quarta-feira, julho 17, 2013

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Parque Vigeland, Oslo, Noruega

“I was a sculptor before I was born. I was driven and lashed onward by powerful forces outside myself. There was no other path, and no matter how hard I might have tried to find one, I would have been forced back again.”

Gustav Vigeland

Para além dos habituais lagos e jardins, o Parque Frogner, no coração de Oslo, tem a importante peculiaridade de estar povoado por mais de duzentas esculturas em bronze, em granito e em aço, que o diferencia de qualquer outro parque europeu. Mas há uma característica que o torna único em todo o mundo: ser o maior parque de esculturas alguma vez concretizado por um “artista a solo”, com 32 hectares.

Gustav Vigeland (1869-1943) é considerado o mais influente escultor norueguês do século XX e dedicou os últimos vinte anos da sua vida às criações hoje expostas no Parque Frogner (também conhecido como Parque Vigeland). Em 1921, o artista firmou um contrato com a cidade de Oslo em que se comprometia a ceder todos os seus trabalhos, realizados e por realizar, ao município. Em troca, este deveria disponibilizar-lhe um edifício que servisse de casa e de estúdio e que se transformasse num museu das suas obras quando morresse. E assim foi.

Em 1924, Vigeland mudava-se com a sua esposa Ingerid para um edifício com vista privilegiada sobre o Parque Frogner. E, ao que tudo indica, isso bastava-lhe. O trabalho preenchia os dias do artista, que, até à sua morte em 1943, viveu quase confinado àquele estúdio, saindo apenas para o essencial. A casa é desde 1947 o Museu Vigeland e alberga praticamente toda a sua produção, incluindo os moldes em gesso das 212 esculturas do jardim, centenas de xilogravuras, milhares de desenhos e a extensa colecção de livros e fotografias do artista.

O que somos e para onde vamos?

Por todo o parque, esculturas executando as mais diversas acções quotidianas almejam expressar a essência da vida do homem, do berço à sepultura, com tudo o que dela faz parte: a felicidade e a tristeza, a juventude e a velhice, a esperança de um mundo melhor. De intenso realismo, estas obras de arte sucedem-se e culminam, no ponto mais alto do parque, no seu ex-líbris. Trata-se do Monólito, uma imponente coluna com 14 metros de altura e 121 figuras humanas, elaborada a partir de um único bloco de granito. Foram precisos três artesãos e 14 anos para esculpir todas as figuras da coluna, que ficou pronta apenas no ano do falecimento de Vigeland.
Outras atracções do parque são a Fonte, a Ponte, a Roda da Vida e Sinnataggen, o bebé furioso que bate o pé no chão, mas que provoca o efeito exactamente contrário naqueles que se deparam com a estátua: o (sor)riso. O Parque Vigeland já conquistou os turistas e tornou-se um dos locais mais visitados de sempre em toda a Noruega, recebendo anualmente um milhão de pessoas. Mas os habitantes de Oslo também vêem nele o sítio ideal para passar as tardes de Verão, a passear, em jogos ou picnics, ou num dos muitos concertos que ali se organizam.

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