terça-feira, outubro 23, 2012

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Istambul - Onde o Ocidente se encontra com o Oriente


O interior da Mesquita azul está decorado com mais de 20.000 azulejos Iznok, daí o seu nome. No entanto, no exterior, as características impressionantes são a cúpula e os seis minaretes.
Imagem: Shutterstock
«É mais parecida com uma cidade saída d'As Mil e Uma Noites do que com uma cidade real construída com tijolos, pedras e argamassa...» - Demetrius Coufopoulos, 1895.
Esta cidade antiga, no ponto de encontro entre a Europa e a Ásia teve três nomes ao longo da história: Bizâncio, Constantinopla e Istambul.

Atualmente está repleta de um legado impressionante de dois impérios, da qual foi capital, o Império Grego Bizantino e o Império Turco Otomano. Sendo na atualidade a maior cidade turca, maravilhosamente situada numa península, está posicionada entre os lugares do mundo mais coloridos, barulhentos e fascinantes, uma Meca para compradores, gourmets (a cozinha turca é altamente conceituada) e viajantes.



A dupla muralha de Theodosius com o nome do bizantino do sécilo V, que a mandou construir ao longo da península, está ainda maravilhosamente intacta. Juntamente com a área que abrange, foi considerada Património Mundial pela Unesco.
A Istambul moderna estende-se para além das muralhas. No entanto,dentro delas, a velha Istambul contrasta completamente com as zonas históricas restauradas da Europa Ocidental. Aqui, a antiguidade «apenas» sobrevive lado a lado com o presente: os sem abrigo deitam-se aos pés das torres das muralhas romanas, os fontanários antigos em pátios lamacentos servem para os pássaros se banharem, uma oficina de automóveis foi instalada num edifício otomano e joga-se à bola numa represa bizantina.
Tal como poderá observar, o tráfego da cidade moderna vibra a poucos metros dos monumentos com milhares de anos. Esta mistura caótica do passado com o presente reflete a ascendência mista da cidade.
Ansiando por uma nova capital, o imperador romano Constantino (reinou de 306-337 d.C.) escolheu a cidade grega de Bizâncio, idealmente defendida, que posteriormente tomou o nome de Constantinopla, cidade de Constantino.
Após a queda do Império Romano Ocidental em 476, Constantinopla continupu a governar o lentamente decadente Império Romano Oriental, ou Império Bizantino, durante milhares de anos, até cair nas mãos dos otomanos turcos em 1453.
O conquistador da cidade, o Sultão Mehmet II (reinou de 1451-819) fez dela a capital do Império Otomano, tendo assim permanecido até a Turquia se tornar uma república com a sua capital em Ankara.
Atualmente, se estiver no coração da cidade velha, na zona do antigo hipódromo bizantino - agora um simples parque relvado - os seus olhos fixar-se-ão em duas majestosas cúpulas.



Hagia Sophia - originalmente uma igreja cristã, depois a partir de 1453, uma mesquita é atualmente um museu - é muito admirada pela beleza dos seus azulejos decorativos.
A mais antiga e mais pequena é a sa grande Catedral Bizantina de Hagia Sophia (este nome significa Sabedoria Divina), construída pelo imperador Justiniano, em 533-39. A sua cúpula rasa eleva-se a 55m do solo e tem 31m de largura.
Atualmente, está rodeada por quatro minaretes, acrescentados pelos otomanos depois de ter sido convertida em mesquita. O interior conserva muitos dos seus aspectos originais: um espaço amplo e arejado,com galerias de colunas, mosaicos brilhantes e mármore multicolorido, oriundos de todas as partes do Império. Nas paredes, observam-se anjos e outros ícones bizantinos. Hagia Sophia é hoje um museu.
Os próprios bizantinos nunca superaram Hagis Sophia em termos arquitetónicos, pois consideravam-na quase miraculosa. Contudo, os Otomanos fizeram-no finalmente com a outra grande cúpula que domina os céus de Istambul: a Mesquita do Sultão Ahmet, com seis minaretes. Construída entre 1609 e 1616 pelo arquiteto Mehnet, é conhecida como a Mesquita Azul, devido aos seus azulejos Iznik, azuis e brancos, que conferem aos seus espaçosinteriores uma elegância harmoniosa.
Na ponta da península fica o Palácio Topkapi, um gracioso complexo de pátios, apartamentos, pavilhões e jardins com vista para as águas do Gold Horn e do estreito de Bósforo. A construção iniciou-se em 1466 e durante séculos foi residência dos sultões do grande Império Otomano. Por volta do século XIX, viviam no Palácio cerca de 5000 funcionários, cortesãos e criados. Aberto ao público em 1924, é atualmente o maior palácio museu do mundo

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