quarta-feira, agosto 28, 2013

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O exército de terracota do Imperador Qin, Xian, China

O exército de terracota do Imperador Qin, Xian, China
Três cavernas, oito mil figuras, dezenas de milhares de metros quadrados. Esta foi a receita para a escavação arqueológica que marcou o século XX. O exército de terracota que está em posição de combate a 40 quilómetros de Xian, na China, é composto por milhares de guerreiros, cavalos, carros de guerra e armas que foram enterrados juntamente com Qin Shihuang (259 – 210 a.C.), o primeiro soberano do império.

sábado, agosto 24, 2013

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Catedral de Zagreb, Croácia: um monumento (ainda) em projecção

 
É 100% certo que quem tem planeada uma visita a Zagreb incluiu a catedral no seu itinerário. É que, para além de ser um verdadeiro símbolo da capital croata, o edifício é tão alto que as suas duas torres são visíveis de praticamente qualquer ponto da cidade. É tido como o mais sublime exemplar gótico (do tipo sagrado) a sul dos Alpes.

sexta-feira, agosto 23, 2013

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Postal de Viagem enviado por Maria Isabel Sousa e Manuel A. Nogueira de Sousa - Namíbia com a PLV e Gonçalo Cadilhe - Passatempo de Verão 2013


Introdução
Em janeiro 2013, quando antevíamos as grandes viagens que gostaríamos de fazer dentro dos próximos 5 a 7 anos, jamais pensamos em visitar a Namíbia. Aliás tínhamos previsto uma viagem a África, para fazer um safari, mas a hipótese mais consistente era o Quénia e a Tanzânia e uma estadia em Zanzibar, para relaxar da viagem pela savana africana, a ver animais selvagens.
Mas … como tudo muda depressa!

sexta-feira, agosto 16, 2013

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Ruínas de Tróia, Turquia: a cidade para sempre oscilante entre o mito e a realidade

As ruínas da lendária cidade de Tróia, que se encontram hoje a descoberto na colina de Hisarlik, no noroeste da Turquia, são o resultado do sonho de um rapaz. Depois de, ainda em tenra idade, ler a Ilíada, Heinrich Schliemann não descansou enquanto não provou a veracidade das palavras de Homero. A ambição do alemão conduziu-o a uma das descobertas mais grandiosas de sempre, que lhe valeu inclusivamente o título de “pai da arqueologia”.
Tróia e a famosa guerra foram, durante séculos a fio, consideradas ficção, produto da imaginação de Homero e de outros poetas da Antiguidade. Apesar de não ter sido o primeiro a colocar essa (des)crença em causa, Schliemann foi o primeiro a fazer algo para de facto desmistificar o tema. As suas escavações, levadas a cabo entre 1871 e 1890, foram continuadas por Wilhelm Dörpfeld e, já no século XX, por uma equipa da Universidade de Cincinnati. Depois de um interregno de 50 anos, foram ainda retomadas na década de 80. E, actualmente, sabe-se que a epopeia tem o seu quê de verdade, embora o tamanho, as características da população, o estatuto comercial e o poder de Tróia sejam ainda objecto de debate.

quarta-feira, agosto 14, 2013

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A Noite das Bruxas de Montalegre, Portugal

Para os montalegrenses, quantas mais sextas-feiras 13 houver num ano, melhor. É sinónimo de festa. Em Setembro, chega à vila transmontana a primeira sexta-feira 13 de 2013 e, com ela, uns milhares de turistas portugueses e espanhóis desejosos de assistir a eventos diabólicos, que, desta vez, se esperam especialmente assustadores por até o ano ser “13”. Mas atenção: esta festa não é aconselhável a indivíduos sensíveis, que ficam facilmente estarrecidos com gatos pretos ou em pânico quando um espelho se parte.

Em Montalegre, ergue-se um dos mais belos e bem conservados castelos medievais de Portugal e não é, por isso, de admirar que a vila seja considerada a “capital do misticismo” e seja palco de muitíssimas histórias de terror. Na sexta-feira 13, o programa tem início logo após o almoço, nas próprias ruas, mas é à noite, junto ao castelo, que a verdadeira acção acontece.
Depois de um jantar preparado pelo Diabo, em que o caldo de urtigas é o prato mais apetecido, as pessoas acorrem ao Castelo de Montalegre para presenciarem a sessão de esconjuro do Padre Fontes – também conhecido por “Dom Bruxo” ou “Bruxo-mor”. O Padre utiliza de seguida um caldeirão para preparar uma bebida extremamente alcoólica, a Queimada, à base de aguardente, limão e açúcar. Porque se destina a livrar as almas do mal e do pecado, a Queimada é distribuída pelo público, rezando-se, contudo, para que não surta o efeito contrário. No final da cerimónia nunca falta fogo-de-artifício e, por volta da uma da manhã, os bares e as discotecas abrem para dar continuidade à festa.

A “Noite das Bruxas” é organizada pela Câmara Municipal de Montalegre desde 2002. Quando lá for, não se esqueça do traje a condizer. É requisito obrigatório.

terça-feira, agosto 13, 2013

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Lago Bled, Eslovénia: beleza paradisíaca e entretenimento para todos os gostos

“Nowhere in the world is there a more lovely place, than this paradise and its surroundings.”
- France Prešeren, poeta esloveno

O Lago Bled, localizado no noroeste da Eslovénia junto aos Alpes Julianos, é um daqueles raros locais de que é possível desfrutar em qualquer altura do ano. No Verão, o calor do sol quebrado pela brisa e a natureza em redor, reflectida nas águas límpidas do lago, conjugam-se para formar um cenário edénico. No Inverno, a paisagem não é menos gloriosa, com as montanhas e a igreja da ilhota central cobertas de neve, e o lago transforma-se numa enorme plataforma de gelo que abre caminho aos amantes da patinagem.

O nome Bled foi ouvido pela primeira vez há mil anos atrás, em 1004, quando Henrique II, do Sacro Império Romano-Germânico, doou aquela região à diocese de Brixen. Mas Bled começou a ganhar reconhecimento internacional apenas quando o hidropata suíço Arnold Rikli instalou lá o seu sanatório e o fez crescer ao longo de mais de meio século. Na segunda metade do século XX, Bled havia-se tornado uma das residências protocolares do Estado e palavras sobre a beleza daquele resort alpino rodavam há muito tempo o mundo.

Para além do ski e da patinagem, o remo é um desporto com muita adesão em Bled, que chega, inclusivamente, a ser palco de várias competições internacionais. Contudo, para os que preferem actividades mais calmas, há também diversas opções, entre as quais um passeio em carruagem à volta do lago ou a visita à igreja gótica e ao sino que realiza os desejos de quem o toca, que ficam na ilha central. Esta está à distância de uma viagem em pletna, o barco típico.

“Love is in the air”

Coincidência ou não, muitos escolhem casar-se na igreja da ilha de Bled, que ocupa hoje o lugar de um antigo templo dedicado a Živa, deusa eslava do amor e da fertilidade. O que não se sabe é se alguns não se arrependem pelo caminho, pois manda a tradição que o noivo carregue a futura esposa pelos 99 degraus da escadaria que leva à igreja. A sorte ficará completa quando tocarem o seu sino, com uma história muito fora do comum.

Reza a lenda que o sino foi originalmente ideia de uma mulher residente em Bled, cujo marido tinha sido assassinado por um grupo de assaltantes e o seu cadáver atirado ao lago. Foi a forma que encontrou de lhe prestar uma última homenagem. Todavia, o sino encomendado afundou-se antes de chegar ao destino, juntamente com o barco e o homem que o conduzia, e, devastada e já sem quaisquer poupanças, a viúva mudou-se para Roma e tornou-se freira. Algum tempo depois de falecer, a sua saga chegou aos ouvidos do Papa, que decidiu dotar a igreja de Bled de um sino novo, acrescentando que quem o tocasse três vezes e acreditasse em Deus veria os todos os seus desejos realizados.

Será? Não se perde nada em experimentar.

segunda-feira, agosto 12, 2013

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Mosteiros de Bucovina, Roménia

Mosteiro Povesti
O que mais impressiona nos mosteiros de Bucovina, no nordeste da Roménia, não é a dimensão, o estilo ou a construção. É a decoração das paredes exteriores, cobertas com magníficos frescos dos séculos XV e XVI, que, por não terem paralelo e resistirem às vicissitudes do tempo, gozam de fama por toda a Europa.

domingo, agosto 11, 2013

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Monumento a Pedro o Grande ou “o Monstro de Moscovo”, Rússia


Junto ao rio Moscou, a sul do Kremlin, ergue-se uma estátua de Pedro o Grande com quase cem metros de altura, uma das mais altas do mundo, mas nada evidenciada pelos guias da Rússia e de Moscovo. Tudo tem uma explicação. É que esta obra está longe de ser o orgulho dos moscovitas e mereceu inclusivamente uma menção “honrosa” do site Virtual Tourist em 2008, como um dos dez monumentos mais feios do mundo.

sábado, agosto 10, 2013

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Bazar Chorsu ou a alma de Tashkent, Uzbequistão

Desde a fundação da cidade de Tashkent, por volta do século II ou I a.C., o Bazar Chorsu operou como um local de comércio privilegiado, centro essencial da Rota da Seda, ao qual os habitantes afluíam também para saber das últimas novidades e assistir aos mais emocionantes espectáculos de teatro. Em 22 séculos, só a designação “Rota da Seda” desapareceu. A agitação, a variedade, as cores vivas, em suma, tudo o que se espera de um bazar oriental permanece lá, rigorosamente no mesmo lugar.
Estabelecido na capital uzbeque, atrás da imponente Madrassa Kukeldash, o Chorsu é o maior e mais antigo bazar de toda a Ásia Central. Mesmo que o objectivo não seja fazer compras, esta é uma experiência sensorial única. As especiarias, os frutos secos e frescos, os vegetais, os chás e o típico shashlik proporcionam uma fusão de deliciosos aromas com as cores mais intensas, para as quais os tapetes, os trajes nacionais, a cerâmica e as jóias também contribuem.

sexta-feira, agosto 09, 2013

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Praça Jemaa El Fna, Marrakech, Marrocos: em 10 séculos, uma mudança de 180 graus


A praça Jemaa El Fna, o centro vibrante de Marrakech, possui a forma de um L e é por muitos considerada labiríntica. Uma praça? Logo aí começam as invulgaridades. No entanto, isso não é nada comparado com o que lá se vê e acontece. Entre turistas a pedir fotografias com cobras aos ombros, vendedores de água com trajes bizarros, encantadores de serpentes, acrobatas, artistas que ingerem fogo, vidro ou água a ferver, cartomantes que prometem acertar no futuro como ali outros acertam no tiro ao alvo e até mesmo dentistas prontos a arrancar dentes on the spot… em Jemaa El Fna, tudo é possível.

quarta-feira, agosto 07, 2013

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Machu Picchu, Peru: em busca da fortuna inca, Bingham achou um tesouro cultural

“Would anyone believe what I have found?”
- Excerto do diário de Hiram Bingham

Foi o relato de um camponês acerca de uma cidade submersa na floresta que conduziu Hiram Bingham e toda uma equipa de Yale à descoberta das suas vidas, a 24 de Julho de 1911. Por lá haviam passado já outros exploradores – como comprova a inscrição na base do Templo do Sol, produzida pelos irmãos Santander em 1909 –, mas foi o norte-americano que deu a conhecer ao mundo a singularidade e o esplendor de Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas.

Na altura, julgou-se estar resolvido o mito de Paititi (ou Vilcabamba), cidade onde a comunidade inca se refugiou e escondeu valiosas peças em ouro após as derrotas de Cusco e Ollantaytambo. O facto de não se ter encontrado lá qualquer tesouro pouco importou, porque, para o justificar, corria o rumor de que Bingham se tinha apoderado dele antes de tornar público o seu achado. Hoje, porém, afirma-se com toda a certeza que não se trata do mesmo local.

terça-feira, agosto 06, 2013

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Postal de Viagem enviado por Isabel Lourenço - Namíbia com a PLV e Gonçalo Cadilhe - Passatempo de Verão 2013

Um pedaço de África

«16/7 – Pelas 4h batem à porta; sinal para vestir e andar. Pelo caminho bebe-se um chazinho e pega-se no saco com o pequeno almoço. É noite serrada e está um friozinho agradável (pelo menos para mim, que estou agasalhada), sem vento. Mesmo assim, pelo caminho no truck calço umas meias suplementares, emprestadas por alguém mais experiente e friorento. GC vai dizendo que estamos entre dois cordões de dunas, mas só se vê a estrada iluminada onde vamos a 100km/h.

segunda-feira, agosto 05, 2013

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Cidade Proibida, Pequim, China

Até ao bem recente ano de 1924, a Cidade Proibida, situada no coração da capital chinesa, não era um museu, nem muito menos a atracção turística mundialmente conhecida e admirada que é hoje. Era, sim, a impenetrável residência do imperador da China. Durante mais de cinco séculos, este palácio escondeu os segredos e as relíquias de 24 soberanos Ming e Qing e os que ousassem lá entrar sem a sua autorização expressa tinham um fim certo: a execução.

domingo, agosto 04, 2013

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Pamukkale - Os fenómenos naturais da Turquia II




Se Capadócia é um campo de “chaminés de fadas”, Pamukkale é um “castelo de algodão”. A sua colina de 200 metros e os depósitos calcários que dela brotam, de diferentes tamanhos e feitios e com água à temperatura mais agradável que possa imaginar, são de um branco imaculadíssimo. Mas o verdadeiro espectáculo sucede quando a luz solar os dota de mil e uma cores, tornando a paisagem (ainda mais) digna de um postal.
Pamukkale é Património da Humanidade da UNESCO desde o ano de 1988, mas a sua história é bem mais antiga do que isso. O poder terapêutico das águas da região (a antiga Hierápolis) era um dado adquirido já no tempo dos romanos, que ali se deslocavam com o objectivo de curar as suas maleitas. Hoje em dia, porém, é meramente por recreação que os turistas acedem àqueles depósitos, que servem como autênticas piscinas naturais.
Todo este esplendor tem, evidentemente, uma explicação. Resulta de uma fractura tectónica de onde surgem nascentes termais, com água a chegar aos 35°C e extremamente rica em cálcio. Esta água, ao acumular-se na colina e arrefecer, dá origem aos penhascos encantadores e de formatos imprevisíveis que por todo lado se vêem, a cascatas e a estalactites de um branco luminoso.
São seis quilómetros de pura beleza ao longo das cidades de Pamukkale e Karahayit. Quem é que visita a Turquia e passa ao lado desta maravilha?

sexta-feira, agosto 02, 2013

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Capadócia - Os fenómenos naturais da Turquia I

 
Demasiado belas e elaboradas para serem uma obra fortuita da natureza, as formações rochosas de Capadócia, no coração da Turquia, foram objecto de histórias e lendas durante anos a fio. Não é por acaso que são chamadas de “chaminés de fadas”, mas sim devido às lendas mais antigas, que as imaginavam como havendo sido desenhadas por varinhas de condão. Muito se conjecturou e conjectura, mas o certo é que esta região árida e despovoada mereceu o título de Património da Humanidade da UNESCO em 1985 e é uma das mais atractivas em todo o território turco.

quinta-feira, agosto 01, 2013

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Catedral de Alexandre Nevsky, Tallinn, Estónia


Estrategicamente situada, no topo da colina de Toompea, a Catedral de Alexandre Nevsky e as suas cinco cúpulas bulbosas de tom carregado parecem ser visíveis de qualquer ponto da cidade de Tallinn, na Estónia. Foi por ter um design tão pouco usual e por ser um símbolo do domínio russo, do qual os estonianos procuravam a todo o custo libertar-se, que a destruição da catedral foi muitas vezes exigida. Em vão, felizmente.

Em finais do século XIX, uma época em que a Estónia se rebelava mais e mais intensamente em relação ao governo czarista, decidiu-se enviar um arquitecto de S. Petersburgo para Tallinn, com o objectivo de construir uma catedral que daí em diante se identificasse com o império. Mikhail Preobrazhensky criaria então a catedral ortodoxa mais imponente de toda a capital, fazendo para isso uso dos milhares que chegavam de toda a parte em forma de donativos.
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