sábado, julho 27, 2013

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O reino perdido de Hampi, Índia

A imagem mais difundida é a do coche em pedra, liderado por dois elefantes que se debatem por fazê-lo avançar e cujas rodas são tão realistas que parecem efectivamente girar. Mas Hampi não é só isso. São 20 km2 cobertos de histórias de vitórias e derrotas, de grandiosos palácios, templos e santuários e de muitas outras lembranças de uma época em que a dinastia Vijayanagara fez esta cidade prosperar a todos os níveis. Outrora, uma das mais belas cidades imperiais; hoje, uma das ruínas mais fascinantes do mundo.
Enquanto cidade real, Hampi existiu, nas margens do rio Tungabhadra em Bellary, no estado de Karnataka, entre os anos de 1336 e 1565. Mais de dois séculos e três gerações de muito poderosos soberanos fizeram dela uma cidade rica do ponto de vista económico e extremamente valiosa do ponto de vista arquitectónico. Servindo desde a religião à defesa, as construções eram imensas e incluíam fortificações sólidas, que não chegaram, no entanto, para evitar o saque de Hampi pelos sultões de Deccan em 1565. A cidade seria entretanto abandonada.
Já quando era uma zona em florescimento, Hampi atraía viajantes das mais diversas origens, que ficavam assoberbados com a magnitude dos seus templos e das suas residências imperiais. Entre eles contam-se o árabe Abdul Razaak, o italiano Niccolò dei Conti e o português Domingo Pais. Actualmente, ainda que não passe de uma extensa ruína, ela é reconhecida como Património da Humanidade pela UNESCO e desperta a curiosidade de arquitectos e historiadores, que viajam até lá com o intuito de a investigar e compreender melhor.
Templo de Hazara Rama
A ruína de Hampi está dividida num Centro Real e num Centro Sagrado. O primeiro tem como estrutura central o fabuloso Templo de Hazara Rama, que data de 1520 e é normalmente visto como uma obra-prima da arquitectura indiana. Já a construção mais imponente e importante do Centro Sagrado é o Templo de Virupaksha, celebração do casamento entre Xiva e Pampa, deusa do rio Tungabhadra. Mas, aqui e ali, também aparecem obras com fins bem mais práticos, tais como os Estábulos dos Elefantes (que, apesar de servirem “apenas” para guardar os elefantes reais, possuem subtilezas arquitectónicas muitíssimo interessantes) e a Balança do Rei, onde este era pesado juntamente com ouro e cereais a serem oferecidos aos pobres.

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