sábado, outubro 13, 2012

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Relógio Astronómico - Praga

Imagem: Shutterstock
A Câmara Municipal adquiriu o seu primeiro relógio no início do século XV. De acordo com a lenda, em 1490, quando foi reconstruído por um relojoeiro chamado Hanus (nome real Jan Ruze), os conselheiros ficaram tão obcecados em evitar que ele repetisse a sua obra-prima noutro lugar que mandaram cegar o pobre homem. Embora tenha sido várias vezes reparado desde então, o mecanismo foi aperfeiçoado por Jan Táborsky entre 1552 e 1572.

O Relógio

Imagem: Shutterstock
A imagem do Universo adoptada pelo relojoeiro tinha a terra firmemente fixada no centro. O propósito do relógio não era o de informar sobre a hora exacta, mas o de imitar as supostas órbitas do Sol e da Lua em redor da Terra. A mão com o sol, que aponta para a hora, regista de facto três tipos diferentes de tempo. 
O anel exterior com números árabes medievais mede o tempo da Antiga Boémia, no qual o dia de 24 horas é medido pela posição do sol. O anel com numeração romana, indica o tempo tal como o conhecemos. 
A parte azul do mostrador representa a parte visível do céu. Este é dividido em doze partes. No chamado tempo babilónico, o período do dia era dividido em doze horas, que variavam de extensão entre o erão e o Inverno. 
O relógio mostra também os movimentos do Sol e da Lua através dos doze signos do zodíaco, ao qual era atribuída grnde importância na Praga do século XVI.

Os Apóstolos
O motivo central deste evento que atrai uma multidão de espectadores cada vez que o relógio bate as horas é a procissão dos Apóstolos. Primeiro, a figura da morte, o esqueleto à direita do relógio, dá um puxão na corda que segura na sua mão direita.
Na mão esquerda, tem uma ampulheta que levanta e inverte. Abrem-se então duas janelas e os Apóstolos (para sermos mais precisos, onze Apóstolos mais S. Paulo) movem-se lentamente em círculo, liderados por S.Pedro.
No fim desta parte do desfile, um galo canta e o relógio bate as horas. As outras figuras que se movem são um Turco que abana a cabeça de um lado para o outro, a Vaidade que se olha num espelho e a Avareza, adaptada do estereótipo medieval original de um agiota judeu.
Fonte: "O Atlas do Viajante" e "Guia American Express"

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