quinta-feira, agosto 02, 2012

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A Grande Muralha da China

Imagem: Shutterstoc
Sendo uma das maiores construções humanas da história do mundo, a Grande muralha da China sempre inspirou superlativos. Hoje em dia, a muralha está praticamente igual ao que estava quando Lorde Macartney, dirigente da 1ª embaixada britânica na china, olhou para ela em 1783 – muros fortificados «erguidos ao longo dos cumes das colinas, por cima dos picos das mais altas montanhas, descendo até aos vales mais profundos, cruzando rios sobre arcos.» Nessa altura, os estrangeiros consideravam-na uma maravilha lendária e inconcebivelmente longínqua. Construída para demarcar a fronteira entre as intensamente cultivadas terras do Sul e as estepes do Norte, a Muralha estende-se pela maior parte por territórios montanhosos, dando o máximo uso a cada penhasco para aumentar as suas defesas – e a sua grandiosidade.
A parte mais ocidental atravessa o Deserto de Gobi, uma região de paisagens quase lunares e varridas por tempestades de areia. A secção oriental finda por entre fábricas e quintas das povoadas e alagadiças margens do Mar Amarelo.
Hoje, qualquer viajante em Pequim disposto a andar uma hora de táxi ou de autocarro pode ver os grandiosos taludes da Muralha a serpentear como um viaduto pelas áridas colinas do norte.
Todos os anos há milhares a fazê-lo, apanhando autocarros de turismo na Praça de Tiananmen, na estação de comboios, ou organizando excursões através dos hotéis. Além disso, os comboios, que saem da estação principal de Pequim com destino a noroeste, passam pela muralha. A maioria dos visitantes vê pouco mais do que a grande secção de 8 m em Badaling, a 70 km da capital.
Neste bastião solidamente restaurado, que protegeu um desfiladeiro montanhoso no Nordeste, os visitantes podem viajar de teleférico pelo talude de 6m, comprar t-shirts e tirar fotografias.
Mutianyu, 90 km a norte de Pequim, é outra secção bastante conhecida. Ao regressar da Muralha, pode e deve fazer um desvio para visitar o Vale dos Túmulos Ming, onde 13 dos 16 imperadores Ming estão expostos em Câmara ardente em impressionantes mausoléus.
A menos que esteja disposto a aventurar-se por locais sem quaisquer infraestruturas para turistas – onde tem mesmo de falar chinês – o melhor sítio para ver a muralha de forma prístina e sem demasiados turistas, é em Simatai, 110 Km a nordeste. Aqui, uma secção de 19km erguida ao longo de colinas aos ziguezagues exibem 135 torres de vigia, cuja perspetiva reforça a ideia de que para subir encostas tão íngremes, só mesmo de gatas. É muito fácil imaginar o tempo em que a Muralha era território fronteiriço, onde os recrutas fitavam os exércitos de bárbaros nómadas, à medida que emergiam das imensas pradarias da Mongólia e da Manchúria.
A atual vaga de turismo mal toca na muralha. Estende-se por cerca de 2400 km, embora as estimativas variem, visto não se tratar apenas de uma única entidade. Em alguns locais foram construídas duas ou três muralhas, portanto o comprimento total pode ultrapassar os 5000 km – ainda não existe um número exato porque ainda não foram publicados mapas arqueológicos completos.
Fonte: o Atlas do Viajante

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