terça-feira, novembro 27, 2012

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Carnavais do Mundo - Cinco Carnavais para além de Veneza e Rio

1. Carnaval de Oruro, Bolívia

(Obra-prima do Património Oral e Imaterial da Humanidade)


O ponto alto deste Carnaval é a entrada, altura em que dezenas de milhares de dançarinos e de músicos encetam uma procissão que dura 20 horas – das 7 da manhã até à madrugada seguinte.
A dança que ninguém esquece é a diablada, protagonizada por diabos que invocam a satânica divindade do subsolo, Supay. A partir do momento em que se elegeu a Virgen del Socavón como Santa Padroeira das minas e deste Carnaval, os mineiros, temendo a inveja de Supay, acharam por bem prestar-lhe homenagem em todos os festivais.
Durante o festival, a audiência vai-se abastecendo com a forte cerveja boliviana e com a chicha, potente bebida feita de cereais fermentados.

2. Carnaval de Barranquilla, Colômbia

(Obra-prima do Património Oral e Imaterial da Humanidade)

Herança  de uma das regiões culturalmente mais diversificadas da Colômbia, Barranquilla, este Carnaval é prezado pela variedade das suas danças, acompanhadas pela recitação de versos que contam uma história: seja a lenda da menina Tomasita, raptada e comida por um jacaré no seu dia de anos (Danza del Caimán); a dos colonos espanhóis que maltratavam os indígenas locais, sobretudo as mulheres (Danza de las Farotas); ou até mesmo a do frenesim que se instala quando as galinhas se vêem perante comida fresca (Danza de los Goleros o Gallinazos).

3. Carnaval de Binche, Bélgica

(Obra-prima do Património Oral e Imaterial da Humanidade)


Na Terça-feira Gorda, saem à rua milhares de Gilles, homens – obrigatoriamente locais – num colorido fato de juta adornado com estrelas, leões e coroas, e munidos de uma máscara de cera que lhes dá um bigode bem curvado.
Ao fim da tarde, os Gilles retiram as suas máscaras e colocam gigantescos chapéus de penas de avestruz, para depois dançarem pelas ruas arremessando laranjas à plateia.
Todo este ritual tem por objectivo afastar o Inverno e dar as boas-vindas à Primavera, ao passo que com as máscaras se pretende mostrar que somos todos iguais.
Os habitantes de Binche estão proibidos de usar o fato de Gille em qualquer outro dia do ano, assim como de sair da cidade com ele, regras das quais nasceu a expressão belga “Les Gilles de Binche ne se dèplacent jamais”.

4. Carnaval de New Orleans, EUA (Mardi Gras)


O Dia de Reis, 6 de Janeiro, marca o início da época do “Mardi Gras” em New Orleans. O King Cake, confeccionado em honra dos três reis magos, é portanto um doce muito típico desta altura do ano, cuja cobertura açucarada tem as cores associadas ao “Mardi Gras”: roxo, verde e dourado.
No interior de cada um desses bolos, está um pequeno bebé de plástico (por vezes de porcelana ou até de ouro). A pessoa a quem calha esse brinde deverá abrir as portas de sua casa à festa do King Cake seguinte.
Durante a procissão é atirada à audiência uma quantidade infinita de bugigangas, de dobrões a colares de pérolas e missangas, até taças e animais de peluche.

5. Carnaval de Copenhaga, Dinamarca


Por oposição à maioria dos Carnavais, o de Copenhaga é celebrado 50 dias depois do domingo de Páscoa, no fim-de-semana de Pentecostes, para assinalar a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo.
O primeiro Carnaval de Copenhaga, em 1982, operou sob o lema “The street is the stage, and you are the entertainer”. Como a tradição carnavalesca não existia, foram organizadas paradas durante jogos de futebol para despertar o interesse das pessoas.
Hoje em dia, o Carnaval de Copenhaga é um misto de ritmos oriundos de todo o mundo e, nele, as crianças interpretam o papel principal. Para além de terem um cortejo próprio, que dá início às celebrações, há música, dança e outras actividades lúdicas especialmente preparadas para elas.

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