quinta-feira, agosto 01, 2013

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Catedral de Alexandre Nevsky, Tallinn, Estónia


Estrategicamente situada, no topo da colina de Toompea, a Catedral de Alexandre Nevsky e as suas cinco cúpulas bulbosas de tom carregado parecem ser visíveis de qualquer ponto da cidade de Tallinn, na Estónia. Foi por ter um design tão pouco usual e por ser um símbolo do domínio russo, do qual os estonianos procuravam a todo o custo libertar-se, que a destruição da catedral foi muitas vezes exigida. Em vão, felizmente.

Em finais do século XIX, uma época em que a Estónia se rebelava mais e mais intensamente em relação ao governo czarista, decidiu-se enviar um arquitecto de S. Petersburgo para Tallinn, com o objectivo de construir uma catedral que daí em diante se identificasse com o império. Mikhail Preobrazhensky criaria então a catedral ortodoxa mais imponente de toda a capital, fazendo para isso uso dos milhares que chegavam de toda a parte em forma de donativos.

Quem foi Alexandre Nevsky?

Intitular-se ortodoxa não era suficiente e esta catedral provou a sua índole, de diversas maneiras e como nenhuma outra. Em primeiro lugar, não adoptou o nome do arquitecto que a projectou, nem sequer do governante que ordenou a sua construção. Adoptou, sim, o nome do Príncipe de Novgorod que, em 1242, travou a invasão dos Cavaleiros Teutónicos na famosa Batalha do Gelo. Em segundo lugar, a catedral não foi posicionada ao acaso. Veio ocupar o lugar onde se erguia, anteriormente, uma estátua de Martinho Lutero.

A Catedral de Alexandre Nevsky de Tallinn – porque também existe uma em Sófia, na Bulgária – é sem dúvida impressionante por fora, mas por dentro também. O imenso detalhe e a profusão de mosaicos e de figuras podem levar qualquer visitante a “perder” ali um dia inteiro.

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