidiu lançar um concurso para a projecção da nova Ópera, o favorito ao prémio era o influente arquitecto Viollet-le-Duc. Porém, deitando por terra toda e qualquer previsão, o vencedor foi Charles Garnier, jovem arquitecto ainda a tentar provar o seu valor. Autêntico reflexo do estilo barroco, o edifício começaria a ser construído em 1862, mas só ficaria finalizado em 1875, em virtude do lago subterrâneo entretanto descoberto.
Se o exterior da Ópera é passível de impressionar qualquer visitante… o interior ainda mais. O tecto pintado por Marc Chagall, decorações em veludo vermelho e folha de ouro, candeeiros que chegam a pesar meia dúzia de toneladas e, um pouco por toda a parte, querubins em gesso fazem deste um dos mais luxuosos cenários da cena parisiense.

Ainda que não ultrapasse os 2.200 lugares sentados, a Ópera Garnier de Paris é um dos maiores teatros do mundo, com 172 metros de comprimento, 125 de largura e 73,6 do solo ao ponto mais alto. Depois da inauguração da Ópera da Bastilha, um edifício mais moderno e vanguardista, a Ópera Garnier tem sido essencialmente palco de actuações de ballet.

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