quarta-feira, abril 10, 2013

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As Casas de Gaudí I - Casa Batlló

Não sabemos se é o alegre e colorido revestimento em trencadís, as varandas com o formato de máscaras carnavalescas ou as chaminés que desafiam qualquer imaginação o que mais cativa na Casa Batlló, em Barcelona. Mas uma coisa é certa: todos os dias pára no Passeig de Gràcia um sem-fim de turistas para ver esta e mais uma mão cheia de maravilhas.
A Casa Batlló forma, juntamente com a Casa Lleó Morera, de Lluís Domènech i Montaner, e a Casa Amatler, de Puig i Cadafalch, a Illa (ou Manzana) de la Discòrdia. O nome resulta de um trocadilho baseado na mitologia. “Manzana” significa simultaneamente “maçã” e “quarteirão” e “Manzana de la Discòrdia” é, para além de uma referência à maçã de ouro que Páris foi acusado de oferecer a Afrodite em troca da mulher mais bela do mundo, um reflexo da disparidade de opiniões quanto à melhor destas casas ou dos arquitectos modernistas por detrás delas.
Para alguns, Gaudí ter-se-á inspirado na lenda de S. Jorge, que venceu um dragão, para construir a Casa Batlló. E essa teoria é corroborada pelo cimo da fachada do edifício, que, alto, curvado e coberto de mosaicos das mais diversas cores, em muito se assemelha às costas de um réptil. À sua frente, ergue-se uma cruz de cerâmica danificada, mas não por efeito do tempo ou das condições meteorológicas. A verdade é que já estava naquele estado antes de ali chegar, devido a qualquer descuido no seu transporte desde Maiorca. Mas a Gaudí agradou ainda mais assim.

A imagem de marca de Gaudí – chaminés arrancadas do seu posicionamento e uso tradicionais e decoradas com extrema originalidade – atingiu o auge na Casa Batlló. E também as colunas nas janelas do primeiro andar são uma característica interessante e conhecida da obra, que lhe valeu a fama de “casa dos ossos”. Isto porque têm a forma de… uma tíbia.

Se a Casa Batlló é considerada vanguardista nos dias de hoje, imagine como o terá sido quando foi construída, em 1906. Não é de admirar que faça parte da lista de Património da Humanidade da UNESCO.

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