quarta-feira, agosto 28, 2013

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O exército de terracota do Imperador Qin, Xian, China

O exército de terracota do Imperador Qin, Xian, China
Três cavernas, oito mil figuras, dezenas de milhares de metros quadrados. Esta foi a receita para a escavação arqueológica que marcou o século XX. O exército de terracota que está em posição de combate a 40 quilómetros de Xian, na China, é composto por milhares de guerreiros, cavalos, carros de guerra e armas que foram enterrados juntamente com Qin Shihuang (259 – 210 a.C.), o primeiro soberano do império.
A questão é: por que motivo é que o imperador mandou fazer uma réplica em tamanho real do seu exército para o acompanhar depois da morte? É que, nesta época, acreditava-se que objectos inanimados (tais como estátuas) ganhavam vida no pós-morte… e um exército como este estaria apto a proteger Qin e o seu túmulo para sempre. Claro que um objectivo paralelo era demonstrar o poder do império chinês, pois a convicção geral é a de que o exército de terracota é uma cópia muitíssimo fiel das tropas que então defendiam o palácio real, no que concerne à dimensão e a características individuais.

Foi com efeito o realismo do conjunto que esteve na base da sua menção como Património da Humanidade em 1987 e não raras vezes como “oitava maravilha do mundo”. Ali, não existe um guerreiro igual ao anterior. Os únicos atributos comuns são serem altos e robustos e terem sido feitos com um rigor e um pormenor assustadores. De resto, o mais “baixo” mede 1,78 m e o mais alto 1,97 m. O mais “franzino” pesa 110 kg e o mais forte 300 kg. E a expressão facial é diferente em cada um deles, variando de acordo com factores como a idade e o papel dentro do exército, de general, oficial ou mero soldado.

Estas maravilhas da escultura estiveram soterradas durante 22 séculos, mais precisamente até ao ano de 1974, altura em que um grupo de fazendeiros chineses tentou escavar um poço no local. O valor cultural dos guerreiros e cavalos de terracota atraiu arqueólogos de todo o mundo para uma missão que nunca se saberá se está realmente terminada. Um museu alberga desde 1979 o exército, mas quem garante que está completo e não há mais soldados perdidos pela zona?

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