quarta-feira, dezembro 12, 2012

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Singapura - um "pontinho vermelho” no extremo sul da península malaia

Diz a lenda que quando Sang Nila Utama, um príncipe de um antigo reino da Sumatra, saiu para caçar pela região, avistou uma ilha desabitada que chamou a sua atenção. Decidido a explorá-la, Utama desembarcou naquele pequeno pedaço de terra tendo sido recebido por uma fera que nunca antes tinha visto.
Aquele encontro inusitado foi considerado um bom presságio pelo que, ali mesmo, o príncipe fundou uma cidade em homenagem ao espírito do animal encontrado: Singapura que, em língua malaia, significa “A Cidade do Leão”.


Pode não parecer, mas este minúsculo país de pouco mais de 700 km², conhecido também como “um pontinho vermelho” no extremo sul da península malaia, é capaz de causar a mesma sensação de surpresa no visitante que desembarca naquele território distante do outro lado do planeta.
Não é a toa que, diante daquelas terras a beira-mar, o fundador britânico Stamford Raffles tenha dito que Singapura “é tudo o que podemos desejar”. Nós dizemos: É tudo e mais um pouco!
Considerada um dos “Tigres Asiáticos” pela sua economia dinâmica, esta cidade-Estado de mais de 5 milhões de habitantes que se tornou independente da Inglaterra em 1965 é uma das dez nações mais ricas do planeta; apresenta baixos índices de criminalidade; e possui uma variada cultura local conhecida como peranakan, termo malaio que significa “nascido na região” e que é utilizado para se referir aos descendentes de chineses, indianos e malaios que chegaram à região a partir do século 14, atraídos pela posição estratégica daquelas terras.
Num país onde as infra-estruturas quase roçam perfeição, o sector do turismo não foi deixado para trás. Singapura possui a roda-gigante mais alta do mundo, uma estrutura omnipresente com 165 metros de altura, o equivalente a um prédio de 42 andares, conhecida como Singapore Flyer; Inaugurou o hotel Marina Bays Sand em forma de navio e famoso pela piscina com borda infinita que chamou a atenção do mundo inteiro; e, possui um bem sucedido projecto que transformou uma ilha marcada por guerras e disputa de terras numa ilha-resort chamada Sentosa e que atrai mais de 5 milhões de visitantes por ano.
Num país de culturas tão diferentes, em que os quatro idiomas oficiais (inglês, chinês, malaio e tâmil) parecem não dar conta de tanta história, é de se esperar que a cozinha local siga a mesma diversidade. As opções em Singapura incluem pratos da culinária chinesa, malaia, indiana e até comida vegetariana.
Corpo bem alimentado e espírito idem. É quase impossível visitar Singapura e não incluir no roteiro algum dos impactantes templos budistas e hindus erguidos em bairros temáticos como Chinatown e Little Índia, onde imperam, respectivamente, sotaques chineses e indianos.
Em Chinatown, o templo budista Buddha Tooth Relic impressiona com a sua construção de 5 andares e influências da arquitectura do período da dinastia Tang. A “Sala dos 100 dragões”, um espaço com 100 Budas em diferentes posições, e a “Roda de Prece do Buda Vairocana”, localizada no terraço, fazem do local um dos lugares mais belos de toda Singapura, independente de qualquer crença religiosa.
Na Little India, um bairro típico indiano a leste do rio Singapura, basta uma volta “sem hora” pela Serangoon Road, onde o cheiro forte do incenso se mistura ao do caril emanado dos pratos indianos, para o visitante ter bem diante dos olhos um pequeno retrato dos templos hindus encontrados na Índia.
O leão parece que conseguiu surpreender não só o príncipe da Sumatra, mas todo o resto do planeta.

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