segunda-feira, outubro 22, 2012

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Postal de Viagem: Uma loira, uma morena e uma "assim-assim", num sonho chamado Vietname

#3#  - Postal enviado pelas viajantes Anita Cordeiro Rodrigues, Cristina Quintal e Cristina Pinto Lopes em 22/10/2012
 
1º e 2º Dias

03 e 04/09/2005
Porto – Frankfurt – Munique – Bangkok – Ho Chi Minh (Saigão)


Foi numa manhã de Setembro, decorria o ano de 2005, que três moças, uma loira, uma morena e uma assim-assim, deram asas ao seu espírito aventureiro e embarcaram num sonho chamada Vietname. Chegamos a Saigão às 16h35 do dia 04 de Setembro.
Esperava-nos a Mrs Thuy, com uma placa com os nossos nomes. Poucas palavras, muita acção. Limitamo-nos a segui-la, sentar, assinar e pagar 45 USD (25 USD para o visto + 20 USD para o trabalho).
De seguida esperava-nos o Mr. Trong, motorista da família Calisto, onde ficamos hospedadas. Ele de moto, nós de táxi. Restou-nos segui-lo até à casa.
Instalamo-nos, tomamos um duche e eis-nos em SAIGÃO.
Haverá melhor sensação do que estar de férias, livres e à aventura, num pais completamente desconhecido? Naaaaaaaaa!!!

Percorremos praticamente toda a rua Nam Ky Khoi Nghia, até nos decidirmos pelo restaurante “Quan Na Ngon”. Era um restaurante Vietnamita, com direito a “pauzinhos” e tudo. A comida era deliciosa e os empregados simpatiquíssimos. Apesar de falarem muito mal inglês, lá nos íamos entendendo, sem no entanto deixar de meter algumas argoladas (principalmente na sobremesa!). Mas correu muito bem.
Era também o nosso primeiro contacto com a agitação e o stress de Saigão: trânsito caótico. Motos, lambretas, scoutters, mais bicicletas, ricochos e alguns carros à mistura. As passadeiras são uns traços estranhos desenhados nas estradas … ninguém as respeita! Atravessar uma rua é uma aventura. Lá mais para o final, o Ângelo, ensinou-nos: simplesmente atravessar; os veículos, desviam-se. Simples, não? E funciona!
De regresso a casa, voltamos a passar numa praça, em frente ao Palácio da Reunificação. Lugar escolhido pelos namorados para estacionarem as suas motos (nas ruas do parque que supostamente seriam para peões) e darem-lhes uma outra função: namorar. Em cima delas, ao lado, atrás ou à frente, mas sempre no seu raio de visão. Muito Bom, como diria a Ana!
3º Dia

05/09/2005
Saigão – Cuchi – Saigão

 
Acordamos às 06h30. Muito cedo, é verdade; mas às 17h00 começa a anoitecer e queríamos aproveitar ao máximo.
Fomos tomar o pequeno-almoço a um café-restaurante em frente à casa. Mas… que comer? Uma sopinha com rebentos de soja ou com os famosos noodles? … não é fácil! Optamos por chã, pão e dois ovinhos estrelados. OhOh!
Na busca por uma agência de viagens que marcasse a nossa ida aos Túneis (24USD) e ao delta do rio Mekong (47USD), encontramos a “TraveltoVietnam”, com uma funcionária muito eficiente e simpática. Saímos de lá com tudo marcado e ainda com as reservas do comboio para Lao Cai e a ida a Halong Bay. Isto é que é eficiência!
Começamos a nossa visita a Saigão pelo “Ben Thanh Market”, um dos muitos mercados da cidade. Ficamos um pouco impressionadas com a secção dos peixes: Estavam vivos e bem vivos. Também havia rãs esfoladas, prontas a cozinhar e a carne, exposta ao ar… e as moscas.
De lá, seguimos para o Museu da Guerra (entrada: 10.000 VND), passando pelo parque da cidade.
Resumidamente, o museu procura manter viva a memória de uma guerra que confrontou o Vietname do Norte (vietcongs), comunista, com o Vietname do Sul, apoiado pelos EUA. Para além de um breve documentário televisivo, tem uma exposição fotográfica bastante chocante e realista. Percebe-se a teoria de que os EUA foram derrotados pela comunicação social (os jornalistas passeavam livremente por todo o “teatro de guerra”). Pode-se ainda contemplar embriões humanos completamente deformados, fruto do agente laranja, herbicida usado pelos americanos na década de 60 para devastar as florestas que camuflavam e alimentavam os vietcongs.
No exterior existem algumas relíquias da guerra, tanques, aviões, helicópteros.
É uma passagem a que ninguém fica indiferente.
Próxima paragem – Pagode Vinh Nghiêm. Embora seja o pagode budista mais recente e maior da cidade, ficamos desiludidas. Talvez porque só conseguimos fotografar o exterior. O interior estava fechado.
Durante a nossa caminhada, tivemos oportunidade de entrar noutro templo (ou pagode?); constatamos não só a devoção como também o tremendo cheiro de incenso.
Ainda antes do almoço, fomos caminhar um pouco junto ao Rio Saigon, contemplar os jardins de Bonsai e já de regresso, passamos pela Catedral de Notre Dame (Nha Tho Duc Ba), que exibe no exterior uma imagem da Virgem Maria.
Não sabemos se era da humidade ou do calor, mas o certo é que estávamos completamente esgotadas. Mais, cheias de fome e sede, prontinhas para “atacar o belo” do hamburger com direito a batatas fritas e Coca-Cola.
Parcialmente refeitas, regressamos à agência de viagens para iniciar o nosso tour até Cuchi.
O nosso meio de transporte foi excelente, um mono-volume muito cómodo e praticamente novo. O guia, o Mr. Son (que em vietnamita quer dizer “O Chato”), não se calava um segundo. Mas, tudo bem.
De Saigon a Cuchi são 65 Km’s em estradas alcatroadas, em muito boas condições.
Predominou o meio rural, sendo normais as paragens para passagem de animais, fotos às árvores-da-borracha e mais ainda os túmulos salpicando os campos. Não são sob a terra mas sobre a terra (julgo que tem a ver com o nível do mar, ou as chuvas????).
Em Cuchi, aparcamos numa àrea de apoio aos turistas e começamos por assistir a um documentário em espanhol, com algumas explicações do nosso guia à mistura. Pelo que pude entender, Cuchi era uma àrea muito fertil e produtiva, antes da guerra. Foram escavados túneis, km´s de túneis para refúgio, protecção e ataques surpresa, tanto da população como dos guerrelheiros: primeiro aos franceses, posteriormente aos EUA. Um dos túneis chegou mesmo a passar por debaixo do 25º batalhão dos EUA.
Caminhamos por uma zona florestada, onde podemos tomar contacto com algumas das armadilhas artesanais, túneis camuflados, tanques abandonados, e mesmo simulações das actividades praticadas dentro dos túneis (a confecção de sandálias com borracha de pneu e das fardas, a cozinha, fabricação manual de engenhos explosivos) utilizando bonecos (manequins).
De todas, a aventura foi mesmo entrar num túnel. Sim, entrar... e sair logo! Claustrofóbico! Impossível. O ar é rarefeito, embora tenham usado um engenhoso processo de ventilação através de finas canas; o espaço é mínimo, nem é possível caminhar em pé; é escuro. Um Horror!
Caricato (se é que, ali, alguma coisa pode ser assim chamada) é mais um dos atractivo para turista Ver e Sentir: que tal dar uns tirinhos com uma arma de guerrilheiro? É só escolher.
Também tivemos oportunidade de comer a “racção de combate” – chã e mandioca com açúcar. 
Muito Bom :)
A nossa passagem por Cuchi terminou com uma foto junto de alguns “guerrelheiros”, vestidos a rigor.
Conclusão: foi um dia violento. Imagens por todo lado, a que não poderíamos ficar indiferentes. Imaginar o sofrimento dos soldados americanos, numa terra desconhecida, no meio de florestas densas, sob um clima agreste em que a humidade atinge muitas vezes os 100%. Por outro lado, é admirável a capacidade de sobrevivência que os Vietnamitas sempre demonstraram; são um povo que durante muitos séculos sofreu invasões, ora dos vizinhos chineses, ora dos franceses, ora dos EUA. A guerra civil. Sobreviveram a tudo isso e ainda com um sorriso nos lábios... não é fácil!
O regresso a Saigão foi debaixo de uma chuva torrencial. Como gosto de ver a reacção dos diferentes povos à chuva! Estes param todos as motos, vestem a capinha da chuva, para logo depois voltarem à “lufa-lufa” do regresso a casa. É engraçado.
Jantamos num restaurante com comida vietnamita, chamado “TIL”, Também muito bom. Provamos imensos pratos. Fomos conhecer a famosa discoteca “Apocalipse Now”.

4º Dia
06/09/2005

Saigão – Delta do Mecong – Saigão

07h30 começava a nossa próxima aventura. Nós, o Mr. Song e o motorista, e mais dois passageiros australianos. Esperava-nos o rio Mekong.
Primeira paragem, primeira foto: Flor-de-Lotus!
Seguiram-se uma série de paragens para que a nossa companheira de viagem, australiana, pudesse, literalmente, “virar-o-barco”. Coitadita, não gozou nada de nada.
Após duas horas e meia de viagem, chegamos a Cai Be, onde mudamos de modo de transporte. 
Navegamos pelo rio Mekong, um dos maiores rios da Àsia. Estavamos no delta do rio, num dos seus muitos braços. Barcos sobem e descem, ora carregados com viveres e vindos dos mercados flutuantes, ora são casas também flutuantes, onde toma banho o menino e o cão, onde lavam a roupa e onde desaguam os esgotos. Todo ele é vida.
Também as margens estão cheias de agitação, aguardando a chegada de mais barcos de turistas. Esperava-nos uma fábrica artesanal de caramelos embrulhados em papel comestivél de arroz. Sempre o Arroz. Quilos e quilos de arroz. Havia um preparado de arroz, que indo ao lume junto com areia, saltava como se de pipocas de tratasse. Julgo que era uma espécie de arroz tufado. No final das demonstrações, nada melhor do que testar “O Produto” acompanhado de um chãzinho.
Para o almoço escolheram um sítio muito agradável e simpático. Tivemos a oportunidade de aprender a fazer os... aqueles rolinhos de folha de arroz recheados. Os nossos eram de vegetais e peixe, que depois mergulhavamos num molho. Deliciosos!
Deliciosas eram também as redes que nos esperavam, enquanto o momento lúdicos decorria: um trio tocava instrumentos tradicionais do Vietname e dois elementos – uma criança e uma mulher – esforçavam-se por entoar uns sons típicos... valeu o esforço.
Depois do almoço light, visitamos uma olaria artesanal. Tijolos, tijuleiras, potes, vasos, etc, etc. Tudo feito e carregado, manualmente e sobretudo por mulheres.
Houve uma que nos deixou KO: a temperatura e a humidade faziam-na transpirar “em bica”; a sua tarefa era fazer potes em série, com a ajuda de um molde; ganhava cinco dolares por dia, tendo de fazer 50 potes/dia; e não parava de sorrir. Sorrir, não é o termo exacto. Ela desfazia-se em simpatias. Bem, uma lição de vida, aqui para as três sindicalistas.
De novo e pela última vez, navegávamos. Agora em direcção ao Chu Vinh Long (chu=mercado).
O mercado de Vinh Long assemelhava-se a um qualquer mercado, não fosse o engarrafamento de bicicletas, motos e carrinhos de mercadoria.
Debaixo de um calor tórrido, esforçávamo-nos por fotografar o espectáculo em que nos víamos, mas fomos vencidas pelo inimigo. Derrotadas, dirigimo-nos a uma esplanadazinha, sentamos e aguardamos pacientemente pela hora de partir. Não havia mais nada a fazer...
Nessa noite, debaixo duma chuvinha, fomos jantar ao famoso “Nam Phan –Finest Vietnamese Cuisine”. Quem diria. Espaço giríssimo, muito in(!), serviço meio mau, com “n” pratos esgotados e ... Caríssimo (54USD). Fomos afogar mágoas até ao Q Bar.

5º Dia
07/09/2005
Saigon – Danang – Hoi An

Manhã dedicada às limpezas. É dia de entregar a chave de casa e deixarmos Saigon.
Saigon deixa saudades. É uma cidade para ser vivida mais do que ser visitada. Tem alguns atractivos turísticos, é verdade. Mas não é desses, dos que vêm nos guias turísticos, que sentimos nostalgia. É da azáfama diária, do caos organizado, dos sorrisos desdentados, dos aromas perdidos por entre os restaurantes improvisados ao longo da rua. Talvez por ter lido num qualquer registo que Saigon foi uma colónia francesa, deslumbro um qualquer ar diferente. É uma cidade romântica, que me deixou enamorada. E apesar de tudo isto, fica a sensação de sermos das poucas caras cidentais que vagueavam, naqueles dias, por Saigon.
Voamos até Danang.
Depois de algumas peripécias no aeroporto, decidimo-nos por um táxi, com um taxista muito simpático e humilde. A viagem até Hoian era longa e queríamos fazer algumas paragens. O problema era a bagagem.
Bem, o tal motorista, simpático e humilde, levou-nos a visitar o Museu de Cham e até nos acompanhou na visita. Quem é simpático, quem é?!
Pagamos 10.000VND pela entrada no Museu, que possui inúmeras esculturas pertencentes à cultura Cham. Um verdadeiro museu.
Danang é uma cidade portuária, com aproximadamente 400.000 habitantes.
Mal passamos a ponte sobre o rio que banha Danang, algumas rotundas depois, a paisagem muda radicalmente. Para trás fica a cidade mais-ao-menos ordenada, de avenidas largas. Entramos no meio rural, onde a vegetação é mais densa e as estradas mais estreitas.
Segunda paragem, Ngu Hanh Son, que é o mesmo que dizer, Montanha de Mármore. A subida é doloroso, confesso. E o que nos esperava era bom. Não era fabuloso, nem mau. Era bom. A gruta “Huyen Vi”, o pagode “Tam Thai”, a vista sobre as montanhas dos cinco elementos. Lindo!
Seguimos directos a Hoian, ao Hotel Glory 3. Ficamos radiantes com o hotel: um 4 estrelas, muito bonito, piscina com água salgada e um gerente francês que era... um francês!
Ansiosas por conhecer e explorar ao máximo a cidade de Hoian, almoçamos umas sanduíches e metemo-nos a caminho. Optamos por ir a pé, mas era longe e demoramos um bom pedaço.
Ao penetrar na cidade, ficávamos cada vez mais felizes. Era uma cidade feita à nossa medida. De um lado rio, do outro mar. Ruas estreitinhas, cheias de comércio, casas típicas de madeira, grandes portadas e varandinhas... uns mimos! De quando em vez um pagode ou um templo. Bicicletas aos montes e bastante menos motos. Gente, restaurantes, cafés, bares, mercados.
Rua Le Loi, nome a fixar, ou não fosse a mais comercial de todas.
Nós, como Mulheres que somos, quisemos fazer jus a esta responsabilidade. Eu não disse que era uma cidade “à nossa medida”? Pois bem, roupa (e até sapatos) à medida é outra das especialidades do Vietname. Tiraram-nos as medidas, escolhemos o tecido e o modelito e no dia seguinte... Voilá! Uma toillete para cada uma das madames. Ficamos Doidas :)
Passamos a tarde, ou o resto dela, a vaguear pelas ruas (que é o mesmo que dizer, passamos a tarde nas compras!).
Regressamos ao hotel de riquechó (bicicleta com uma cadeira na dianteira...). É uma experiência que aconselhamos a todos que lá forem, não só por ser bastante prático e cómodo, mas porque tem-se uma perspectiva diferente das ruas. Sente-se a confusão das gentes e do trânsito de uma forma mais activa (entenda-se que QUASE atropelávamos e éramos atropelados, constantemente). É muito giro.
Para jantar optamos pelo táxi, mas não sem antes darmos um mergulho relaxante na magnífica piscina do hotel. O restaurante chamava-se “Before and Now” e ficava na rua Le Loi. Muito bom aspecto, boa musica e boa comida: pizza! Very Typical.

6º Dia
08/09/2005
Hoian

Pois. Este dia era suposto ser dedicado a My Son, umas ruínas muito prestigiadas pela sua longevidade, com edifícios do século IV ao século XII.
No entanto, fomos mais fracas e não conseguimos resistir. É verdade que a probabilidade de voltarmos a Hoian e visitarmos My Son é reduzida, mas ... e a de mergulharmos nas águas “calientes” do Mar da China Meridional?! Vá, reconheçam que não era uma decisão fácil. Valeu a pena e não estamos arrependidas, não é meninas?
Foi uma manhã muito agitada! Mergulhar (no mínimo 5 vezes!), virar para um lado, virar para o outro, tirar fotos, fazer “foot-massage”. Até a Cristininha (loirinha) fez a depilação. É verdade, depilação “à linha” (este povo é mesmo engenhocas!).
Quando demos conta, já tinha passado a nossa manhã de lazer e não tinha sido “seca” nenhuma.
A tarde foi dedicada à cidade e aos pontos turísticos mais interessantes. A Assembly Hall chinesa ou cantonesa, onde se reúne (ou reunia?) esta comunidade; à Japonese Brigthe. Atravessamo-la. Entramos na rua das galerias, onde a Ana se apaixonou por uma tela vermelha. As meninas, tentavam fazer-se entender, ora por gestos ora recorrendo a um auxiliar com frases chave em vietnamita e inglês (esplêndido!). Por entre muitos risos e um diálogo intenso, acabo por me ver em cima de uma mota, guiada pelo pintor, com destino a uma casa de câmbio que era “já ao lado”. Meia hora depois, já as minhas companheiras de luta conheciam a família inteira e comiam batata-doce. A isto chama-se solidariedade.
Visitamos uma “living house”, que são casas locais abertas aos turistas, com visitas guiadas. A nossa guia arranhava um pouco de espanhol e explicou-nos que durante a época das chuvas o rio inundava o centro histórico e, embora as casas fossem de madeira, estavam preparadas para a sobrevivência das famílias. Por este motivo, todas as casas tinham dois pisos. Alias, Hoian é conhecida como a Veneza Asiática.
A Casa do Artesão foi a nossa última visita.
O comércio de Hoian é um comércio artesanal, no real sentido da palavra. Percebe-se oficinas acopladas às lojas – por exemplo os candeeiros em forma de balão feitos de papel, que em Portugal se vendem nas “lojas dos 300” ; fabricas de seda.
Depois de algumas compritas e muitos quilómetros, foi a hora do descanso das guerreiras. Esplanada, um suminho e está a apreciar. Apenas isso: apreciar, sentir, cheirar o fim-de-tarde em Hoian.
Viciadas, regressamos de riquechó ao hotel. O jantar junto ao rio Thu Bon, foi num restaurante chamado “Song Hoai”, que embora recomendado pela revista “Rotas & Destinos”, não cativou.

7º Dia
09/09/2005

Hanoi – Hue
De Hoian a Hue são 150 km’s. Por isso, saímos às 08h30 do hotel num táxi, que nos deixou duas horas e meia depois no Hotel Saigon Morin. O hotel, para além de bem localizado, era um quatro estrelas muito bom.
O que tivemos de descanso e lazer em Hoian, tivemos de lavagem cultural em Hue. Hue é pois uma cidade cheia de história e arqueologia, completamente virada para o turismo.
Após o almoço, embarcamos num passeio pelo rio Perfume (25 USD), que à semelhança do rio Saigon e Mekong, possui águas acastanhadas.
Ao longo do rio, deixamos a cidade e as suas pontes. Entramos num mundo rural, observando a vida dos que vivem nas margens, dos camponeses, das vacas e dos búfalos, dos que vivem do rio, dos pescadores, dos que trabalham das dragagens. Observamos as montanhas como pano de fundo e a chuvinha que caía. 
Fizemos algumas paragens para visitas. A primeira foi no Thien Mu Pagode, erigido em 1601, com sete pisos e forma octogonal. O que é????
Seguiu-se o túmulo de Tu Due. Existem sete túmulos da dinastia Nguyen, que correspondem a sete reis que governaram até ao dia da sua morte. Os reis eram enterrados fora das povoações e os túmulos encontram-se dispersos ao longo das margens do rio Perfume. Tu Due é o quarto soberano da dinastia e teve o reinado mais longo – 36 anos.
Para chegar ao túmulo tivemos ainda de aventurar-nos numa curta viagem de moto (enquanto a Ana dormia o soninho de beleza ao lado do barqueiro, que ressonava). Era um recinto enorme, rodeado de pinheiros, semelhante a um bosque e com um lago, onde se podia pescar uma bela refeição. Demoramos cerca de 40 minutos a visita-lo. O melhor é ver as fotos.
Por último visitamos o templo Hon Chen que não valeu os 22.000 VND.
Às 17h30 chegamos ao hotel e depois de um banhinho fomos jantar ao “La Carambole”. Comida vietnamita e cheio de turistas. Agradável.

8º Dia
10/09/2005


Hue – Hanoi – Lao Cai

Tiramos a manhã para visitar a Cidade Imperial e o Túmulo de Kai Dinh.
A Cidade Imperial ou Dai Noi é composta por três recintos amuralhados. O Recinto Amarelo – Hoang Thanh, a Cidade Púrpura Proibida – Tu Cam Thanh e .... De forma resumida, tem uma série de edifícios, uns restaurados outros em completa ruína.
O túmulo fica fora da cidade, pelo que tivemos de apanhar um táxi. É bastante interessante.

Notas da Viagem
  • “agente laranja”, assim chamado porque o seu armazenamento era feito em tonéis pintados a cor laranja. 
  • Em Outubro de 1980, foi criada uma comissão oficial na cidade de Ho Chi Minh (ex-Saigão) para avaliar as consequências das acções deste agente, nas populações. A comissão identificou toda uma série de doenças e sintomas: cancro dos pulmões e da próstata, doenças de pele, cérebro e sistema nervosos, respiratório e circulatório, cegueira, diversas anomalias no parto.
  • Estes efeitos destruidores devem-se, em grande parte, ao seu componente principal, a dioxina, que é um produto químico muito estável, degrada-se lentamente e, uma vez infiltrado no solo, integra-se na cadeia alimentar, contaminando culturas, águas.
  • Ou seja, o agente laranja foi uma catástrofe sanitária e ambiental para o Vietname e, 30 anos depois, ainda o é.
  • O Vietname reclama dos EUA um reconhecimento da sua responsabilidade, mas o governo americano nunca o fez; nem em relação aos seus veteranos nem às vitimas vietnamitas.
*Fotografias e texto, Cristina PL

1 comentário:

  1. O vosso itenerário pelo Vietname e os Lugares que visitaram,fizeram-me recuar há dez anos atrás e reviver momentos e histórias fantásticas de um País de Pessoas Simpáticas, que fazem de tudo para receber bem o Turista!...a Guia que nos acompanhou precorreu Saigão de motoreta:-)...para me encontrar uma mascara típica Vietnamita e...não tive qualquer hipotese de impedir!!!!!....a Gastronomia Vietnamita,é sem dúvida a mais saborosa de todo o Oriente e os pratos!?!?:-)verdadeiras obras de arte!...um País desorganizado e caótico uma mistura Mitica de organização!...tal como descrevem,deu para ver a rivalidade que existe entre o Norte e o Sul!...mas um País com preocupação na reconstrução dos Templos e isso surpreendeu-me de uma forma muito positiva!...a foto das estudantes com a farda branca Vietnamita,pedalando ao mesmo ritmo,aqueceu- me a alma e trouxe-me saudade!....fiquei fascinada pelos Grupos das Estudantes em Grupos de côres diferentes,que se misturavam numa paisagem Asiática,onde tudo acontece!...parabéns pel vossa Viagem Fantástica e muito bem escolhida!!!!:-)conheço o Cambodja,mas as pessoas embora sejam simpáticas,mas há diferenças:são mais frias e a preocupação com o turista é muito diferente!...a pobreza é chocante,mas Ankhor é uma verdadeira obra de Arte de Esculturas da Epoca dos kemeres e por isso valeu a Viagem e o conhecimento de um Povo muito Sofrido!....bjinhos para as três Viajantes,que se aventuraram pelo Explendoroso Vietname:-)

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