sexta-feira, maio 17, 2013

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Baku, Azerbaijão: uma pérola por descobrir

O Azerbaijão e a sua capital, Baku, parecem ter surgido no mapa apenas depois de Ell e Nikki terem ganho o Festival Eurovisão da Canção, em 2011, mas, na verdade, a história e a cultura destes locais são muito mais antigas do que isso e repletas de altos e baixos.

Os primeiros registos escritos da cidade Baku datam dos séculos V-VIII d.C. e, desde então, a sua personalidade vem sendo influenciada por uma diversidade de civilizações, desde os zoroastras e os islâmicos aos turcos e safávidas. Como capital da República Socialista Soviética do Azerbaijão, entre 1920 e 1990, Baku acabaria por ser moldada também pelo domínio e pelos preceitos russos. Mas foi principalmente na segunda metade do século XIX, em concreto a partir de 1846 – altura em que foi lá escavado o primeiro poço de petróleo – que a cidade atingiu a maior importância. Efectivamente, muitos homens enriqueceram à custa da abundância deste recurso.

Arquitectura reconhecida pela UNESCO

Mas o Azerbaijão também é rico em cultura, alguma dela com um milénio de existência. Além de ter criado cativantes músicas e danças tradicionais (das quais poderá ver aqui uma amostra), uma extensa literatura e um cinema invejável, o país revelou-se mestre na arquitectura. A parte velha da cidade de Baku, muralhada, está aliás incluída na lista de Património da Humanidade da UNESCO desde 2000. É constituída por cerca de 50 monumentos de grande valor histórico, entre os quais o Palácio de Shirvanshahs e a Torre da Donzela, obra-prima do período medieval, assim chamada por se acreditar que de lá saltou uma senhora da realeza para a sua morte.
Fora deste complexo e mais actual, Martyr Hill é outro monumento que prende o olhar de todos os passantes. É dedicado às mais de cem pessoas que, em 1990, sucumbiram na guerra contra o Exército Vermelho e encerra uma chama eterna em sua honra. Igualmente impressionante é a Filarmónica de Baku, pela sua elegância, sumptuosidade e, claro, gloriosos concertos.

A designação Baku deriva de Bad-e Kube, que, em persa, significa “cidade fustigada pelo vento”. Umas vezes mais forte, outras mais fraco, o vento é de facto uma constante e quase a imagem de marca de Baku. Mal tal não deixa de ser uma vantagem, visto que, de outra maneira, os Verões seriam insuportavelmente quentes. Visite a cidade entre os meses de Abril e Outubro e verá que, com a aragem que se faz agradavelmente sentir, esta é a altura ideal para a conhecer e desfrutar ao máximo de um passeio de barco pela grande atracção do Cáucaso, o Mar Cáspio.

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