terça-feira, maio 07, 2013

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Raj Ghat, Deli, Índia: a “chama eterna” que é Gandhi

Uma plataforma em mármore preto, a seu lado uma urna diáfana com uma chama que arde sem cessar e, ocasionalmente, arranjos florais. Nada mais. Talvez fosse de esperar um monumento mais vistoso para homenagear aquele que é considerado o Pai da Índia, mas tal não reflectiria, decididamente, a simplicidade e o desapego a todo o tipo de bens materiais com que Mahatma Gandhi levou a sua vida.

O Raj Ghat tem igualmente uma curiosa inscrição, “He Ram”. Traduzidas à letra, estas palavras significam “O, God” e são supostamente as últimas que Gandhi proferiu durante o seu assassínio. O crime ocorreu no dia 30 de Janeiro de 1948 e o líder foi cremado um dia depois, neste preciso lugar. Um dos museus em frente ao monumento guarda, aliás, a roupa que trazia vestida nesse dia, ainda ensanguentada, e uma das balas que o mataram.
Criação original do arquitecto Vanu G. Bhuta, o Raj Ghat viu a sua aparência ser alterada várias vezes ao longo dos anos. Algumas dessas transformações foram levadas a cabo sob a supervisão de Jawaharlal Nehru, o primeiro-ministro da Índia logo a seguir à independência, que acabaria por ser também recordado ali. O Raj Ghat está localizado nas margens do rio Yamuna, em Deli, e o seu nome, traduzido, é algo como “margem real”. Ao lado do de Gandhi estão, pois, outros monumentos dedicados a primeiros-ministros da Índia, inclusivamente a Indira Gandhi.
Os aniversários do nascimento e da morte de Gandhi são naturalmente assinalados com sessões de oração junto ao Raj Ghat. Mas a sexta-feira, o dia do seu assassinato, nunca passa em branco. Ora com rezas de todas as religiões, ora com programas rotativos, é prestado tributo ao pacifista que libertou a Índia do domínio inglês.

Veja de perto o Raj Ghat sem ter de se descalçar... AQUI.

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