domingo, maio 05, 2013

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Templo de Akshardham, Nova Deli, Índia: a oitava maravilha do mundo

Quando visitar Akshardham, em Nova Deli, não se deixe enganar pelo seu aspecto ancestral. Na verdade, o templo ainda não fez sequer uma década, tendo sido inaugurado a 6 de Novembro de 2005, e quem vê a minuciosidade da sua construção dificilmente acredita que ela durou apenas cinco anos. Um milagre que se ficou a dever à boa vontade e trabalho árduo de 11.000 artesãos e voluntários da organização não-governamental BAPS Swaminarayan Sanstha.
O homem que esteve por detrás do projecto foi o guru máximo da BAPS, HDH Pramukh Swami Maharaj. Decidido a realizar o sonho do seu antecessor, Brahmaswarup Yogiji Maharaj, que em 1968 vaticinou a edificação de um templo hindu nas margens do rio Yamuna, o guru acabou por conseguir reunir num só lugar 10.000 anos de história e cultura indianas.
Em 17 de Dezembro de 2007, Akshardham entrou para a lista de recordes do Guinness como o maior templo hindu do mundo. Mas não é fácil definir o que é mais impressionante: se os seus 43 metros de altura por 109 de comprimento ou o pormenor e a perfeição com que cada cúpula, cada torre shikhar, cada pilar foram talhados. Mais de 20.000 esculturas de figuras e divindades típicas do hinduísmo, os chamados murtis, decoram este portento arquitectónico, assente numa base em pedra de onde brotam 148 elefantes e baptizada como Gajendra Pith.
O aço não entrou na construção deste templo, totalmente composto por arenito rosa e mármore branco. Cada um destes materiais assume um significado diferente: enquanto o arenito se refere ao bhakti, que, no hinduísmo, é partilha, aceitação de uma oferenda de outrem, o mármore é um reflexo da máxima pureza e da paz duradoura.
Um templo que “prende” o dia inteiro

Não só da sua majestosa arquitectura vive Akshardham e, atrás da sua fachada, escondem-se um sem número de curiosidades sobre a cultura indiana. No Hall dos Valores, presta-se um tributo a Bhagwan Swaminarayan e aos valores que regeram a sua vida: em 15 dioramas tridimensionais, repletos de efeitos de luz e som, é expressa uma mensagem de dedicação ao trabalho, à família e à religião, de não-violência, moralidade e compromisso com um estilo de vida saudável. Numa outra sala, mais similar a um teatro, é possível observar, num ecrã gigante, a épica peregrinação de uma criança de 11 anos pela Índia do século XVIII, atravessada de norte a sul. 

No exterior do templo existe uma fonte que, de noite, ganha vida, enche-se de cor e entoa melodias descritivas do ciclo de nascimento, vida e morte segundo a crença hindu – é a Fonte Musical. Finalmente, um jardim a perder de vista, com incríveis estátuas em bronze de figuras que vêm preenchendo o imaginário hindu, faz as delícias dos visitantes.

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