segunda-feira, setembro 21, 2015

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O Dia dos Mortos, México

Imagem: Shutterstock

A fiesta mais característica do México é o Dia de Los Muertos onde, de acordo com a crença popular os mortos têm permissão divina para visitar os amigos e os familiares na Terra uma vez por ano – em geral, acredita-se que os espíritos das crianças chegam a 1 de novembro e os adultos a 2 de novembro. No dia 2, os mortos partem até ao ano seguinte.

As sensibilidades do Norte, habituadas a cobrir a realidade da morte com eufemismos, consideram-no um ato bizarro, e até mórbido, mas longe de ser sombrio, pois os pensamentos melancólicos misturam-se com a amizade e a celebração.
Neste dia, os vivos relembram os que já partiram, oferecendo-lhes flores, comidas especiais, velas e incenso. Não se trata de uma festa mórbida, mas sim de paz e de felicidade.

As crianças, entusiasmadas, enchem os mercados para comprar caixões de cartão com o nome de pessoas vivas, esqueletos de papier-machê e doces em forma de caveiras, que relembram sinistramente as das culturas dos Astecas. Na noite de 1 de novembro, as pessoas trazem oferendas de frutas e flores para o cemitério, onde se mantêm em vigília até de manhã cantando junto aos túmulos.
Muito deste ritual remonta a tempos pre-hispânicos, mas foi cultivado a partir do católico Dia de Todos os Santos.
As celebrações ocorrem por todo o México, mas variam consoante a região. Antes dos festejos, as bancas dos mercados vendem figuras de açúcar, cerâmica, flores e brinquedos em forma de esqueletos. 
Em Toluca, fazem-se mesas improvisadas repletas de doces. A maioria dos Mexicanos vai aos cemitérios na manhã do dia 2 de novembro, mas os aldeãos de Purépecha, junto ao lago Pátzcuaro, fazem uma vigília na noite de 1 de novembro. Em Tzintzuntzán há danças de mascarados.

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