sexta-feira, maio 31, 2013

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Minas de sal de Wieliczka, Polónia


A cerca de dez quilómetros do centro de Cracóvia, no sul da Polónia, esconde-se uma autêntica cidade subterrânea, com restaurantes, hotéis pouco convencionais e até um sanatório. Mas uma cidade com uma peculiaridade: lá, é praticamente tudo feito de sal. Trata-se das minas de sal de Wieliczka, uma maravilha da natureza que o homem se dedicou a aperfeiçoar e equipar durante mais de sete séculos.

sábado, maio 25, 2013

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Parque Lazienki, uma lufada de ar fresco em Varsóvia, Polónia

Em meados do século XVII, o magnata Stanislaw Lubomirski incumbiu Tylman van Gameren de transformar uma floresta que crescia selvagem em pleno centro de Varsóvia no grande pulmão da cidade. O resultado foi o parque Lazienki. Os seus 76 hectares fazem dele o maior da capital polaca. A sua magnífica arquitectura, que se esconde em cada recanto dos jardins e sobreviveu a duas guerras mundiais, faz dele um dos mais belos e apreciados de toda a Europa.

sexta-feira, maio 24, 2013

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Louis Vuitton e literatura de viagem: um duo improvável?


Se uma fotografia vale mais que mil palavras, imagine uma ilustração. Há momentos tão fugazes que escapam à máquina fotográfica e aos quais só é possível outorgar um significado recorrendo ao nosso próprio traço. Aí, ajustam-se lugares, pessoas e emoções, e o resultado é a expressão de uma visão absolutamente singular do mundo que nos rodeia.

A conhecida marca francesa Louis Vuitton deu a quatro artistas a oportunidade de (re)visitar os seus locais de eleição e de transmitir ao público a interpretação que fazem destes. Foi assim que nasceu a nova colecção (e até mesmo novo conceito) de livros de viagem ilustrados, com as dicas e os roteiros dos guias convencionais, mas com a vantagem de conterem mais de 100 ilustrações exclusivas que revelam um olhar mais pessoal, genuíno e informal sobre um destino. Londres, Paris, Nova Iorque e Ilha de Páscoa foram, para já, os seleccionados.

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Jama Masjid, velha Deli, Índia: do realizador de Taj Mahal

 
Do lado oposto ao Red Fort, bem no coração da velha Deli, ergue-se a maior mesquita da Índia. Jama Masjid é mais uma das maravilhas que Shah Jahan – também responsável pelo Red Fort e pelo próprio Taj Mahal – mandou construir para dotar a antiga cidade de Shahjahanabad de uma aparência que se coadunasse com o seu estatuto de capital do império mongol.

domingo, maio 19, 2013

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Kosice, Eslováquia: Capital Europeia da Cultura 2013

 
Dizem que o valor dos grandes artistas, seja na área da pintura, da literatura ou até do cinema, só é devidamente reconhecido depois da sua morte. E com Sándor Márai, escritor natural da cidade de Kassa (actualmente Kosice, Eslováquia), não foi diferente. Viveu entre 1900 e 1989, mas foi necessário vir o novo século para a obra do autor ser conhecida e homenageada na sua cidade-natal. “O Último Encontro” é um conjunto de recitais sobre Márai e um dos 134 eventos culturais que marcarão a Capital Europeia da Cultura season em Kosice.

Também John Malkovich visitará a cidade eslovaca para interpretar o papel de um serial killer duplamente condenado. É em Setembro que o actor abandona o grande ecrã para subir ao palco do Teatro Nacional de Kosice, partilhado com uma orquestra que dará vida a sucessos de figuras incontornáveis da música clássica, como é o caso de Mozart ou Vivaldi. “The Infernal Comedy: Confessions of a Serial Killer” é o nome da peça.

A música clássica estará igualmente em força no concerto da Orquestra Sinfónica Metropolitana de Tóquio, um dos eventos – se não mesmo “o” evento – mais aguardados de toda a temporada. Está agendado já para a próxima semana, dia 26 de Maio.

sábado, maio 18, 2013

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Festa da Flor de Redondo, Portugal

 
« Os registos escritos mais antigos que dão conta da ornamentação das festas organizadas pelos populares redondenses, remontam a 1838. Há todavia, na tradição oral, relatos passados de geração em geração, que sustentam a feitura de alguns enfeites de papel por moradores, como complemento ornamental às festas de Agosto, consagradas inicialmente à N. Sra. de Ao Pé da Cruz.

Durante décadas, os adornos de papel terão acompanhado as festividades, resultando mais da espontaneidade do que de uma norma instituída socialmente. Por conseguinte, essas práticas evoluíram para a afirmação enquanto elementos culturais cuja presença nas festas é incontornável, já desde esses tempos.
Assim, esse hábito foi criando raízes, pese embora a infelicidade de ter sido relegado na década de 40 do século passado, na sequência da introdução definitiva da luz eléctrica e da deslumbrante iluminação das ruas, com a qual era difícil competir. Hão-de passar décadas, em que os refulgentes efeitos são o centro das atenções, só superadas pela pirotecnia.

sexta-feira, maio 17, 2013

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Baku, Azerbaijão: uma pérola por descobrir

O Azerbaijão e a sua capital, Baku, parecem ter surgido no mapa apenas depois de Ell e Nikki terem ganho o Festival Eurovisão da Canção, em 2011, mas, na verdade, a história e a cultura destes locais são muito mais antigas do que isso e repletas de altos e baixos.

Os primeiros registos escritos da cidade Baku datam dos séculos V-VIII d.C. e, desde então, a sua personalidade vem sendo influenciada por uma diversidade de civilizações, desde os zoroastras e os islâmicos aos turcos e safávidas. Como capital da República Socialista Soviética do Azerbaijão, entre 1920 e 1990, Baku acabaria por ser moldada também pelo domínio e pelos preceitos russos. Mas foi principalmente na segunda metade do século XIX, em concreto a partir de 1846 – altura em que foi lá escavado o primeiro poço de petróleo – que a cidade atingiu a maior importância. Efectivamente, muitos homens enriqueceram à custa da abundância deste recurso.

quarta-feira, maio 15, 2013

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Red Fort - Velha Deli, Índia

 
Erigido entre 1639 e 1648, o Red Fort guarda aquela que era a 7.ª cidade de Deli no tempo do imperador mongol Shah Jahan, Shahjahanabad. Hoje, já não serve o propósito de a proteger de possíveis invasores, mas permanece um dos monumentos mais adorados de toda a Índia, sendo palco do discurso do primeiro-ministro na celebração anual da independência, a 15 de Agosto.

O Red Fort foi assim baptizado devido à sua construção em arenito vermelho (que só desaparece nos palácios do interior do forte) e tem, com efeito, uma conotação política bastante acentuada. É que foi aqui que, em 1947, se hasteou pela primeira vez a bandeira indiana, como símbolo da recém-alcançada independência.
Mas não é apenas o seu significado que torna o Red Fort um ponto turístico imperdível. A sua distinta arquitectura também lhe tem valido elogios ao longo dos séculos, tendo servido, aliás, de inspiração para edifícios, jardins e outros monumentos que se lhe seguiram, situados em várias cidades indianas. Com uma altura que varia entre os 18 e os 33 metros e uma extensão de 2 km, as paredes do forte escondem um misto de influências persas, hindus e timúridas. Infelizmente, Shah Jahan não chegou a ver a capital do seu império definitivamente transferida de Agra para Shahjahanabad, porquanto a traição de Aurangzeb, seu filho, o afastou do poder. O imperador acabou por ser feito prisioneiro no forte de Agra, mas a sua criação imortalizou-se e foi sempre tida como exemplo do apogeu da arquitectura mongol.

sábado, maio 11, 2013

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Frases sobre viagens #14#

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Os Uros e as ilhas flutuantes do Lago Titicaca, Peru


 
A tradição já não é o que era. Para um povo que julgava que a mistura com os “humanos” tinha sido a sua perdição, que os seus poderes especiais se tinham por isso desvanecido, deve ser hoje em dia inacreditável viver em grande parte do turismo. Falamos dos Uros, uma tribo invulgar que fez e faz uso de hastes de totora, originárias do Lago Titicaca, para construir casas, barcos… e as próprias ilhas onde vivem, que ficam literalmente a flutuar nesse lago do Peru.
Na verdade, quem lá vive não são os Uros – que se extinguiram há quase 50 anos –, mas os seus descendentes, os Uro-Aymaras. E, se formos a admitir, a haste de totora também não é a escolha nem mais resistente nem mais segura do mundo. As ilhas têm de ser continuamente “recicladas”, isto é, reforçadas com novas hastes em cima, visto que, por força da água, a parte inferior fica deteriorada e começa a libertar um odor bem desagradável. Além disso, ao caminhar sobre uma destas ilhas, vai reparar no seu piso frágil e irregular e terá de ter cuidado para não o desfazer e mergulhar um pé no Titicaca. Mas percalços como estes não terão o seu quê de pitoresco?

quinta-feira, maio 09, 2013

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Basílica de Notre-Dame, Montreal - Canadá


Quem já a viu diz que não fica aquém da Notre-Dame parisiense. A Basílica de Notre-Dame em Montreal, Canadá, cresceu de uma modesta capela de madeira na antiga povoação francesa de Ville-Marie (actualmente a parte velha da cidade) para um majestoso complexo que o Papa João Paulo II elevou, em 1982, ao estatuto de basílica menor. Uma honra a que só as igrejas notáveis do ponto de vista arquitectónico e com um papel decisivo na história e na vida religiosa de uma região têm direito.
Embora tenha sido expandida várias vezes desde o século XVII, a Basílica de Notre-Dame obteve o seu aspecto actual entre os anos de 1824 e 1829. O projecto esteve a cargo de James O’Donnell, arquitecto irlandês, protestante, que se inspirou nas tendências inglesas e norte-americanas para dar à basílica um estilo gótico revivalista. O’Donnell ficou tão assoberbado com a sua criação que acabou por se converter ao catolicismo no leito de morte, em 1830, um ano após a inauguração, sendo enterrado na nova cripta da igreja.
Uma das características que retiram a Basílica de Notre-Dame da categoria do vulgar é a forma rectangular tanto da fachada como das torres, elementos perfeitamente fundidos uns nos outros. A fachada ostenta três estátuas: uma da Virgem Maria, uma de São João Baptista e outra de São José, em representação de Montreal, do Québec e do Canadá, respectivamente. Já as torres, às quais o arquitecto John Ostell deu em 1843 os últimos retoques, têm nome próprio. A ocidental chama-se La Persévérance e alberga o maior sino da América do Norte, com 11 toneladas, que só lá foi possível colocar recorrendo a gruas de uma empresa ferroviária. La Tempérance é o nome da oriental, com dez sinos menores.


terça-feira, maio 07, 2013

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Raj Ghat, Deli, Índia: a “chama eterna” que é Gandhi

Uma plataforma em mármore preto, a seu lado uma urna diáfana com uma chama que arde sem cessar e, ocasionalmente, arranjos florais. Nada mais. Talvez fosse de esperar um monumento mais vistoso para homenagear aquele que é considerado o Pai da Índia, mas tal não reflectiria, decididamente, a simplicidade e o desapego a todo o tipo de bens materiais com que Mahatma Gandhi levou a sua vida.

domingo, maio 05, 2013

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Rochedo de Loreley, Alemanha

Foi um desgosto de amor que levou uma bela mulher a atirar-se às águas do rio Reno, há muitos, muitos anos atrás. Do penhasco ela acreditou ver o reflexo do homem que a havia abandonado, um marinheiro, e, esperançada de o reencontrar, Loreley cometeu a loucura.

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Postal de Viagem: Mistério Etrusco - enviado por Leonor Serra

#6# - Postal gentilmente enviado pela viajante Leonor Serra, vencedora do Passatempo "Viagens de Autor com Gonçalo Cadilhe" em Outubro 2012 e que foi contemplada com uma viagem à Etrúria para duas pessoas.


« Envio o texto da viagem a Itália e algumas fotografias tiradas por mim e pela minha mãe, Ana Machado, que me acompanhou na viagem.

Aqui fica a forma como vimos Itália e que muito gostámos. :)

Durante sete dias fiz parte de um grupo de 25 pessoas, incluindo a minha mãe que me acompanhou nesta viagem e o escritor Gonçalo Cadilhe, que se aventurou pela Itália Central em busca de lugares etruscos.

O autocarro da Pinto Lopes levou-nos desde o aeroporto até ao hotel em Roma e, à medida que íamos avançando, consegui ter um cheirinho do que Roma tem para oferecer. Depois de almoço, seguiu-se uma visita ao Museo Nazionale Etrusco di Villa Giulia onde tive o meu primeiro contacto com o mundo etrusco. Achei interessante como a anatomia das estátuas está tão bem definida, os músculos tão bem desenhados, mas as caras fazem quase lembrar-me o desenho de uma criança.
Pitigliano
Após nos despedirmos da guia que nos acompanhou pelo museu, seguiu-se uma emocionante viagem de eléctrico até à Plaza del Popolo: vinto e cinco pessoas a entrarem simultaneamente num pequeno eléctrico, fazer a picagem de todos os bilhetes (que já tinham a fotografia do novo Papa), de repente aparecer o bilhete de alguém que andava desaparecido, a minha mãe a tentar fazer a contagem das pessoas numa tentativa de ajudar o Gonçalo Cadilhe, e sairmos todos na paragem certa com a esperança de que ninguém tivesse ficado no museu.

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Templo de Akshardham, Nova Deli, Índia: a oitava maravilha do mundo

Quando visitar Akshardham, em Nova Deli, não se deixe enganar pelo seu aspecto ancestral. Na verdade, o templo ainda não fez sequer uma década, tendo sido inaugurado a 6 de Novembro de 2005, e quem vê a minuciosidade da sua construção dificilmente acredita que ela durou apenas cinco anos. Um milagre que se ficou a dever à boa vontade e trabalho árduo de 11.000 artesãos e voluntários da organização não-governamental BAPS Swaminarayan Sanstha.
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Metropolitano de Moscovo: 308 quilómetros de pura beleza


Quando começou a ser construído, em 1931, o Metropolitano de Moscovo era visivelmente um impulso patriótico. Catorze anos depois da revolução, mais do que nunca era necessário provar o valor do recém-fundado Estado Soviético. Que melhor meio do que uma arquitectura exímia e grandiosa? Estaline concordou e daí nasceu um verdadeiro museu subterrâneo, em que cada uma das estações está ornamentada como um “palácio para o povo”.

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