segunda-feira, julho 15, 2013

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O Museu Guggenheim de Bilbao, Espanha

Quando visitamos um museu, esperamos inevitavelmente encontrar obras de arte; a admiração instala-se, porém, quando ele é uma em si mesmo. No lugar onde outrora existia um velho cais, ergue-se hoje um dos monumentos mais vanguardistas do século XX, o Museu Guggenheim de Bilbao, um de quatro espalhados pelo mundo. O crédito é de Frank Gehry, arquitecto americano que, como é seu costume, usou e abusou de formas e materiais pouco explorados.

Constituído por blocos de diferentes formas e tamanhos, aparentemente amontoados, o Museu Guggenheim de Bilbao assemelha-se muito a um navio ancorado no rio Nervión. Quem circula à volta do edifício fica fascinado com as suas radicais mudanças de aparência, não só em termos de formato, mas também em termos de cor, uma vez que milhares de camadas de titânio vêem a sua tonalidade alterada ao serem expostas a intensidades de luz distintas. E, em cada esquina, surgem obras de artistas contemporâneos como Louise Bourgeois, Eduardo Chillida, Yves Klein e Fujiko Nakaya, das quais se destaca o enorme Puppy florido de Jeff Koons, mesmo à entrada.

No interior do museu, o que prende de imediato as atenções é o átrio, uma ampla divisão onde a luz entra sem pedir permissão, por paredes envidraçadas e uma gigantesca clarabóia em forma de flor, que é também – imagine-se a altura! – a coroa do edifício. O átrio é o centro em torno do qual tudo gira. Por intermédio de escadarias, elevadores feitos de vidro ou de titânio e passagens curvilíneas, é possível aceder às dezenas de galerias que compõem o museu e ficar a conhecer as tendências mais avant-garde da arte europeia e americana do século XX. Estilos como a pop art, a arte conceptual, o cubismo, o surrealismo, o expressionismo e o minimalismo juntam-se para formar uma colecção invejável.

O Museu Guggenheim de Bilbao foi fundado em Outubro de 1997, transformando uma margem degradada do rio Nervión num magnífico complexo dedicado à cultura e ao lazer. O seu design insólito, que fica gravado em qualquer memória, tornou-se o grande símbolo de Bilbao e valeu a Frank Gehry o reconhecimento internacional que hoje detém.

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