sexta-feira, agosto 03, 2012

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Praga – uma cidade de maravilhas raras e inesperadas


Imagem: Shutterstock

Situada no coração da Europa Central, Praga é uma cidade de múltiplos encantos, com magníficos castelos, palácios, igrejas, sinagogas e jardins que abrangem mais de mil anos de história. Nos seus museus, as obras-primas de arte medieval rivalizam com a graciosidade das peças Arte Nova e as obras de grandes artistas contemporâneos.
Contrastando com a tranquilidade de outras cidades da Europa Central, Praga é alegre, irreverente e viva, na qual o viajante encontrará uma notável diversidade cultural e de entretenimento. Praga é tão bonita…. Quase parece uma cidade saída de um conto de fadas.

Todo o centro da cidade é um amontoado de torres góticas e cúpulas barrocas, ruas sinuosas calcetadas e misteriosas passagens. Muitos dos edifícios já foram restaurados e pintados de cor-de-rosa, verde e ocre, contudo muitas ruas conduzem a assombrosos pátios antigos ainda não restaurados. Cada recanto dispõe de um bar animado, onde pode provar as famosas cervejas checas. No Verão, enche-se de visitantes; no outono e inverno, está envolta em névoas.
Praga atravessa o rio Vltava. A margem ocidental sobe vertiginosamente para o Hradcany, o castelo, cujas muralhas sinistras guardam o governo da República Checa e a Catedral de St. Vitus, com as suas altas torres góticas. Parando, numa das calçadas abaixo do castelo, sente-se a sua presença ameaçadora e vem então à memória que o escritor de Praga, Franz Kafka, morou numa pequenina coutada, aqui em Zlatá Ulicka (Linha Dourada).
O distrito vizinho de Malá Strana é um lugar de uma atmosfera rica. A sua praça central, Malostranské Námestí, está ensombrada pelas paredes altas e pela cúpula verde da Igreja barroca de São Nicolau.
Ladeando os passeios da praça calcetada, ficam as casas de arcadas com a atmosfera de bares e clubes de jazz. Ruas estreitas ostentam os palácios e jardins aristocráticos antigos dos anos 1700, até a Ponte Charles, com estátuas posturais, onde, no verão se juntam multidões, músicos de rua e mosquitos.
No lado oriental do rio fica a zona sem trânsito de Staré Mestro. Aqui, situa-se Staromestské Námesti (a antiga Praça da Cidade), dominada pelas Torres Gémeas da Igreja Tyn e rodeada por esplanadas e casas do século XVI pintadas com cores luminosas e com fantásticas esculturas. É nas ruas fora da cidade que se encontram as principais livrarias e restaurantes com adega.
Na parte norte de Staré Mesto fica Josefov, o antigo bairro judeu, uma recordação da rica cultura judaica da Europa Central destruída com o Holocausto, e um lugar de peregrinação para Judeus de todo o mundo.
A Antiga-Nova sinagoga, datada de 1270, é uma das mais antigas, enquanto que o cemitério com os seus túmulos ricamente esculpidos em todos os ângulos é um assombroso memorial.

Praga tem uma população de cerca de 1 milhão de habitantes e ocupa uma área total de 500km2. Situada na região da Boémia, é a capital da recente República Checa. A sua posição geográfica no centro da Europa torna-a num excelente ponto de partida para visitar a região da Boémia e grandes cidades como Nuremberga, Viena, Bratislava e Budapeste.

 A história de Praga 

A localização de Praga no Centro da Europa fez dela um pólo de atracção para os mercadores estrangeiros desde a pré-história. No início do século X, Praga tornou-se uma cidade próspera, com um grande mercado, a Praça da Cidade Velha, e duas cidadela, o castelo de Praga e Vysehrad, de onde os seus primeiros governantes – os Premyslids – dirigiam as suas disputas familiares. Estas eram, por norma, sangrentas: em 935, o príncipe Venceslau foi assassinado pelo seu irmão Boleslau. Mais tarde, Venceslau foi canonizado e tornou-se o santo padroeiro mais importante dos checos.

Na Idade Média, Praga prosperou, sobretudo durante o reinado de Carlos IV, imperador do sacro império Romano-Germânico. No reinado deste sábio monarca, Praga cresceu, tornando-se uma cidade grandiosa , maior do que Paris ou Londres. Carlos incentivou a fundação e a construção de muitas instituições, incluindo a primeira Universidade da Europa Central, a Universidade de Charles. Um dos primeiros reitores checos foi João Huss, o sacerdote reformador cuja execução em 1415 por alegada heresia deu origem às Guerras Hussitas. A ala radical dos Hussitas, os Taboritas, foi finalmente derrotada na Batalha da Lipânia, em 1434.

No século XVI, após uma sucessão de reis fracos, os Habsburgos tomaram o controlo, iniciando uma dinastia que iria durar cerca de 400 anos. Rodolfo II foi um dos imperadores austríacos mais ilustrados. O seu amor pelas artes e ciências fê-lo levar o espírito do Renascimento. Após a sua morte, em 1618, a cidade foi palco da revolta protestante que marcou o início da Guerra dos Trinta anos.

As consequências provocaram um decréscimo nas riquezas da cidade, e Praga só voltaria a renascer no século XVIII. Muitos dos belos palácios e igrejas barrocos datam desta época.

No século XIX assistiu-se a um período de restauração nacional e ao despertar do orgulho cívico. Foram construídos os maiores monumentos públicos, como o Museu Nacional, o Teatro Nacional e o Rudolfinum. Porém, a cidade continuava a ser governada pelos Habsburgos, e só em 1918 é que Praga se tornou capital de uma república independente. A Segunda Guerra Mundial trouxe a ocupação pelo exército Alemão, seguida de quatro décadas de Comunismo. Após a “Revolução de Veludo”, em 1989, Praga iniciou uma nova era.

Fonte: "O Atlas do Viajante" e "Guia American Express"


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