domingo, fevereiro 10, 2013

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Cairo, a cidade dos 1000 Minaretes

Cortada pelo Nilo e cercada pelas pirâmides, Cairo, no Egito, é uma das metrópoles mais fascinantes do mundo árabe.

Cairo é uma cidade cosmopolita colorida, onde o Ocidente se encontra com o Oriente e o Norte com o Sul, no que se refere à cultura, religião e estilos de vida. Belas Mesquitas e um horizonte de Minaretes refletem a longa história do Cairo como uma das maiores de todas as cidades muçulmanas, mas as multidões que alberga são constituídas por cristãos católicos, judeus, europeus e negros Africanos. Um número crescente de migrantes chega diariamente dos campos, muitos deles ficam a dormir em cemitérios.

Para o viajante, tudo muda quando o primeiro chamado às orações é ouvido. A voz do muezim, ecoada do alto dos minaretes das mesquitas, conclama os muçulmanos para rezar - e traz o visitante para uma nova realidade. Subitamente, ele repara nos senhores barbudos que fazem negócio nas feiras, as mulheres de véu que caminham nas calçadas, o casal que fuma a narguilé num café antigo.
Nas barracas de rua, comida farta e apetitosa. Nas lojas dos bazares, roupas de seda coloridas e chamativas. E no horizonte, atrás de edifícios feios e encardidos, um mundo a ser descoberto, cheio de templos centenários e cortado por um rio que, por milhares de anos, alimentou a mais famosa civilização que passou pela Terra: o Nilo.
A Primavera Árabe, eclodida no Egito no começo de 2011, derrubou o ditador Hosni Mubarak, mas afastou os turistas do Cairo. Com a violência causada pelos protestos esmorecida (mas não completamente apaziguada), a cidade volta a ficar mais segura para receber visitantes.
Atrações, como sempre, não faltam: desde as pirâmides de Gizé (a 45 minutos de distância do centro da capital) às ruas medievais do bairro islâmico, o Cairo oferece passeios por diversos períodos da história da humanidade, e para todos os gostos:
  • Para uma imersão no mundo muçulmano, visite a mesquita Al-Azhar (uma das mais importantes do Oriente Médio);
  • Para compras, ande pelo mercado de rua Khan al-Khalili, o mais tradicional da cidade;
  • E para um encontro com o mundo dos faraós, faça um tour pelo Museu Egípcio, que abriga mais de 110 mil relíquias do Egito Antigo, entre elas algumas dezenas de múmias e a máscara de ouro de Tutankhamon.
Espetáculos de dança do ventre e passeios de barco pelo rio Nilo também podem fazer parte do cardápio.
No meio de tantas distrações, entretanto, o viajante não se pode descuidar: ao sair para a rua, é sempre necessário informar-se sobre a situação na Praça Tahrir e adjacências: situado no coração da cidade, ao lado do Museu Egípcio, o local ainda é o principal palco de protestos do país e é  rapidamente invadido por manifestantes após qualquer descontentamento com o novo governo.
O viajante  também deve saber que, aos olhos de muitos egípcios, ele é apenas uma agência bancária ambulante. Pedidos por baksheesh (gorjeta) e produtos vendidos a preços extorsivos serão uma constante em qualquer tour pela cidade. Pechinchar é a palavra de ordem antes de comprar qualquer coisa na rua e nunca, mas nunca, apanhe um táxi sem combinar o preço antes.

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