domingo, julho 28, 2013

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Parlamento de Budapeste, Hungria

Se alguma vez pegou num guia de Budapeste ou até mesmo da Hungria, há-de ter reparado: na capa, é raríssimo não aparecer o Parlamento. E tal não deixa de ter razão de ser. Com os seus 268 metros de comprimento e as suas 691 salas, este é o maior monumento do país e o terceiro maior parlamento do mundo. E a sua incrível beleza, perceptível do seu interior, à sua entrada ou de qualquer ponto do Danúbio, tornou-o, nos seus pouco mais de cem anos de existência, o grande símbolo da capital húngara.

sábado, julho 27, 2013

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Fin Garden, Kashan, Irão: o Paraíso manchado de sangue


O Bagh-e Tarikhi-ye Fin Garden (ou, abreviadamente, Fin Garden), numa pequena aldeia nove quilómetros a sudoeste de Kashan, no Irão, poderia perfeitamente ser conhecido por qualidades: a grandeza dos seus pavilhões, a beleza colorida das suas árvores e dos seus canteiros de flores, a frescura da sua água, que, por toda a parte, corre em canais cobertos com azulejos azuis e origina inesperadas fontes. Mas não. Embora espelhe a versão persa do paraíso, este jardim ganhou fama, em vez disso, pelos motivos mais atrozes…
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O reino perdido de Hampi, Índia

A imagem mais difundida é a do coche em pedra, liderado por dois elefantes que se debatem por fazê-lo avançar e cujas rodas são tão realistas que parecem efectivamente girar. Mas Hampi não é só isso. São 20 km2 cobertos de histórias de vitórias e derrotas, de grandiosos palácios, templos e santuários e de muitas outras lembranças de uma época em que a dinastia Vijayanagara fez esta cidade prosperar a todos os níveis. Outrora, uma das mais belas cidades imperiais; hoje, uma das ruínas mais fascinantes do mundo.

quinta-feira, julho 25, 2013

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Monumento a Sibelius, Helsínquia, Finlândia

Bem no centro do Parque Sibelius, que liga Mannerheimintie ao mar, há um monumento que faz ressoar o canto dos pássaros na Primavera e o som dos trovões no Inverno. Trata-se de uma montagem de quase 600 tubos de aço que se assemelham a um órgão, uma homenagem de Eila Hiltunen a Jean Sibelius, compositor finlandês que, por mais irónico que pareça, nunca compôs música para esse instrumento.

O monumento foi fruto de um concurso lançado pela Sociedade Sibelius, fundada logo após a morte do compositor, em 1957. Eila Hiltunen sagrou-se vencedora com esta peça, mas não sem ser alvo de muitíssimas críticas e tema de debate público durante anos.

domingo, julho 21, 2013

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Teatro Chinês (The Chinese), Los Angeles, EUA

“To visit Los Angeles and not see the Chinese is like visiting China and not seeing the Great Wall.”
- Autor desconhecido


À entrada do majestoso pagode, dois heaven dogs chineses e um dragão com 10 metros de altura parecem guardar um enorme tesouro. E guardam, de facto. Lá dentro, uma valiosa colecção de artefactos chineses importados directamente da origem (com autorização do governo americano) é o principal elemento de uma decoração em que o detalhe é rei. Não obstante, é raríssimo um turista passar da porta. Alguém consegue adivinhar porquê?

quinta-feira, julho 18, 2013

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As Casas de Gaudí II - Casa Milà ou La Pedrera


Se Barcelona é a capital da Art Nouveau, recordista mundial em edifícios do estilo, a Casa Milà é deles o mais conhecido e bem conseguido. À primeira vista, o seu exterior é quase rude, fazendo mais lembrar uma “pedrera” do que uma obra-prima da arquitectura. Mas a verdade é que este edifício esconde milhões de subtilezas que o tornam único, fascinante a absolutamente inovador, mesmo um século depois de ter sido construído.

quarta-feira, julho 17, 2013

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Parque Vigeland, Oslo, Noruega

“I was a sculptor before I was born. I was driven and lashed onward by powerful forces outside myself. There was no other path, and no matter how hard I might have tried to find one, I would have been forced back again.”

Gustav Vigeland

Para além dos habituais lagos e jardins, o Parque Frogner, no coração de Oslo, tem a importante peculiaridade de estar povoado por mais de duzentas esculturas em bronze, em granito e em aço, que o diferencia de qualquer outro parque europeu. Mas há uma característica que o torna único em todo o mundo: ser o maior parque de esculturas alguma vez concretizado por um “artista a solo”, com 32 hectares.

segunda-feira, julho 15, 2013

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O Museu Guggenheim de Bilbao, Espanha

Quando visitamos um museu, esperamos inevitavelmente encontrar obras de arte; a admiração instala-se, porém, quando ele é uma em si mesmo. No lugar onde outrora existia um velho cais, ergue-se hoje um dos monumentos mais vanguardistas do século XX, o Museu Guggenheim de Bilbao, um de quatro espalhados pelo mundo. O crédito é de Frank Gehry, arquitecto americano que, como é seu costume, usou e abusou de formas e materiais pouco explorados.

Constituído por blocos de diferentes formas e tamanhos, aparentemente amontoados, o Museu Guggenheim de Bilbao assemelha-se muito a um navio ancorado no rio Nervión. Quem circula à volta do edifício fica fascinado com as suas radicais mudanças de aparência, não só em termos de formato, mas também em termos de cor, uma vez que milhares de camadas de titânio vêem a sua tonalidade alterada ao serem expostas a intensidades de luz distintas. E, em cada esquina, surgem obras de artistas contemporâneos como Louise Bourgeois, Eduardo Chillida, Yves Klein e Fujiko Nakaya, das quais se destaca o enorme Puppy florido de Jeff Koons, mesmo à entrada.

No interior do museu, o que prende de imediato as atenções é o átrio, uma ampla divisão onde a luz entra sem pedir permissão, por paredes envidraçadas e uma gigantesca clarabóia em forma de flor, que é também – imagine-se a altura! – a coroa do edifício. O átrio é o centro em torno do qual tudo gira. Por intermédio de escadarias, elevadores feitos de vidro ou de titânio e passagens curvilíneas, é possível aceder às dezenas de galerias que compõem o museu e ficar a conhecer as tendências mais avant-garde da arte europeia e americana do século XX. Estilos como a pop art, a arte conceptual, o cubismo, o surrealismo, o expressionismo e o minimalismo juntam-se para formar uma colecção invejável.

O Museu Guggenheim de Bilbao foi fundado em Outubro de 1997, transformando uma margem degradada do rio Nervión num magnífico complexo dedicado à cultura e ao lazer. O seu design insólito, que fica gravado em qualquer memória, tornou-se o grande símbolo de Bilbao e valeu a Frank Gehry o reconhecimento internacional que hoje detém.
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Forte de Tiracol, Goa, Índia

O forte foi construído no século XVII por ordem do marajá Khem Sawunt Bhonsle, então rajá de Sawantwadi (Sawunt Warree) da dinastia dos Bounsoló (Bhonsle ou Bhonsla), para defender a entrada do rio Terekhol. Embora não se conheçam vestígios ou evidências documentais, é possível que no local já existisse uma estrutura defensiva, dada a sua importância estratégica no controlo e taxação das embarcações que demandavam o rio.

A fortaleza foi capturada por forças portuguesas comandadas pelo 44.º vice-rei do Estado Português da Índia, D. Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos, marquês de Castelo Novo, em 23 de Novembro de 1746, que fez erguer em seu interior uma capela dedicada à Santíssima Trindade.

Nesse mesmo ano D. Pedro Miguel de Almeida, que em 1764 mandou reparar e ampliar a estrutura existente, transformando-a num dos mais importantes pontos fortes de controlo costeiro da colónia portuguesa de Goa, marcando o extremo norte da expansão portuguesa ao longo da costa, 42 km a norte de Pangim. A fortaleza passou a controlar um pequeno enclave, com apenas cerca de 3 km² na margem direita do rio Arondem, importante na definição da fronteira entre a possessão portuguesa e as terras governadas pela dinastia hindu Bhonsle a norte e leste.
Embora relativamente pequeno, instalada numa colina costeira, com ampla vista sobre o Mar Arábico, o forte de Tiracol transformou-se numa estrutura imponente, com um pano de muralhas massivo, coroado por torreões e guaritas.

domingo, julho 14, 2013

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Casemates de Pétrusse e Bock, Luxemburgo: a cidade-fortaleza que era o “Gibraltar do Norte”


Os 23 quilómetros de galerias subterrâneas sombrias e intrigantes que existem no Luxemburgo, antigas fortificações, são a melhor lembrança de um tempo em que esta cidade era cobiçada por todas as potências europeias. Este sistema de defesa, concebido e sucessivamente ampliado pelos mais conceituados engenheiros do continente ao longo de nove séculos, é o maior do mundo no seu género e entrou para a lista de Património da Humanidade da UNESCO em 1994.
Divididas em essencialmente dois grupos, as Casemates de Pétrusse e as Casemates du Bock, as galerias chegam a atingir, em certos locais, 40 metros de profundidade e são uma das maiores atracções do Luxemburgo, recebendo anualmente mais de 100 mil visitantes. Em funcionamento até 1867, a fortaleza foi tão bem conseguida que passou pelas mãos das mais variadas nações, que por ela lutavam entre si, ficando conhecida, no seu tempo, como “Gibraltar do Norte”.

Existentes desde a época medieval, as Casemates de Pétrusse foram alvo da primeira renovação no século XVII, mais precisamente em 1644, por iniciativa dos espanhóis. Mas estes quase nem tiveram oportunidade de colher os frutos do seu trabalho, porque quarenta anos mais tarde, em 1684, elas estavam já na posse dos franceses, que armaram um cerco à cidade. A mando de Luís XIV, o engenheiro militar Vauban empreendeu um alargamento das fortificações nesse mesmo ano. E, finalmente, no século XVIII foi a vez dos austríacos. Estes foram responsáveis por um dos pontos mais famosos destas Casemates, a Escada Austríaca, com 132 degraus.

segunda-feira, julho 08, 2013

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Petra, Jordânia

“Match me such a marvel save in Eastern clime, a rose-red city half as old as time.”
- Dean Burgon, viajante e poeta vitoriano

Todos já ouvimos falar de Petra e da sua monumentalidade, uma das sete novas maravilhas do mundo, que durante tantos séculos se julgou perdida ou até uma invenção. Mas, se acreditarmos nas palavras de Lawrence da Arábia, ninguém pode afirmar conhecê-la verdadeiramente sem a presenciar. Será?

A verdade é que quem a conhece dos livros ou dos documentários pensará sempre nela como a “cidade rosa”, mas Petra está longe de ser monocromática. Aliás, esse nem sequer era o seu nome original. Quando ali chegaram, há mais de 2200 anos, e começaram a escavar a imensa fortaleza, os nabateus decidiram baptizá-la como Requem. Em semítico, o termo “requem” refere-se a uma tela com uma vasta gama de cores e, neste caso, pretendia-se que fosse uma alusão aos nove tons diferentes que o arenito extraído em Petra consegue apresentar.

domingo, julho 07, 2013

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Place du Tertre, Paris, França: o berço das obras-primas da arte moderna

“An artist has no home in Europe except in Paris.”

Place du Tertre, Paris
Quem acaba de visitar a Basílica do Sacré-Coeur, no conhecido bairro parisiense de Montmartre, dá meia dúzia de passos e entra “em casa” dos artistas. Trata-se da Place du Tertre, onde todos os dias há uma enorme concentração de cavaletes, um por metro quadrado, e talentosos artistas em ascensão (e outros que nem tanto) se oferecem para pintar o retrato dos turistas.

sábado, julho 06, 2013

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Mr. Darcy de "Orgulho e Preconceito" é uma atração em Hyde Park

Uma estátua inspirada no personagem Mr.Darcy, da série "Orgulho e Preconceito" (interpretado pelo actor Colin Firth) é mais uma atração num lago de Hyde Park, em Londres. A imagem, baseada na versão para a TV do livro de Jane Austen, tem mais de três metros de altura, é feita de fibra de vidro e passará por vários locais até ser instalada no Lyme Park, onde vai ficar até fevereiro próximo.

sexta-feira, julho 05, 2013

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Dondurma, o sorvete turco que é uma atração turística

Nem só de palácios, haréns ou mesquitas é feita uma viagem à Turquia. Mesmo que não goste muito de sorvetes, comer um sorvete nas ruas do país é uma atração turística e tanto. Não é à toa que os quiosques de “dondurma”, como são chamados por ali, estão sempre rodeados de gente pronta para tirar fotografias ou gravar um vídeo.

quinta-feira, julho 04, 2013

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Castelo de Bran, Roménia: o Drácula não é (só) fruto da imaginação de Stoker




Entre a Transilvânia e a Valáquia, o vale encimado pelo Castelo de Bran é tão estreito quanto os seus corredores, passagens subterrâneas e secretas. Este seria o esconderijo ideal de um vampiro, capaz de se esquivar pelos labirintos do castelo sem jamais ser descoberto. Há quem acredite que era. Mas mesmo os mais cépticos em relação ao Drácula não desmentem que por detrás daquelas paredes se escondia um monstro…

quarta-feira, julho 03, 2013

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Swarovski Crystal Worlds, Wattens, Áustria


Já alguma vez imaginou como seria estar no interior de um cristal? É a sensação proporcionada pela Cúpula de Cristal, uma câmara revestida com 590 espelhos que produzem um hipnotizante espectáculo de luz e de cor, ao som da música de Brian Eno. E esta é apenas uma das muitíssimas atracções de Swarovski Crystal Worlds, um complexo dedicado à arte e aos cristais que, em 18 anos, se tornou o segundo museu mais visitado de toda a Áustria.

terça-feira, julho 02, 2013

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O Teatro Negro de Praga, República Checa

Se vai a Praga à procura de programas fora do comum e do que caracteriza mais profundamente a cidade, então não pode deixar de assistir a um espectáculo de Teatro Negro. Seja na companhia do seu criador, Jiří Srnec, ou noutra qualquer, um drama ou a nova versão de um conto infantil, acredite: vai ser diferente de tudo o que já viu até hoje.

No Teatro Negro de Praga, os actores contracenam com objectos luminosos e irrequietos, corpos fluorescentes e outras personagens voadoras. Como é que isso é possível? Muito simples. Ao lado dos artistas, num cenário completamente negro, estão pessoas também elas vestidas de preto que manuseiam, agitam, arremessam esses objectos sem nunca se deixarem ser vistas.

segunda-feira, julho 01, 2013

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Torre de Londres, Inglaterra: Seis curiosidades


A construção da Torre de Londres começou em 1066, quando Guilherme I mandou erguer um castelo temporário. Hoje, mais de 900 anos depois, muitas histórias e segredos se escondem atrás das paredes da gigantesca fortaleza. Teste agora os seus conhecimentos acerca deste museu, que guarda as inimaginavelmente valiosas jóias da coroa britânica e se tornou, com o tempo, um dos monumentos mais famosos em todo o mundo.

Sabia que…


1 - Os prisioneiros da Torre de Londres eram separados segundo a sua condição social, dispondo uns de habitações extremamente cómodas e ocupando outros celas de condições desumanas?
Um dos reclusos que tiveram direito a tratamento especial foi Walter Raleigh, feito prisioneiro na Torre Sangrenta durante 13 anos. A câmara inferior, que lhe servia como estúdio, continha uma lareira e uma ampla janela e estava decorada com muito bom gosto. A própria torre sofreu uma ampliação em 1603 para ir mais de encontro às necessidades de Sir Raleigh e sua família.

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